Cuidado Infantil

Vacina contra HPV reduz casos de câncer do colo do útero em até 87% 1024 403 Carol

Vacina contra HPV reduz casos de câncer do colo do útero em até 87%

Um estudo inglês publicado pela revista científica The Lancet indica que a vacina contra o HPV – infecção sexualmente transmissível, que pode causar o aparecimento de tumores – demonstrou ser uma grande aliada no combate ao câncer do colo do útero. Segundo a publicação, as chances de uma pessoa imunizada desenvolver a doença cancerígena é 87% menor quando comparadas com pessoas que não foram vacinadas.

A pesquisa analisou, de 2008 para cá, três grupos diferentes de meninas que receberam a vacina contra o HPV na Inglaterra. O primeiro, que inicialmente correspondia à faixa etária de 12 e 13 anos, apresentou redução de 87% dos casos de câncer do colo do útero e queda de 97% das lesões com potencial cancerígeno. O segundo grupo, que recebeu o imunizante entre os 14 e 16 anos de idade, teve uma diminuição de 62% nos casos de câncer e de 75% das lesões. Já no terceiro, com adolescentes de 16 a 18 anos, foi detectada uma queda de 34% do tumor e de 39% das lesões.

Ou seja, quanto antes o imunizante for aplicado, menor será a chance de desenvolver câncer do colo do útero na fase adulta. 

Quem pode e onde tomar a vacina contra o HPV

Desde 2014, a vacinação contra o HPV já é oferecida em todo o Brasil nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A cobertura atinge meninas de 9 a 14 anos de idade e meninos de 11 a 14 anos. Caso seus filhos estejam nessa faixa etária, basta procurar o estabelecimento de saúde mais próximo de sua casa. Apesar da facilidade, as taxas de aplicação da vacina contra o HPV ainda são extremamente baixas no mundo inteiro. A estimativa é de que apenas 1,4% das mulheres elegíveis receberam a imunização completa, fator que dificulta a prevenção contra o câncer do colo do útero.

Relação entre o HPV e o câncer do colo do útero

O HPV, que é uma infecção sexualmente transmissível e extremamente comum, afeta principalmente o público feminino. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 75% das mulheres sexualmente ativas no Brasil, em algum momento da vida, vão entrar em contato com o vírus do HPV. A maioria nem perceberá o ocorrido, no entanto, cerca de 5% delas apresentam a tendência a desenvolver o câncer do colo do útero, em um prazo de dois a 10 anos após o contágio.

“Na grande maioria dos casos, o câncer do colo do útero é causado por uma infecção persistente por alguns tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). A infecção genital por HPV é muito frequente e, na maioria das vezes, é assintomática e autolimitada, com grande parte das mulheres resolvendo esta infecção até os 30 anos de idade. Em alguns casos, porém, pode haver a persistência do vírus nas células do colo do útero. Isso promove as alterações celulares que podem progredir para o desenvolvimento de câncer”, explica a oncologista Dra. Marcela Bonalumi.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que o câncer do colo do útero, também conhecido como câncer cervical, é um dos mais comuns no Brasil. De acordo com a entidade, mais de 16 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença em 2020. E ela fez 6.596 vítimas fatais em 2019.

Prevenção contra o HPV e o câncer do colo do útero

Esses números ressaltam ainda mais a importância de evitar o contágio de HPV e, consequentemente, o desenvolvimento do câncer do colo do útero. “A partir da imunização contra o HPV, é possível prevenir não só o câncer de colo do útero, mas também o de vulva, ânus e vagina nas mulheres e de pênis nos homens. Além disso, essa proteção pode auxiliar na prevenção de lesões pré-cancerosas. Vale lembrar ainda que a vacinação deve acontecer antes do início da vida sexual, justamente por conta da exposição ao vírus. Por isso, é fundamental alertar e incentivar esse cuidado com informação de qualidade”, explica a Dra. Bonalumi.

Outras maneiras de prevenção e acompanhamento também são fundamentais. “Combinada à vacinação, a realização do exame de rotina ginecológica – através do Papanicolau -, anualmente, durante dois anos consecutivos e, então, uma vez a cada três anos – dos 25 aos 64 anos de idade – é um meio importante de se tratar as lesões pré-cancerosas ou agir rapidamente contra o câncer do colo do útero”, conta.

“Mesmo as mulheres vacinadas devem fazer o Papanicolau periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos de HPV. A proteção vacinal cobre os Papilomavírus Humanos dos tipos 6 e 11 (que causam verrugas genitais), 16 e 18 (responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero)”, completa a especialista.

 

*Converse sempre com o médico de confiança da família para orientações e mais informações. 

 

Fonte: Terra.com.br 

Sono infantil: o que você precisa saber sobre a hora de dormir 1024 403 Carol

Sono infantil: o que você precisa saber sobre a hora de dormir

Os primeiros anos de vida são cruciais para ajustar o sono do seu filho. “A rotina como um todo ajuda a criança a ter uma ordem previsível de acontecimentos e a deixá-la mais calma. Isso vale tanto para soneca quanto para o sono da noite, que demanda menos estímulos, brincadeiras mais calmas, menos exposição a telas. São atitudes que ajudam na regulagem dos hormônios do sono e a aumentar a melatonina, que é um dos hormônios que ajudam em um sono mais profundo e reparador”, explica a Drª Stephanie Galassi, pediatra do Instituto da Criança (Hospital das Clínicas).

Confira todas as dicas da especialista sobre a hora de dormir nesta entrevista!

 

1 – Qual o tempo indicado de sono de acordo com cada idade, tanto durante o dia como durante a noite? Como equilibrar isso?

Drª Stephanie Galassi: Eu particularmente sou contra essas tabelas de sono que indicam quanto tempo de sono adequado para cada idade porque gera ansiedade e cada bebê tem seu tempo. 

Para cada idade, o bebê tem uma necessidade. Observamos que os bebês mais novos, principalmente nos primeiros meses, fazem muitas sonecas ao longo do dia. Ao redor de 8-9 meses, a maioria deles faz 2 ou 3 sonecas diurnas. Próximo de 1 ano e 3 meses, uma soneca ao dia e grande parte das crianças de 3 ou 4 anos já não fazem sonecas.

 

2 – Como funciona e qual a importância da rotina do sono para os bebês e crianças? 

Drª Stephanie Galassi: A rotina como um todo ajuda a criança a ter uma ordem previsível de acontecimentos e a deixá-la mais calma. Isso vale tanto para soneca quanto para o sono da noite, que demanda menos estímulos, brincadeiras mais calmas, menos exposição a telas. São atitudes que ajudam na regulagem dos hormônios do sono e a aumentar a melatonina, que é um dos hormônios que ajudam em um sono mais profundo e reparador. 

