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Escala de Apgar: entenda a nota dada aos bebês nos primeiros minutos de vida 1024 403 Andre

Escala de Apgar: entenda a nota dada aos bebês nos primeiros minutos de vida

O índice de Apgar ou escala de Apgar é um teste realizado pelos pediatras duas vezes no bebê recém-nascido: uma no primeiro minuto de vida e outra no quinto, servindo como uma avaliação do estado geral e da vitalidade da criança. 

Desenvolvido nos anos 1950, nos Estados Unidos, pela Dra. Virginia Apgar, o teste se popularizou por ser um método fácil e confiável para determinar os primeiros procedimentos com o recém-nascido, ajudando a identificar se é necessário qualquer tipo de tratamento ou cuidado médico extra após o nascimento.

São analisados cinco itens no exame: frequência cardíaca, respiração, atividade (tônus muscular), reflexos (irritabilidade reflexa) e cor da pele. 

Segundo a pediatra Kallydya Fonseca, da Clínica Doutora Kaka, a escala serve de avaliação para saber, por exemplo, se a criança precisa de assistência médica imediata, como reanimação. Ela explica que em cada item analisado são dadas notas de 0 a 2 (conforme a tabela abaixo). 

Para cada grupo é dado o valor correspondente à resposta que melhor representa o estado do bebê no momento. No final, essa pontuação é somada para obter um valor único, que irá variar entre 0 e 10.

“A melhor nota geral está entre 8 e 10, o que significa que aquele bebê não passou por asfixia perinatal. Entre 6 e 7 significa que ele passou por uma asfixia leve, já entre 3 e 5, uma asfixia moderada e, de 0 a 3, asfixia grave. Geralmente, esses bebês nascem em morte aparente e precisam passar pelo processo de reanimação”, comenta a especialista.

O surgimento de uma pontuação inferior que 7, ao 1º minuto, é mais comum em bebês que nasceram:

Após uma gravidez de risco;
Por cesárea;
Após uma complicação no parto;
Antes das 37 semanas.

Nestes casos, geralmente, a pontuação inferior não é motivo de preocupação, no entanto, deve aumentar após 5 minutos.

A maior parte dos bebês com valor inferior a 7 na Escala de Apgar é saudável e, por isso, esse valor aumenta ao longo dos primeiros 5 a 10 minutos de vida. No entanto, quando o resultado se mantém baixo pode ser necessário ficar internado numa unidade de neonatologia para receber cuidados mais específicos e garantir que está se desenvolvendo da melhor forma possível.

Em casos mais graves, Dra. Kallydya diz que o procedimento mais comum é a reanimação neonatal, iniciando com VPP (ventilação com pressão positiva), depois oxigênio associado, intubação, massagem cardíaca e drogas vasoativas, caso necessário. 

Ainda segundo a pediatra, para que os bebês cheguem com “boas notas“, é sempre importante que as mães mantenham um acompanhamento pré-natal e uma gravidez saudável, mas os fatores inerentes ao parto e ao pós parto são os que vão definir a saúde do recém-nascido nesses primeiros momentos de vida. 

Além disso, é importante destacar que o valor baixo de Apgar não prediz qualquer tipo de resultado sobre inteligência, personalidade, saúde ou comportamento da criança no futuro. Para saber mais informações, converse sempre com um médico especialista da sua confiança. 😉

 

 

Distrofia Muscular de Duchenne: doença rara atinge principalmente meninos. Entenda 1024 403 Andre

Distrofia Muscular de Duchenne: doença rara atinge principalmente meninos. Entenda

A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma das mais comuns formas de Distrofia Muscular e também a mais severa. É uma doença genética rara, com incidência de 1 para cada 3.500 nascimentos. Ela acontece por um defeito no gene localizado no braço curto no cromossomo X.

 

Como assim?

Vamos explicar. A mulher tem dois cromossomos X; se um dos cromossomos estiver afetado pelo defeito, o outro compensará a alteração, e então a doença não se manifestará, fazendo da mulher em questão uma portadora assintomática da Distrofia. Contudo, a mulher poderá perpetuar a doença através de suas filhas.

O homem também tem dois cromossomos, porém um é o cromossomo Y herdado do pai, e outro é o cromossomo X herdado da mãe. Se receber o cromossomo X materno defeituoso, ele não terá outro cromossomo X normal para contrabalançar e garantir o bom funcionamento do músculo, então é ai que a doença se manifesta. Por isso, a Distrofia Muscular atinge principalmente meninos em (99% dos casos).

É importante ressaltar que em 2/3 dos casos a mutação é adquirida da mãe e em 1/3 ocorre um erro genético, uma mutação nova quando a criança foi gerada.

 

Sinais Clínicos

Os sintomas da Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) aparecem por volta dos dois anos de idade e, na maioria dos casos, o diagnóstico é tardio, acontece, em média, acima dos 4 anos de idade. entre os 3 e 5 anos de idade. Os sinais começam geralmente nas pernas e na pelve e ocorrem em menor grau nos braços, pescoço e em outras partes do corpo. Os principais são:

Quedas frequentes;
Dificuldade para levantar de uma posição deitada ou sentada;
Dificuldade com habilidades motores, como correr e saltar;
Andar cambaleante;
Grandes músculos da panturrilha;
Dificuldades de aprendizagem;
Fadiga;
Retardo mental;
Fraqueza que piora com o tempo – A fraqueza muscular na região do tronco é responsável por escoliose progressiva de gravidade variável e os membros superiores são atingidos com a progressão da doença. Na adolescência, a fraqueza muscular progressiva pode impedir a criança de andar. E  nesta fase, o comprometimento do músculo cardíaco e da musculatura ventilatória já se manifestam.

A capacidade de andar em decorrência da distrofia muscular de Duchenne pode ser perdida por volta dos 12 anos de idade, devido à progressão rápida da doença.

 

Diagnóstico

O médico iniciará o processo de diagnóstico com um exame físico e um questionário sobre o histórico familiar e clínico da criança. Além disso, poderá solicitar a realização de alguns exames específicos, como teste enzimáticos e genéticos, eletromiografia e biópsia muscular.

O diagnóstico precoce é muito importante pois permite intervenções, tratamentos e cuidados adequados de imediato, amenizando o sofrimento do paciente e da família.

 

Tratamento

Ainda não há cura para qualquer forma de distrofia muscular. Os médicos estão investigando opções de terapia genética para descobrir se elas podem, eventualmente, proporcionar um tratamento que impeça a progressão da doença.

O uso das células-tronco também está sendo cogitado para o futuro, de forma que elas possam dar origem a novos tecidos que substituam os músculos afetados.

Hoje, o principal objetivo do tratamento é amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. Para isso, os médicos podem submeter o paciente a um tratamento à base de corticoides, que ajudam a diminuir os processos inflamatórios do músculo. A fisioterapia e a hidroterapia também se mostraram eficientes no controle da progressão da doença.

É importante que a criança mantenha-se ativa, pratique alguma atividade física moderada, seguindo as orientações do fisioterapeuta, do reumatologista e de um personal trainer ou professor especializado. O sedentarismo pode agravar o quadro de distrofia muscular de Duchenne.

Como a doença evolui rapidamente, sem o tratamento adequado, o paciente pode não resistir à doença. A principal causa de morte entre os pacientes desta condição é por doenças pulmonares e ocorre por volta dos 25 anos.

 

Onde procurar ajuda?

Sempre que tiver algum dúvida, converse com o médico e algum especialista da área de saúde.