Para garantir uma boa noite de sono, nosso organismo precisa entrar em um ritmo, entender que o dia começou, ver a luz do sol chegar, tirar o pijama, tomar o café da manhã, etc. Para ter níveis de hormônios de sono adequados, precisamos estar relaxados e pouco estressados ao longo do dia.

 

3 – Quais os benefícios da rotina do sono?

Drª Stephanie Galassi: Ter uma rotina traz calma para os pequenos. Rotina faz com que o cérebro fique calmo e em paz porque sabe o que vai acontecer a cada etapa do nosso dia a dia. Conseguimos antecipar problemas e situações. O previsível traz tranquilidade.

Tenha uma rotina previsível com seu filho. Acordar, tirar o pijama, escola, almoço, soneca etc. Cada família tem sua rotina individual e às vezes os horários de cada família e de cada atividade do dia são diferentes, mas a criança vai aprendendo a prever o próximo evento do dia.

 

4 – Quando os pais precisam começar a estabelecer essa rotina? Como organizar essa rotina?

Drª Stephanie Galassi: A rotina deve ser estabelecida desde o nascimento, respeitando sempre o ritmo e organismo de cada bebê.

 

5 – Quais as principais dicas para um sono saudável e tranquilo (o que evitar e o que fazer?)

Drª Stephanie Galassi: A luz do sol e a natureza são nossos aliados. Sair ao ar livre ajuda a entender essa rotina com a ajuda do sol: de manhã temos mais claridade, de tarde um pouco menos, vem o entardecer e a noite chega. Quanto mais ao ar livre, melhor.

Sonecas durante o dia também ajudam a nos manter relaxados e com bons níveis hormonais. Tente usar as sonecas a seu favor: nós pais conseguimos trabalhar ou descansar nesse período e nossos filhos equilibram todo seu cansaço para não chegarem à noite “passados do ponto”: o que ao invés de relaxar, leva a um sono muito agitado e de pior qualidade.

Cada vez mais temos estudos que demonstram prejuízos ao desenvolvimento infantil relacionados ao excesso de exposição a telas. Para todas as idades é importante evitar o uso de telas na hora das refeições e ter constante supervisão dos pais em relação ao conteúdo assistido.

Até os 2 anos: zero minutos na frente das telas. Exceção para contato com familiares através de ligações de vídeo feitas com celular ou computador.

Crianças de 2 a 5 anos: no máximo 1 hora por dia.

Crianças entre 6 e 10 anos: 1 a 2 horas ao dia.

Manter uma boa rotina alimentar, com oferta de nutrientes variados ao longo do dia é excelente para uma boa saúde. Evite, no final do dia, alimentos muito gordurosos e condimentados, e também os ricos em cafeína como chocolates e bebidas à base de cola (chás e refrigerantes).

 

6 – A roupa influencia nesse processo? O que é mais indicado?

Drª Stephanie Galassi: Algumas vezes os pais se esquecem de pensar na segurança do sono, principalmente no inverno. Temos muito receio do bebê passar frio de noite e colocamos cobertas no berço. Porém, isso também aumenta o risco de sufocamento e não é seguro. Além disso, a coberta é um item pouco eficaz já que os bebês se mexem bastante ao longo da noite e chutam sempre a coberta para longe. Os casulos de dormir são a melhor opção para garantir que os bebês fiquem cobertos a noite toda e com muita segurança.

Existem modelos adequados para cada fase:

0 a 5 meses – Depois de nove meses protegido e acolhido pelas paredes do útero materno, é importante recriar ao máximo as sensações que o recém-nascido tinha dentro da barriga da mãe. Para promover essa sensação, o Swaddle (do termo inglês “to swaddle” que significa “envolver”), é mais prático e seguro que as complicadas enroladas de cueiro para fazer o “charutinho”. 

Quando a criança começa a dar sinais de que irá iniciar a fase de rolar, é hora de trocar para os casulos que deixam os bracinhos livres. Também indicado para crianças nos primeiros meses de vida, o Casulo atende os pequenos de até 12 meses, garantindo um sono quentinho a noite toda. 

Para os pequenos que se incomodam com pés cobertos ou que já começaram a andar, a partir de um ano de idade, a melhor opção é o casulo que deixa os pezinhos para fora, porque proporciona o aquecimento necessário sem tirar a autonomia e a mobilidade da criança. 

Conheça mais sobre os Casulos no site: https://www.casulodeanjo.com.br/ .

 

7 – Como/onde o bebê e a criança devem dormir?

Drª Stephanie Galassi: As orientações atuais pelas Sociedades de Pediatria Brasileira e de outros países são:

  • O bebê deve dormir de barriga para cima;
  • Deve dormir em um local seguro, de preferência em berço próprio;
  • Dormir sem itens soltos ao redor, como travesseiros, cobertas e kit berços;
  • Utilizar um pijama adequado ao clima do momento para deixar o bebê aquecido, evitando dessa forma o uso de cobertas;
  • Cobertas, se necessárias, devem estar bem presas nas laterais do berço;
  • Os pés no bebê devem ficar na parte final do berço nos primeiros meses, até que ele aprenda a se locomover sozinho;
  • Berços certificados pelo INMETRO;
  • Colchão firme com densidade adequada (D18).

 

8 – Algumas crianças lutam contra o sono e são resistentes até o último momento. Como agir nesses casos?

Drª Stephanie Galassi: É muito comum isso acontecer nos bebês quando na verdade já passou da hora de dormir. Então é importante estar atento aos primeiros sinais de que o sono está chegando.

Para as crianças maiores, esteja presente nas horas antes do sono. Tente estar presente de verdade, se desligando dos eletrônicos como computador e celular e disponível para sentar e brincar por inteiro com seu filho. Algumas crianças não querem dormir devido a ansiedade de se separarem dos pais, que muitas vezes já precisaram estar ausentes trabalhando ao longo do dia. “Encher a pilha” deles com nosso carinho e afeto com antecedência a colocá-los dormir ajuda bastante.

Escolha o pijama com seu filho, deixe ele participar desse processo. Enquanto você o ajuda, vocês podem contar uma história que envolva a escolha, por exemplo a estampa do pijama ou a cor.

 

9 – O que é o efeito vulcânico e como os pais devem lidar nesse caso?

Drª Stephanie Galassi: O efeito vulcânico também é conhecido como a “hora da bruxa” é clássico: no final da tarde, o bebê desanda a chorar e nada acalma.

No entardecer temos naturalmente o pico de um hormônio de sono chamado melatonina. Esse hormônio ajuda o bebê a adormecer. Porém, quando perdemos o “timing “, ganhamos um bebê irritado de sono. E é uma finíssima linha como um fio de cabelo que separa o tal tempo certo de colocar dormir do famoso “passou do tempo”! Às vezes o que fez o bebê passar do tempo foi uma mudança na rotina, estímulos externos, brincadeiras, um banho mais longo ou simplesmente nada que a gente tenha percebido!