Além de toda a equipe médica, diversos grupos sem fins lucrativos se unem para promover a qualidade de vida dos pacientes, formando também uma forte rede de apoio aos familiares. No caso da DMD, a Associação Brasileira de Distrofia Muscular (ABDIM VIVER BEM SEM LIMITE) e a ACADIM – Associação Carioca de Distrofia Muscular são algumas referências no país.

O Instituto Vidas Raras também dispõe de orientação gratuita em todo o Brasil para pacientes de Doenças Raras, por meio da Linha Rara. É uma plataforma de apoio e informação em parceria com o Instituto da Criança (ICr) que é parte do Sistema da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – Hospital das Clínicas (FMUSP-HC). Basta ligar para: 0800 006 7868 ou enviar e-mail para linharara@vidasraras.org.br.

 

IMPORTANTE: Todo conteúdo publicado aqui é de cunho estritamente informativo e não substitui a consulta médica, a realização de exames e o tratamento médico. Em caso de dúvidas, fale sempre com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. 😉

Câncer infantojuvenil: o que é preciso saber 1024 403 Andre

Câncer infantojuvenil: o que é preciso saber

O câncer infantojuvenil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Diferentemente do câncer do adulto, o câncer infantojuvenil geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Por serem predominantemente de natureza embrionária, tumores na criança e no adolescente são constituídos de células indiferenciadas, o que, geralmente, proporciona melhor resposta aos tratamentos atuais”. (Fonte: Instituto Nacional do Câncer -INCA)

De acordo com o INCA, essa é a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil. A estimativa em 2020 era de 8.460 novos casos. Os sinais muitas vezes podem ser confundidos com sintomas de doenças comuns na infância, por isso a visita ao médico é indispensável para o diagnóstico precoce. 

Segundo o INCA, hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos da doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

Para reforçar a importância do diagnóstico precoce, todo ano o mês de setembro recebe a cor dourada a fim de conscientizar a população sobre a atenção necessária à doença.

Mãe Que Ama Entrevista

 

Entrevistamos a Dra. Myrna Campagnoli, endocrinologista pediatra do Delboni Auriemo. Ela explica sobre o câncer infantojuvenil e destaca a observação da família sobre sinais físicos e comportamentais da criança e o acompanhamento regular do pediatra como sendo as informações mais importantes que todos devem saber sobre o assunto. Confira!

MQA: Qual faixa etária é acometida pelo câncer infanto-juvenil e quais as particularidades que as diferem da doença nos adultos?

Dra. Myrna Campagnoli: O câncer na infância e adolescência pode acometer todas as faixas etárias em ambos os sexos. Existem tumores mais frequentes na primeira infância como o Tumor de wilms (renal) e outros mais frequentes na adolescência, como o osteossarcoma (tumor ósseo), entretanto, todos esses tumores podem surgir durante todo o período da infância e adolescência. Na maior parte dos tumores não há diferenças entre sintomas e sinais apresentados nas crianças e adolescentes em relação aos adultos. E infelizmente, em relação a gravidade ou agressividade da doença também não. O crescimento e desenvolvimento puberal, por serem exclusivos desta faixa etária podem estar acometidos em alguns tumores do sistema nervoso central e órgãos genitais, o que não acontecerá no adulto. Aliás, este é um motivo frequente de procura por consultas pediátricas (alterações de crescimento e puberdade, e algumas vezes somos surpreendidos com o diagnóstico de tumores como causa dessas alterações).

 

MQA: Quais são os tipos mais comuns?

Dra. Myrna Campagnoli: Sem dúvidas, a Leucemia é o câncer mais frequente na infância e adolescência.

 

MQA: O que todos precisam saber sobre o assunto?

Dra. Myrna Campagnoli: É muito importante a observação da família sobre sinais físicos e comportamentais da criança e o acompanhamento regular do pediatra a fim de realizar a avaliação clínica e laboratorial de rotina. Com o acompanhamento, o pediatra pode identificar precocemente alterações no padrão de crescimento e desenvolvimento da criança e assim, iniciar uma busca ativa de forma mais precoce.

 

MQA: Quais os principais sinais de alerta que os pais e familiares devem saber e observar? Quando desconfiar de fato e buscar um possível diagnóstico?

Dra. Myrna Campagnoli: Os sinais da doença geralmente podem ser confundidos com sintomas de doenças comuns na infância, por isso a visita ao médico é indispensável. Na leucemia, a criança apresenta imunidade baixa e está sujeita a infecções, com uma aparência pálida, sangramentos e dores ósseas. No retinoblastoma, os sinais são o embranquecimento da pupila quando exposta à luz, sensibilidade exagerada à iluminação e, ainda, estrabismo. Acomete geralmente crianças com menos de três anos. Já o tumor de Wilms e o neuroblastoma podem aumentar o volume do abdome. O osteossarcoma, por sua vez, se manifesta frequentemente em adolescentes, com a formação de massa e dor nos ossos. Por fim, o tumor do sistema nervoso central tem como sintomas vômitos, dor de cabeça, alterações motora e comportamental e paralisia dos nervos.

 

MQA: Qual o caminho para o diagnóstico precoce e correto?

Dra. Myrna Campagnoli: O acompanhamento regular com o pediatra e a observação no dia a dia dos pais, cuidadores e da escola. Assim, toda e qualquer alteração será percebida, sendo possível o diagnóstico precoce. Mudanças pequenas como alterações de equilíbrio, piora da acuidade visual e auditiva, dores de cabeça frequentes, mudanças no hábito intestinal, presença de hematomas (roxos), caroços no pescoço, desaceleração do crescimento, dentre outras devem ser conversadas com o pediatra.

 

MQA: Quais os tratamentos disponíveis e as expectativas de cura?

Dra. Myrna Campagnoli: O diagnóstico e tratamento do câncer, em qualquer faixa etária inclusive na infância, depende da localização do tumor, do tipo de tumor e do estadiamento do mesmo (estadiamento é o estágio de desenvolvimento da doença). O monitoramento e tratamento da doença são essenciais para garantir o bem-estar e a qualidade de vida do paciente. Cada criança ou adolescente deve receber o tratamento – quimioterapia, radioterapia ou cirurgia – em centros especializados. Porém, cada tumor tem um tratamento específico, de acordo com o indivíduo e o estágio de desenvolvimento da doença. A expectativa de cura também depende destes fatores, associados a fatores individuais de resposta ao tratamento.

 

Para saber mais, acesse o site do Instituto Nacional do Câncer -INCA e converse sempre com um médico especialista. Fique sempre atento aos sinais! A informação correta e o diagnóstico precoce podem salvar muitas vidas! 😉

Ordenha de leite materno: os cuidados para garantir a segurança de todo o processo 1024 359 Andre

Ordenha de leite materno: os cuidados para garantir a segurança de todo o processo

A ordenha de leite materno pode ser necessária em muitas situações e seja de forma manual ou mecânica (com o auxílio de uma bomba extratora), envolve alguns cuidados para garantir a segurança de todo o processo, inclusive quanto ao armazenamento e ao consumo final do leite extraído, ainda mais em tempos de Covid-19. 

O Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria destaca algumas orientações de acordo com cada etapa da ordenha. Confira:

 

1-Preparando-se para retirar o leite:

 

Preparo do frasco para guardar o leite:

  • Lave um frasco de vidro com tampa de plástico, retirando o rótulo e o papel de dentro da tampa;
  • Coloque o frasco e a tampa em uma panela, cobrindo-os com água; 
  • Ferva-os por 15 minutos, contando o tempo a partir do início da fervura;
  • Escorra-os sobre um pano limpo até secar;
  • Feche o frasco sem tocar com a mão na parte interna da tampa.  