Nesse ponto, um outro hormônio chamado cortisol entra em ação. Esse é o hormônio do “estado de alerta”. Esses dois hormônios são inimigos e esse bebê chora na luta “cortisol x melatonina”.

Bebê chora, enche a pança de ar, começa a ter gases, se não tinha fome agora já tem e …voilà: temos a receita completa de um bebê azedo de sono+fome+gases+tudo!

Dificilmente acalmamos esse bebê fácil, ainda mais enquanto ficamos igual a uma barata tonta tentando mil coisas ao mesmo tempo (muda de colo, muda de ambiente, muda de seio, dá remédio de gases..) e vamos ganhando um bebê ainda mais choroso.

Minha dica para essa hora: veja se não é o caso de estipular uma rotina de sono mais cedo. Alguns bebês dão sua “boa noite” felizes da vida às 17/18h da tarde! Tente o colo mais calmo do momento para a técnica dos 5 Ss por longos minutos e veja se ajuda. E acredite: melhora! Com o tempo, sentimos melhor o momento do bebê e eles também aumentam sua tolerância a mudanças na rotina!

 

Distrofia Muscular de Duchenne: doença rara atinge principalmente meninos. Entenda 1024 403 Andre

Distrofia Muscular de Duchenne: doença rara atinge principalmente meninos. Entenda

A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma das mais comuns formas de Distrofia Muscular e também a mais severa. É uma doença genética rara, com incidência de 1 para cada 3.500 nascimentos. Ela acontece por um defeito no gene localizado no braço curto no cromossomo X.

 

Como assim?

Vamos explicar. A mulher tem dois cromossomos X; se um dos cromossomos estiver afetado pelo defeito, o outro compensará a alteração, e então a doença não se manifestará, fazendo da mulher em questão uma portadora assintomática da Distrofia. Contudo, a mulher poderá perpetuar a doença através de suas filhas.

O homem também tem dois cromossomos, porém um é o cromossomo Y herdado do pai, e outro é o cromossomo X herdado da mãe. Se receber o cromossomo X materno defeituoso, ele não terá outro cromossomo X normal para contrabalançar e garantir o bom funcionamento do músculo, então é ai que a doença se manifesta. Por isso, a Distrofia Muscular atinge principalmente meninos em (99% dos casos).

É importante ressaltar que em 2/3 dos casos a mutação é adquirida da mãe e em 1/3 ocorre um erro genético, uma mutação nova quando a criança foi gerada.

 

Sinais Clínicos

Os sintomas da Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) aparecem por volta dos dois anos de idade e, na maioria dos casos, o diagnóstico é tardio, acontece, em média, acima dos 4 anos de idade. entre os 3 e 5 anos de idade. Os sinais começam geralmente nas pernas e na pelve e ocorrem em menor grau nos braços, pescoço e em outras partes do corpo. Os principais são:

Quedas frequentes;
Dificuldade para levantar de uma posição deitada ou sentada;
Dificuldade com habilidades motores, como correr e saltar;
Andar cambaleante;
Grandes músculos da panturrilha;
Dificuldades de aprendizagem;
Fadiga;
Retardo mental;
Fraqueza que piora com o tempo – A fraqueza muscular na região do tronco é responsável por escoliose progressiva de gravidade variável e os membros superiores são atingidos com a progressão da doença. Na adolescência, a fraqueza muscular progressiva pode impedir a criança de andar. E  nesta fase, o comprometimento do músculo cardíaco e da musculatura ventilatória já se manifestam.

A capacidade de andar em decorrência da distrofia muscular de Duchenne pode ser perdida por volta dos 12 anos de idade, devido à progressão rápida da doença.

 

Diagnóstico

O médico iniciará o processo de diagnóstico com um exame físico e um questionário sobre o histórico familiar e clínico da criança. Além disso, poderá solicitar a realização de alguns exames específicos, como teste enzimáticos e genéticos, eletromiografia e biópsia muscular.

O diagnóstico precoce é muito importante pois permite intervenções, tratamentos e cuidados adequados de imediato, amenizando o sofrimento do paciente e da família.

 

Tratamento

Ainda não há cura para qualquer forma de distrofia muscular. Os médicos estão investigando opções de terapia genética para descobrir se elas podem, eventualmente, proporcionar um tratamento que impeça a progressão da doença.

O uso das células-tronco também está sendo cogitado para o futuro, de forma que elas possam dar origem a novos tecidos que substituam os músculos afetados.

Hoje, o principal objetivo do tratamento é amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. Para isso, os médicos podem submeter o paciente a um tratamento à base de corticoides, que ajudam a diminuir os processos inflamatórios do músculo. A fisioterapia e a hidroterapia também se mostraram eficientes no controle da progressão da doença.

É importante que a criança mantenha-se ativa, pratique alguma atividade física moderada, seguindo as orientações do fisioterapeuta, do reumatologista e de um personal trainer ou professor especializado. O sedentarismo pode agravar o quadro de distrofia muscular de Duchenne.

Como a doença evolui rapidamente, sem o tratamento adequado, o paciente pode não resistir à doença. A principal causa de morte entre os pacientes desta condição é por doenças pulmonares e ocorre por volta dos 25 anos.

 

Onde procurar ajuda?

Sempre que tiver algum dúvida, converse com o médico e algum especialista da área de saúde.

Além de toda a equipe médica, diversos grupos sem fins lucrativos se unem para promover a qualidade de vida dos pacientes, formando também uma forte rede de apoio aos familiares. No caso da DMD, a Associação Brasileira de Distrofia Muscular (ABDIM VIVER BEM SEM LIMITE) e a ACADIM – Associação Carioca de Distrofia Muscular são algumas referências no país.

O Instituto Vidas Raras também dispõe de orientação gratuita em todo o Brasil para pacientes de Doenças Raras, por meio da Linha Rara. É uma plataforma de apoio e informação em parceria com o Instituto da Criança (ICr) que é parte do Sistema da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – Hospital das Clínicas (FMUSP-HC). Basta ligar para: 0800 006 7868 ou enviar e-mail para linharara@vidasraras.org.br.

 

IMPORTANTE: Todo conteúdo publicado aqui é de cunho estritamente informativo e não substitui a consulta médica, a realização de exames e o tratamento médico. Em caso de dúvidas, fale sempre com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. 😉

Câncer infantojuvenil: o que é preciso saber 1024 403 Andre

Câncer infantojuvenil: o que é preciso saber

O câncer infantojuvenil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Diferentemente do câncer do adulto, o câncer infantojuvenil geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Por serem predominantemente de natureza embrionária, tumores na criança e no adolescente são constituídos de células indiferenciadas, o que, geralmente, proporciona melhor resposta aos tratamentos atuais”. (Fonte: Instituto Nacional do Câncer -INCA)

De acordo com o INCA, essa é a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil. A estimativa em 2020 era de 8.460 novos casos. Os sinais muitas vezes podem ser confundidos com sintomas de doenças comuns na infância, por isso a visita ao médico é indispensável para o diagnóstico precoce. 