 

Higiene pessoal antes de iniciar a coleta:   

  • Use uma touca ou um lenço para cobrir os cabelos;
  • Coloque uma fralda de pano ou máscara sobre o nariz e a boca;
  • Lave as mãos e os braços até o cotovelo com bastante água e sabão;
  • Lave as mamas apenas com água;
  • Seque as mãos e as mamas com uma toalha limpa.  

 

Local para retirar o leite:

  • Escolha um lugar confortável, limpo e tranquilo; 
  • Forre uma mesa com pano limpo para colocar o frasco e a tampa;
  • Evite conversar durante a retirada do leite.    

 

Em caso de Covid-19, se a mãe não estiver confortável ou não desejar amamentar e optar por extrair o leite para que ele seja oferecido ao bebê, é importante:

 

  • Seguir rigorosamente as orientações acima e as recomendações para limpeza das bombas de extração de leite bem como dos recipientes de armazenamento de leite e dos utensílios de alimentação após cada uso;
  • Considerar a possibilidade de solicitar a ajuda de alguém que esteja saudável para oferecer o leite materno em copinho, xícara ou colher ao bebê;
  • Recomenda-se não utilizar bicos, mamadeiras ou chuquinhas;
  • É necessário que a pessoa que vá oferecer o leite ao bebê aprenda a fazer isso com a ajuda de um profissional de saúde;
  • Pode-se considerar o leite humano de um banco de leite. Fale com o profissional de saúde sobre as opções disponíveis em sua região.

Retirar o leite materno também é importante para estimular e manter a produção de leite, para que a mãe possa amamentar seu filho ou filha novamente quando se sentir bem o suficiente para fazê-lo. Não há intervalo de tempo fixado para esperar após a Covid-19 confirmada ou suspeita.

Se não for possível retirar o leite ou ter acesso a Bancos de Leite Humano, converse com o profissional de saúde que acompanha a família.

 

2-Ordenha mamária:   

 

  • Adote uma posição confortável, mantenha os ombros relaxados e um pouco inclinados para frente;
  • Massageie as mamas com a ponta dos dedos, fazendo movimentos circulares no sentido da aréola (parte escura da mama) para o corpo;
  • Coloque o polegar acima da linha onde acaba a aréola;
  • Coloque os dedos indicador e médio abaixo da aréola;
  • Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo;
  • Aperte o polegar contra os outros dedos até sair o leite;
  • Despreze os primeiros jatos de leite (0,5 a 1 ml);
  • Mude a posição dos dedos, para esvaziar todas as partes da mama;
  • Abra o frasco e coloque a tampa sobre a mesa, forrada com um pano limpo, com a abertura para cima;
  • Colha o leite no frasco, colocando-o debaixo da aréola;
  • Após terminar a coleta, feche bem o frasco.  

 

3- Conservação e descongelamento do leite:  

 

  • Anote na tampa do frasco a data e hora em que realizou a primeira coleta de leite e guarde o frasco fechado imediatemente no freezer ou no congelador;
  • Se o frasco não ficou cheio, você pode completá-lo em outro momento;
  • Para completar o volume de leite no frasco sob congelamento, utilize um outro recipiente de vidro previamente higienizado e esterilizado; 
  • Coloque o leite recém-ordenhado sobre o que já estava congelado até faltarem dois dedos para encher o frasco (não encha até a boca do vidro porque pode quebrar durante o congelamento);
  • Leite humano ordenhado congelado pode ser estocado por um período máximo de 15 dias a partir da data da coleta, se for mantido em temperatura máxima de -3 °C;
  • Leite humano ordenhado e refrigerado para ser oferecido pela mãe ao seu bebê pode ser estocado por um período de até 12 horas, se guardado em temperatura máxima de 5 °C; 
  • Depois de descongelado, o leite humano deve ser mantido sob refrigeração, em temperatura máxima de 5 °C, por até 12 horas;
  • Para descongelar o leite, coloque o recipiente em banho-maria, com água potável, aquecendo um pouco, mas sem ferver. Ao desligar o fogo, a temperatura da água deve estar em torno dos 40 ºC, ou seja, deve ser possível tocar a água sem se queimar. O frasco deve então permanecer na água aquecida até descongelar completamente o leite.