Segundo o INCA, hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos da doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

Para reforçar a importância do diagnóstico precoce, todo ano o mês de setembro recebe a cor dourada a fim de conscientizar a população sobre a atenção necessária à doença.

Mãe Que Ama Entrevista

 

Entrevistamos a Dra. Myrna Campagnoli, endocrinologista pediatra do Delboni Auriemo. Ela explica sobre o câncer infantojuvenil e destaca a observação da família sobre sinais físicos e comportamentais da criança e o acompanhamento regular do pediatra como sendo as informações mais importantes que todos devem saber sobre o assunto. Confira!

MQA: Qual faixa etária é acometida pelo câncer infanto-juvenil e quais as particularidades que as diferem da doença nos adultos?

Dra. Myrna Campagnoli: O câncer na infância e adolescência pode acometer todas as faixas etárias em ambos os sexos. Existem tumores mais frequentes na primeira infância como o Tumor de wilms (renal) e outros mais frequentes na adolescência, como o osteossarcoma (tumor ósseo), entretanto, todos esses tumores podem surgir durante todo o período da infância e adolescência. Na maior parte dos tumores não há diferenças entre sintomas e sinais apresentados nas crianças e adolescentes em relação aos adultos. E infelizmente, em relação a gravidade ou agressividade da doença também não. O crescimento e desenvolvimento puberal, por serem exclusivos desta faixa etária podem estar acometidos em alguns tumores do sistema nervoso central e órgãos genitais, o que não acontecerá no adulto. Aliás, este é um motivo frequente de procura por consultas pediátricas (alterações de crescimento e puberdade, e algumas vezes somos surpreendidos com o diagnóstico de tumores como causa dessas alterações).

 

MQA: Quais são os tipos mais comuns?

Dra. Myrna Campagnoli: Sem dúvidas, a Leucemia é o câncer mais frequente na infância e adolescência.

 

MQA: O que todos precisam saber sobre o assunto?

Dra. Myrna Campagnoli: É muito importante a observação da família sobre sinais físicos e comportamentais da criança e o acompanhamento regular do pediatra a fim de realizar a avaliação clínica e laboratorial de rotina. Com o acompanhamento, o pediatra pode identificar precocemente alterações no padrão de crescimento e desenvolvimento da criança e assim, iniciar uma busca ativa de forma mais precoce.

 

MQA: Quais os principais sinais de alerta que os pais e familiares devem saber e observar? Quando desconfiar de fato e buscar um possível diagnóstico?

Dra. Myrna Campagnoli: Os sinais da doença geralmente podem ser confundidos com sintomas de doenças comuns na infância, por isso a visita ao médico é indispensável. Na leucemia, a criança apresenta imunidade baixa e está sujeita a infecções, com uma aparência pálida, sangramentos e dores ósseas. No retinoblastoma, os sinais são o embranquecimento da pupila quando exposta à luz, sensibilidade exagerada à iluminação e, ainda, estrabismo. Acomete geralmente crianças com menos de três anos. Já o tumor de Wilms e o neuroblastoma podem aumentar o volume do abdome. O osteossarcoma, por sua vez, se manifesta frequentemente em adolescentes, com a formação de massa e dor nos ossos. Por fim, o tumor do sistema nervoso central tem como sintomas vômitos, dor de cabeça, alterações motora e comportamental e paralisia dos nervos.

 

MQA: Qual o caminho para o diagnóstico precoce e correto?

Dra. Myrna Campagnoli: O acompanhamento regular com o pediatra e a observação no dia a dia dos pais, cuidadores e da escola. Assim, toda e qualquer alteração será percebida, sendo possível o diagnóstico precoce. Mudanças pequenas como alterações de equilíbrio, piora da acuidade visual e auditiva, dores de cabeça frequentes, mudanças no hábito intestinal, presença de hematomas (roxos), caroços no pescoço, desaceleração do crescimento, dentre outras devem ser conversadas com o pediatra.

 

MQA: Quais os tratamentos disponíveis e as expectativas de cura?

Dra. Myrna Campagnoli: O diagnóstico e tratamento do câncer, em qualquer faixa etária inclusive na infância, depende da localização do tumor, do tipo de tumor e do estadiamento do mesmo (estadiamento é o estágio de desenvolvimento da doença). O monitoramento e tratamento da doença são essenciais para garantir o bem-estar e a qualidade de vida do paciente. Cada criança ou adolescente deve receber o tratamento – quimioterapia, radioterapia ou cirurgia – em centros especializados. Porém, cada tumor tem um tratamento específico, de acordo com o indivíduo e o estágio de desenvolvimento da doença. A expectativa de cura também depende destes fatores, associados a fatores individuais de resposta ao tratamento.

 

Para saber mais, acesse o site do Instituto Nacional do Câncer -INCA e converse sempre com um médico especialista. Fique sempre atento aos sinais! A informação correta e o diagnóstico precoce podem salvar muitas vidas! 😉

Asma: diagnóstico na infância e Covid-19. Entenda 1024 403 Andre

Asma: diagnóstico na infância e Covid-19. Entenda

Asma é uma doença crônica em que as vias aéreas ficam inflamadas, resultante de uma interação entre fatores genéticos e múltiplos estímulos, alergênicos ou não, que determinam o aparecimento de tosse, chiado no peito, falta de ar e cansaço, principalmente à noite e pela manhã ao acordar.

No caso da asma infantil, o quadro é mais preocupante, pois as vias respiratórias das crianças têm um calibre menor do que a dos adultos, ou seja, são mais estreitas, e qualquer inflamação pode ser mais prejudicial e impedir a passagem de ar. Por isso mesmo, a asma infantil costuma causar mais hospitalizações e visitas à emergência do que em adultos.

A asma é um problema de saúde pública mundial e sua prevalência aumenta cada vez mais.  A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 300 milhões de pessoas têm asma. Apesar da dificuldade para se diagnosticar asma na infância, existem evidências que sugerem que metade de todos os casos são diagnosticados até os 3 anos de idade e 80% até os 6 anos de vida.  

 

Asma e Covid-19

De acordo com documento científico divulgado pelos Departamentos Científicos de Alergia e de Pneumologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), pacientes com asma não são mais propensos a adquirir a infecção pelo novo coronavírus, porém são mais propensos a desenvolver complicações em caso de contágio. Dessa forma, além de adotar todas as medidas de proteção, a recomendação mais importante é não interromper o tratamento da asma e, em caso de dúvida, pedir auxílio e orientações ao médico que acompanha o paciente.

A entidade também adverte que os pacientes deverão utilizar seus dispositivos inalatórios de forma individual, sem compartilhamento, uma vez que os reservatórios de nebulizadores são potenciais fontes de contaminação.

Leia mais aqui e acesse o documento na íntegra com orientações aos pacientes e cuidadores de crianças com asma para prevenir o contágio pelo coronavírus durante a pandemia da COVID-19.

 

Causas da Asma

 

Ainda não se sabe exatamente o que provoca a asma infantil, uma vez que cada pessoa apresenta uma sensibilidade a gatilhos diferentes. Os fatores de risco são uma combinação de predisposição genética, infecções respiratórias e exposição ambiental a substâncias e partículas inaladas que podem provocar reações alérgicas ou irritar as vias aéreas. Dessa forma, é importante entender o que causa seus ataques de asma e tentar reduzir a exposição a esses agentes ou buscar tratamentos mais adequados. Os gatilhos mais comuns da asma são:

  • Alérgenos domiciliares: por exemplo, ácaros da poeira doméstica, fungos e pelos de animais;
  • Alérgenos externos: tais como polens, fungos e pelos de animais;
  • Fumaça de cigarro e outros tipos de fumaça;
  • Poluição do ar ou exposição a irritantes químicos;

Alguns outros estímulos podem desencadear as crises, embora não sejam os causadores da asma, como: exposição ao ar frio, excitação emocional extrema, odores fortes, exercício físico e uso de certos medicamentos, como aspirina e outros anti-inflamatórios.

Assim, as medidas de cuidados com o ambiente tornam-se fundamentais para controle da doença.

 

Cuidados

 

  • Manter a residência ventilada e dormir em quarto arejado. Usar diariamente aspirador de pó ou pano úmido em toda a residência, principalmente nos locais em que permaneça por mais tempo;
  • O paciente deve abster-se de espanar, varrer, arrumar camas, gavetas, estantes, etc.
  • Revestir o travesseiro e o colchão com capa impermeável à passagem de ácaros e suas secreções. Lavar a capa 1X/mês;
  • Evite usar acolchoados de lã, penas ou algodão, pois se tornam depósito de poeira e são de difícil lavagem;
  • Evitar ambientes empoeirados, como bibliotecas, sótãos, porões, adegas, tulhas, celeiros, etc;
  • Se o paciente dormir no mesmo quarto com outra pessoa, esta deverá seguir as mesmas orientações;
  • Retirar tapetes e carpetes do ambiente;
  • Evitar o uso de inseticidas, “spray” e aparelhos elétricos repelentes de insetos;
  • Evitar odores fortes: desinfetantes, água sanitária, fumaça, gasolina, ceras e solventes orgânicos. Evitar ficar em casas pintadas recentemente ou fechadas por muito tempo;
  • Evitar animais como cão e gato dentro de casa;
  • Afastar a criança da inalação de fumaça de cigarro;
  • Retirar os bichos de pelúcia do ambiente.

 

Tratamento

 

Ainda não há cura para a asma, mas é possível controlá-la a partir do diagnóstico correto, tratamento, informação e orientação médica. Assim, o paciente pode reduzir o risco de novas crises, o que pode proporcionar boa qualidade de vida.

Atualmente, existem tratamentos preventivos, eficazes e seguros que ajudam a diminuir a inflamação dos brônquios e a criança consegue levar uma vida normal e ativa, sem entrar em crises. A duração do tratamento é variável e depende do grau (classificação) da doença. Conforme a criança vai crescendo, as crises vão diminuindo e na maioria dos casos o tratamento é suspenso.

 

Importante

 

A asma na infância não deve ser negligenciada esperando-se que ela desapareça à medida que a criança cresça. Em geral, crianças com asma leve tem bom prognóstico. Entretanto, as com formas moderada ou grave provavelmente continuarão a ter, no transcorrer da vida, sintomas e, consequentemente, complicações decorrentes da doença não controlada.

 

*Com informações dos portais de saúde Minha VidaMinistério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria.

Equilíbrio emocional: especialista explica o que pode fazer a diferença neste momento 1024 403 Andre

Equilíbrio emocional: especialista explica o que pode fazer a diferença neste momento

A busca pelo equilíbrio emocional é um passo importante para lidar com tantas mudanças e com o medo e as incertezas do que virá neste momento tão delicado que estamos vivendo por causa da pandemia. Pensando nisso, conversamos com a psicóloga e arteterapeuta especializada em perinatalidade e parentalidade, Erika Novaes, e trouxemos alguns pontos que merecem uma reflexão e podem ajudar as famílias a tocarem esses dias de forma mais leve.

Compreender os próprios sentimentos, focar em fazer aquilo que der conta e pensar em ser um pai ou uma mãe possível e não ideal são alguns dos destaques elencados pela psicóloga para evitar trazer para si uma sobrecarga excessiva. Confira a entrevista!

 

MQA: O que as famílias precisam saber para manter o equilíbrio emocional nesse período de isolamento por causa da pandemia?

ERIKA NOVAES: O que mais fica marcante para mim, pelo que tenho escutado das famílias, é a questão da produtividade. Vivemos em uma sociedade que cobra dos indivíduos, de modo geral, um nível de produtividade e de excelência que, parecem não combinar com cuidar de um bebê ou uma criança. As mulheres, principalmente, ainda são muito exigidas em relação a como cuidam de seus filhes [a psicóloga refere-se aos filhos assim mesmo com ”e”, como forma neutra e inclusiva, para agregar todos os gêneros. E faz o mesmo com outras palavras no decorrer da entrevista].
Penso que, sobretudo no momento que estamos vivendo, carregar consigo o mantra “vou fazer aquilo que eu der conta”, e pensar em ser um pai ou uma mãe possível, e não ideal, pode ajudar a não trazer para si uma sobrecarga excessiva, neste momento tão delicado coletivamente.

MQA: Como lidar com tantas mudanças e principalmente com o medo e as incertezas do que virá?

ERIKA NOVAES: Pode ser muito difícil lidar com a falta de controle que, coletivamente, estamos sentindo frente ao futuro. Sentir medo é normal. Penso que, para além de pequenos atos cotidianos que quero trazer ao fim da entrevista, falar sobre o que sente é, talvez, uma das coisas que mais pode ajudar a compreender os próprios sentimentos e lidar com eles. É muito importante poder contar com uma rede de apoio (agora mediada pela tecnologia). Família, amigues… incluindo aqui a possibilidade de ser escutade por um profissional. Hoje, existem muitos serviços e profissionais de psicologia, que estão atuando no atendimento focal e emergencial, justamente para questões decorrentes da crise que estamos vivendo.

MQA: No caso das gestantes e puerperes (e não puérperas, como nos sugere), alguma recomendação específica para cuidar da saúde mental nesse período?