 

 

Atenção!

 

1- O micro-ondas não é aconselhável porque existe a possibilidade de algumas propriedades do leite se perderem no processo de aquecimento.

2- O leite materno nunca pode ser fervido nem esquentado diretamente. Também não se deve descongelá-lo em banho-maria com água fervente, pelo mesmo motivo: os benefícios do leite podem se perder pelo aquecimento excessivo.

3- Não recongele o leite materno depois que ele tiver sido desgelado. E jogue fora todo leite que sobrar no copinho ou mamadeira e não tiver sido tomado pelo bebê.

 

Fonte: Pediatria para Famílias, Sociedade Brasileira de Pediatria e Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente .

Pré-natal: conheça os principais exames feitos em cada fase da gestação 1024 403 Andre

Pré-natal: conheça os principais exames feitos em cada fase da gestação

A saúde da mãe e do bebê depende muito de um bom acompanhamento antes do parto. Além da frequência de consultas médicas, existem exames básicos de acordo com cada fase da gestação que toda futura mamãe deve fazer. A ginecologista e obstetra Dra. Luciana Longo, do Fleury Medicina e Saúde, preparou para nós uma lista completa desses exames pré-natal, incluindo também alguns opcionais, e explica para que serve cada um. Confira e converse com o seu médico! 

Primeiros Exames (Primeiro Trimestre)

Basicamente, estes são os exames realizados no primeiro trimestre nas gestações de baixo risco. Nas de alto risco, que envolvem gestantes com hipertensão crônica, diabetes e lúpus, por exemplo, estes e vários outros exames são solicitados pelo obstetra de maneira criteriosa e individualizada.

Exames de Sangue  

O médico vai pedir mais de 15 diferentes testes sanguíneos, em uma única coleta de sangue. Entre eles, estão: 

  • hemograma completo: investiga se a grávida tem anemia ou alguma infecção;
  • tipagem sanguínea: determina o tipo de sangue (ABO) e o fator Rh;
  • glicemia: verifica os níveis de glicose no sangue e um eventual diagnóstico de diabetes;
  • sorologias: diagnosticam possíveis infecções virais, bacterianas e causadas por protozoários, que podem causar malformações e problemas graves para o bebê.

Classificação: básico / obrigatório.

Exame de urina e de fezes 

O exame de urina detecta infecção urinária. Já o exame de fezes investiga a presença de parasitas que possam “roubar” os nutrientes e prejudicar a gravidez.

Classificação: básico / obrigatório.

Papanicolau

Avalia se existem processos inflamatórios e lesões no colo do útero, podendo ser feito com segurança em qualquer trimestre da gestação.

Classificação: básico / obrigatório.

Ultrassom obstétrico inicial

Esse primeiro ultrassom deve ser realizado preferencialmente por via transvaginal por volta de 8 semanas de gravidez. Essa é a melhor época para visualizar o útero, os ovários e o embrião, que mede cerca de 1 centímetro. Nesse exame, o médico verifica a quantidade de embriões, sua localização, se existem áreas de descolamento da placenta, miomas e avalia com precisão o tempo de gestação.

Classificação: básico / obrigatório.

Ultrassom Morfológico de 1º trimestre 

A recomendação é realizar este exame entre 11 semanas e três  dias e 13 semanas e seis dias de gestação, para avaliar o risco de alterações cromossômicas do bebê (a mais comum, Síndrome de Down) e grandes malformações, como anencefalia. O risco é avaliado principalmente pela medida de um líquido coletado na nuca do feto, a translucência nucal (TN), que está aumentada em cerca 90% dos fetos com síndrome de Down, alteração cromossômica mais frequente.