ERIKA NOVAES: Para além de tudo que está sendo dito, quem está esperando filhes ou quem acabou de receber um bebê ou uma criança (incluo sempre as famílias de adoção), pode contar com os grupos de apoio. Grupos de pré-natal psicológico, de puerpério, de adoção… Estes grupos formam redes de apoio importantes para que estas pessoas possam compartilhar experiências, medos e angústias específicas da fase de vida que estão vivendo, além de serem parte de uma continuidade de cuidados e de contato social, e estão, em sua maioria, funcionando online.

MQA: E como agir com as crianças para que essa situação seja encarada de forma mais leve e equilibrada?

ERIKA NOVAES: Pensar em coisas que sejam possíveis de serem mantidas na rotina é algo que pode fazer sentido e trazer uma sensação do conhecido e de conforto. Manter, por exemplo, os horários das refeições, dos tempos antes da quarentena. Ou manter um determinado ritual feito com as crianças, como ler uma história antes de dormir. Enfim, manter aceso tudo que seja possível, e que remeta àquilo que conhecíamos como confortável e “normal”, pode ajudar. Poder falar com as crianças sobre o que está acontecendo, sinalizando para elas os motivos pelos quais a nossa vida mudou em tantos aspectos, também pode fazer sentido.
Além disso, ter um momento de escutar delas como estão se sentindo e poder falar de como se sentem, junto com elas, as ajuda a auxilia também aos adultes, a elaborar e dar significado ao que estamos vivendo.

MQA: O que pode fazer a diferença nesse momento para a família manter a saúde mental?

ERIKA NOVAES: Um pouco de tudo que já foi dito. Falar sobre o que sente, escutar outres, tentar manter alguma rotina possível, atividade física, tomar sol, fazer planos de curto prazo ao invés de planejar à longo prazo, manter algum contato social quando sentir que é possível, dentre outras coisas. Mas principalmente, construir ou manter vínculos que formem rede de apoio. Essa rede, em tempos de isolamento não irá, muitas vezes, ofertar ajuda para troca de fraldas ou para segurar o bebê enquanto se descansa, mas vai ofertar acolhimento, escuta, contato social, sorrisos, compartilhamento de sentimentos de todos os tipos e, principalmente, a noção de que em alguma instância, estamos juntes e vamos passar por esta grande crise e transformação assim, estando juntes.

MQA: Fala-se muito sobre oportunidades na crise. Como você vê essa questão no contexto da saúde mental da família, essa crise provocada pela pandemia é mesmo uma oportunidade de algo? Você diria que dá para tirar alguma “lição” de tudo isso que estamos vivendo?

ERIKA NOVAES: Essa é uma proposta de reflexão longa. O que estamos vivendo é uma grande crise global. Esta crise afeta, do macro ao micro, do planeta ao nosso universo interno. Todas as instâncias estão lidando com os abismos e incertezas em que fomos lançados. Lidar com algo assim, requer que busquemos internamente e coletivamente, os recursos que temos para nos adaptar e formular novos meios de fazer absolutamente tudo.
Nosso “jeito” de existir está sendo chamado para um convite de mudança. Porque o jeito antigo não cabe mais, e não sabemos o que dele, ainda caberá. Portanto, como em todo período de crise, ao encontrarmos potências e recursos internos e externos para lidar com o que está acontecendo, uma nova oportunidade se apresenta à nós.
No entanto, este conceito de “lição de vida”, me parece falacioso. Esta possibilidade de re-significar o mundo, é um tanto elitista, visto que pessoas em maior situação de vulnerabilidade, estão ocupadas em usar seus recursos internos e externos para sobreviver. Então, tomar cuidado para não cairmos na onda “good vibes” e gastarmos tempo procurando as grandes lições positivistas que podemos tirar da situação atual, é importante.
Por agora, penso que é momento de re-conhecer os próprios recursos e buscar ajuda caso esteja difícil de fazer isso sozinhe. E usar estes recursos para lidar com as questões mais urgentes, como a elaboração dos lutos simbólicos de tudo que perdemos com a pandemia, e lutos reais, de todas as pessoas que já perdemos e que iremos, possivelmente perder. O que vem a partir daí, vai depender de como cada família, cada pessoa, irá se reorganizar. E o quanto, cada pessoa, vai dar conta de enxergar oportunidades em meio ao caos, vai depender dessas elaborações, da rede de apoio que tiver e das condições socioeconômicas que estiverem disponíveis.
Em suma, toda crise pode trazer mudanças positivas, mas romantizar as crises, colocando nelas, essa carga de caldeirão de possibilidades de um mundo melhor e de grandes transformações internas e/ou externas, pode mais gerar ansiedades e sentimentos de incapacidade, do que algo positivo de fato.

 

SOBRE A ENTREVISTADA:

Erika S. de Novaes (CRP. 06/102892) – Psicóloga e arteterapeuta, especializada em perinatalidade e parentalidade pelo Instituto Gerar de Psicologia Perinatal e Parental. Atua na área clínica com atendimento a gestantes, casais e puérperas, e facilitando grupos e oficinas terapêuticas. Também tem formação em educação perinatal, e ministra aulas, oficinas e palestras para profissionais da área e para famílias. É Curadora do Siaparto há 3 anos e diretora do Núcleo Anima há 6 anos. Instagram: @parentalidadepossivel / erika.parentalidadepossivel@gmail.com .

 

COVID-19, gripe e resfriado: qual a diferença? 1024 403 Andre

COVID-19, gripe e resfriado: qual a diferença?

A COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, tem alguns sintomas semelhantes à gripe e ao resfriado, que são mais comuns no nosso cotidiano, e isso pode confundir um pouco. Para evitar essa confusão e também a superlotação nos hospitais e outras unidades de atendimento, os órgãos oficiais de saúde estão orientando sobre as diferenças entre os sintomas dessas doenças, o que é mais comum e mais raro em cada uma delas, para manter a população bem informada.

• Febre, tosse seca e dificuldade para respirar são os sintomas mais comuns da COVID-19;
• Febre é uma das reações que pode aparecer em quem tem covid-19 e gripe, mas raramente ocorre em quem está resfriado;
• Já os espirros, são mais comuns em resfriados, mas raros nos casos de gripes e covid-19;
• Nariz entupido é recorrente no resfriado, pode aparecer nas gripes, mas não é comum em quem tem covid-19;
• Por sua vez, dor de cabeça é rara em resfriados, surge com frequência nas gripes e pode atingir os infectados por covid-19.

 

Entenda:

 

ATENÇÃO!

Os órgãos oficiais de saúde reforçam que, caso uma pessoa se enquadre na maioria dos sintomas comuns à COVID-19, é primordial que siga as orientações corretas e procure orientação especializada. Se os sintomas forem de gripe comum, a orientação é ficar em isolamento domiciliar por 14 dias mantendo todos os cuidados.

 

Lembre-se:

É possível estar infectado pelo vírus e não desenvolver sintomas e isso vale para as crianças também! E mesmo nesses casos, o vírus pode ser transmitido para outras pessoas. Por isso, é preciso evitar a exposição.

 

Saiba mais aqui.

 

Coronavírus: O que pais e responsáveis precisam saber 1024 403 Andre

Coronavírus: O que pais e responsáveis precisam saber

Coronavírus é uma família de vírus que causa infecções respiratórias, provocando a nova doença chamada de COVID-19. Como nunca tivemos contato com o vírus antes, não temos imunidade.

A doença foi identificada pela primeira vez em dezembro de 2019, em Wuhan, na China.  Em 30 de janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto da COVID-19 constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional – o mais alto nível de alerta da Organização, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional. E em 11 de março de 2020, ela foi caracterizada pela OMS como uma pandemia.

Até o momento, não há vacina nem medicamento antiviral específico para prevenir ou tratar a COVID-19. As pessoas infectadas devem receber cuidados de saúde para aliviar os sintomas. Pessoas com doenças graves devem ser hospitalizadas. A maioria dos pacientes se recupera graças aos cuidados de suporte.

Atualmente, estão sendo investigadas possíveis vacinas e alguns tratamentos medicamentosos específicos, com testes através de ensaios clínicos.

 

Como o vírus se propaga?

Atualmente, a transmissão acontece de uma pessoa doente para outra ou por contato próximo por meio de:

  • Aperto de mão (principal forma de contágio);
  • Gotículas de saliva;
  • Espirro;
  • Tosse;
  • Catarro;
  • Objetos ou superfícies contaminadas, como celulares, mesas, maçanetas, brinquedos, teclados de computador etc.

A OMS está avaliando pesquisas em andamento sobre a maneira como o vírus causador da COVID-19 é disseminado e continuará a compartilhar descobertas atualizadas.

 

Qual o período de incubação do vírus?

O período de incubação é o tempo entre ser infectado pelo vírus e o início dos sintomas da doença. As estimativas atuais variam de 1 a 14 dias, mais frequentemente ao redor de cinco dias. Essas estimativas estão sendo atualizados à medida que mais dados se tornam disponíveis.

 

Posso pegar COVID-19 do meu animal de estimação?

Não. Não há evidências de que animais que fazem companhia ou animais de estimação, como gatos e cães, tenham sido infectados ou possam espalhar o vírus que causa a COVID-19.

 

Quais são os sintomas?

Febre, tosse seca e dificuldade para respirar são os sintomas mais comuns da doença. Um estudo da Academia Americana de Otorrinolaringologia aponta a falta de olfato e de paladar também como sintomas iniciais da Covid-19, que podem se manifestar mesmo em pacientes que não apresentam outros sintomas.

Já espirros e congestão nasal, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não são sintomas comuns em casos da Covid-19, são provavelmente sinais de um resfriado. 

A recomendação dos órgãos oficiais de saúde é ficar em casa e somente procurar um hospital de referência se estiver com falta de ar. Se os sintomas forem de gripe comum, a orientação é ficar em isolamento domiciliar por 14 dias mantendo todos os cuidados.

É possível estar infectado pelo vírus e não desenvolver sintomas e isso vale para as crianças também!

 

E mesmo nesses casos, o vírus pode ser transmitido para outras pessoas. Por isso, é preciso evitar a exposição fora do isolamento de casa. Fique de olho no que deve ser evitado:

 

  • Não chame coleguinhas ou visitas para casa;
  • Não faça visitas, principalmente, a recém-nascidos e pessoas dentro do quadro de maior risco de contaminação;
  • Não saia para parquinhos, playground, ou para qualquer outra atividade externa;
  • Mantenha distância dos idosos que estiverem em casa.

 

Lave sempre as mãos corretamente e ensine as crianças também:

 

  1. Molhe as mãos e depois coloque sabão;
  2. Esfregue bem as duas mãos;
  3. Esfregue as costas das mãos, entre os dedos e debaixo das unhas e polegares;
  4. Lave bem os punhos;
  5. Enxágue com água corrente para tirar o sabão, vírus e bactérias da pele;
  6. Se possível, feche a torneira com um papel ou uma toalha para não se contaminar de novo;
  7. Seque bem as mãos com lenço, empurrando a água para a ponta dos dedos;
  8. Descarte o lenço corretamente.

 

E muito cuidado com a higienização dos produtos que trouxer da rua, como compras de mercado, sacolas etc, inclusive, com você mesmo. Quando precisar sair, adote as medidas preventivas para se proteger do vírus enquanto estiver na rua e ao voltar, antes de ter contato com outras pessoas, retire sapatos, roupas, higienize tudo e, de preferência, tome um banho. Prevenção nunca é demais! 

 

Crianças em casa!

 

A recomendação é ficar em casa, então, se puder e quando puder, aproveite a oportunidade para:

 

  • Incentivá-las a ajudar com as tarefas domésticas de acordo com a idade; 
  • Uma rodada de jogos e brincadeiras; 
  • Valorizar as conversas em família; 
  • Estudar as últimas lições passadas na escola; 
  • Ler livrinhos e criar histórias e brincadeiras divertidas e simples; 
  • Separar brinquedos e roupas que não são mais usados para doação; 
  • Cozinhar receitas divertidas acompanhadas dos pais.

 

Cuidado com Fake News!

 

Diversas são as informações circulando nas redes sociais, então, muito cuidado! É importante buscarmos sempre fontes confiáveis e ficarmos alertas aos comunicados oficiais e aos cuidados recomendados.

 

Converse com as crianças sobre o Coronavírus!

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, elas não estão no grupo mais suscetível ao vírus. Mesmo assim, é necessária a conscientização para proteger os pequenos e evitar espalhar o medo, causando mais ansiedade entre eles. Você pode explicar de forma lúdica, abuse da criatividade.

 

Dica: Pensando nisso, a psicóloga e professora colombiana Manuela Molina criou um tipo de cartilha digital para crianças de 2 a 7 anos, que passa as informações de forma simples e lúdica, com ilustrações coloridas, servindo tanto para os filhos como para os pais. Molina recomenda a impressão das páginas, já que há alguns espaços para as crianças completarem desenhos. O material é bem legal e está disponível aqui. 😉

 

Para saber mais sobre como proteger você e sua família, acesse o site do Ministério da Saúde. Em caso de dúvidas, ligue para o Disque Saúde 136. Atualize-se também pela folha informativa da OPAS/OMS aqui

 

*Com informações da Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde. 

Sim à lavagem nasal! 1024 184 Carol

Sim à lavagem nasal!

O procedimento pode até impressionar, mas a lavagem nasal com soro fisiológico 0,9% é simples, rápida e muito eficaz. Segundo a pediatra Dra. Kelly Oliveira, do blog Pediatria Descomplicada, a lavagem é vida, é segura e forte aliada para eliminar a secreção que fica parada e que pode causar doenças.

“A lavagem com soro não ‘causa’ otite, muito menos pneumonia, nem é capaz de perfurar o ouvido! O processo infeccioso instalado, sim. Secreção parada é porta de entrada para doenças. Então, use o combo lavagem nasal com soro + inalação com soro sempre”, recomenda a pediatra.

“O soro fisiológico, em diversas formas de apresentação e aplicação, é utilizado para o tratamento clínico das rinossinusites (incluindo as rinites), pois seus benefícios incluem a limpeza do muco nasal, diminuição da inflamação local, das secreções purulentas, restos de células e crostas, além de melhorar o funcionamento do sistema mucociliar como um todo. É o tratamento mais conservador e mais simples de todos”, explica a otorrinolaringologista Ligia Tedde, no blog da Dra. Kelly.

Para a lavagem nasal, é importante usar sempre o soro fisiológico 0,9%, não se deve lavar com água, pois arde. O ideal é que ele esteja em temperatura ambiente ou morno.

Passo a passo da lavagem nasal:

• Aspire uma seringa com soro fisiológico (NaCl 0,9%). Para os recém-nascidos 1ml, para bebês 3 a 5ml, para adultos 10ml (em média);
• O ideal é o soro não estar gelado. Temperatura ambiente ou levemente aquecido;
• Não tem uma quantidade fixa e se tiver muita secreção, pode lavar quantas vezes forem necessárias;
• Aplique o jato de uma vez com a seringa em uma narina. Com o bebê sentado e inclinado para frente. A criança pode ficar em pé, um pouco inclinada para frente. Em crianças maiores e com maior compreensão, pode-se ensinar a prender a respiração ou falar “Ah!” durante alguns segundos. Isso diminui o desconforto do líquido ir para a garganta. Depois é só cuspir e assoar o nariz;
• Aplique a mesma quantidade na outra narina;
• Faça quantas vezes precisar, até a secreção ficar clara;
• Não precisa sair a secreção pela outra narina. Pode acontecer da secreção ser engolida e tudo bem.

Pode fazer sem medo, mamãe e papai! 😉

Conversem com o pediatra e peçam orientações! Vale muito a pena!

 

*Com informações de Pediatria Descomplicada

Síndrome de Down não é doença. Entenda 1024 403 Andre

Síndrome de Down não é doença. Entenda

A Síndrome de Down é uma alteração genética presente na espécie humana desde sua origem. Em cada célula do indivíduo existe um total de 46 cromossomos (estruturas biológicas que contêm informações genéticas), divididos em 23 pares. A Síndrome de Down é uma alteração produzida pela presença de um cromossomo a mais, ligado ao par 21, por isso também é conhecida como trissomia 21.

Entre as características físicas associadas, estão: 

  • Olhos amendoados, semelhantes aos dos orientais, rosto arredondado e orelhas pequenas; 
  • Maior propensão ao desenvolvimento de algumas doenças;
  • Hipotonia muscular (diminuição do tônus muscular que faz com que o bebê seja menos rígido e contribui para dificuldades motoras, de mastigação e deglutição);
  • Tendência à obesidade e a doenças endócrinas, como diabetes e problemas como hipotireoidismo;
  • Em geral, as crianças com Síndrome de Down são menores em tamanho e seu desenvolvimento físico, mental e intelectual pode ser mais lento do que o de outras crianças da sua idade.

Embora apresentem deficiências intelectuais e de aprendizado, pessoas com síndrome de Down têm personalidade única, são sensíveis e também estabelecem boa comunicação, de acordo com os estímulos que recebem desde a infância.  Ou seja, assim como qualquer pessoa, quem nasce com síndrome de Down vem ao mundo cheio de potencialidades e o seu desenvolvimento está muito relacionado aos estímulos e aos incentivos que recebem, sobretudo nos primeiros anos de vida.

Importante

É importante esclarecer que o comportamento dos pais não causa a síndrome de Down. Não há nada que eles poderiam ter feito de diferente para evitá-la, não é culpa de ninguém. Além disso, a Síndrome de Down não é uma doença, e sim, uma condição inerente à pessoa, portanto, não se deve falar em tratamento ou cura, porém, está associada a algumas questões de saúde que devem ser observadas desde o nascimento da criança, como a vulnerabilidade a maior incidência de cardiopatias e problemas respiratórios, cuja intensidade varia imensamente de pessoa para pessoa. 

Por isso, é essencial que bebês e crianças com síndrome de Down sejam acompanhados desde cedo com exames diversos para diagnosticar o quanto antes quaisquer anormalidades cardiovasculares, gastrointestinais, endócrinas, auditivas e visuais. Muitas vezes, o tratamento precoce pode até impedir que esses problemas cheguem a afetar a saúde do indivíduo.

Além disso, precisam ser estimuladas desde o nascimento para que sejam capazes de vencer as limitações que essa alteração genética lhes impõe. Como têm necessidades específicas de saúde e aprendizagem, exigem assistência profissional multidisciplinar e atenção permanente dos pais. O objetivo deve ser sempre habilitá-las para o convívio e a participação social.

Ao longo da vida, é importante manter um acompanhamento médico para avaliação geral e para monitorar o surgimento de fatores como obesidade ou qualquer outra condição que exija atenção, como apneia do sono.

Diagnóstico

O diagnóstico da Síndrome de Down não é feito pelo Teste do Pezinho, isso é mito. Esse exame é aquele que colhe algumas gotinhas de sangue do calcanhar do bebê nos seus primeiros dias de vida para identificar doenças genéticas, congênitas e hereditárias, geralmente assintomáticas no período neonatal, e que podem causar a Deficiência Intelectual se não forem tratadas precocemente, e causar sequelas e prejuízo à qualidade de vida da criança. (Saiba mais sobre o Teste do Pezinho aqui).

O ultrassom morfológico fetal para avaliar a translucência nucal (realizado entre 11 e 14 semanas de gestação) pode sugerir a presença da síndrome de down, que só é confirmada pelos exames de amniocentese e amostragem das vilosidades coriônicas.

Depois do nascimento, o diagnóstico é clínico e é comprovado pelo exame do cariótipo (estudo dos cromossomos), que também ajuda a determinar o risco de recorrência da alteração em outros filhos do casal. Esse risco aumenta quando a mãe tem mais de 40 anos.

Para saber mais:

A dica é acessar o Movimento Down, portal que produz conteúdos diversificados para ajudar famílias, profissionais e o público em geral a combater preconceitos e a buscar condições efetivas de inclusão. É uma iniciativa do MAIS – Movimento de Ação e Inovação Social, em parceria com o Observatório de Favelas do Rio de Janeiro, e filiada à Down Syndrome International e à Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down. A organização conta com a participação de colaboradores entre profissionais de diversas áreas, ativistas, familiares e pessoas com síndrome de Down. 

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