Classificação: básico / obrigatório.

NIPT (do inglês, Noninvasive Prenatal Testing) ou  Teste pré-natal não-invasivo

O NIPT é feito a partir de 10 semanas de gestação e identifica DNA fetal livre no sangue da mãe, pesquisando os cromossomos 21, 13, 18, X e Y, com excelente capacidade de detecção das síndromes de Down, Edwards, Patau, podendo ainda buscar outras síndromes ligadas aos cromossomos X e Y (como a Síndrome de Turner). O Fleury Medicina e Saúde oferece também o chamado NIPT ampliado, que, além dos cromossomos analisados pelo NIPT, é capaz de diagnosticar síndromes, como a de DiGeorge e mais algumas de difícil diagnóstico.

Estes exames podem ser realizados por todas as gestantes, principalmente com idade materna a partir de 35 anos e se o nível de ansiedade é elevado, podendo ser indicado principalmente em casos de translucência nucal aumentada, gestação anterior acometida por anomalias cromossômicas avaliadas pelo NIPT, pais com certas alterações cromossômicas que aumentem o risco fetal de Síndrome de Down ou Patau.

Classificação: opcional.

Exames do segundo trimestre

Exames de sangue

  • Hemograma e sorologias: repetição com a mesma finalidade do 1º trimestre.

Exame de urina

  • Pesquisa infecção urinária, como no 1º trimestre.

Ultrassom morfológico com doppler

Ele é solicitado entre a 20ª e a 24ª semana de gestação  e analisa em detalhes as estruturas do bebê, como ossos e órgãos, sendo capaz de detectar 85% das malformações. Também monitora o fluxo sanguíneo no feto, no cordão umbilical e nas artérias uterinas.

Classificação: básico / obrigatório.

Medida do colo do útero

Esse exame é realizado por um ultrassom transvaginal e verifica se o colo do útero apresenta-se curto para a idade gestacional, o que aumenta o risco de parto prematuro. Em geral esse exame deve ser feito no momento do ultrassom morfológico de 2º trimestre.

Classificação: idealmente básico e obrigatório.

Curva glicêmica

Feito entre 24 e 28 semanas de gestação, esse exame de sangue avalia se a grávida desenvolveu diabetes gestacional.

Classificação: básico / obrigatório.

Exames da Vitalidade fetal 

  • Cardiotocografia 
  • Perfil biofísico fetal

São exames realizados no 2º e no 3º trimestres, que avaliam a vitalidade do bebê e, se normais, associam-se a baixo risco de sofrimento fetal. São rotina em caso de certos diagnósticos, como diabetes gestacional, e podem ser pedidos como rotina para todas gestantes, de acordo com a avaliação do obstetra.

Classificação: opcional/ a depender de indicação médica.

Exames do terceiro e último trimestre:

Exames de sangue

  • Hemograma e sorologias: repetição com a mesma finalidade do 1º  e do 2º trimestres.

Exame de urina

  • Pesquisa infecção urinária, como no 1º e no 2º trimestres.

Ultrassom obstétrico 

É indicado depois de 30 semanas de gestação, mas pode variar de acordo com o médico. Essa é a última checagem, que avalia o crescimento e o peso do bebê e a quantidade de líquido amniótico. Em alguns casos, a função placentária também pode ser avaliada pela dopplervelocimetria, quando solicitada pelo obstetra.

Classificação: básico / obrigatório.

Teste de biomarcadores associados à pré-eclâmpsia

Para detectar o problema antes do surgimento de sintomas clínicos mais graves, o Fleury Medicina e Saúde oferece um teste que identifica biomarcadores associados à pré-eclâmpsia. Disponível em todas as unidades, o teste permite a dosagem de duas substâncias, o PLGF (fator de crescimento placentário) e o sFLt-1 – se o primeiro estiver muito baixo e o segundo muito aumentado em relação à gestação normal, é sinal de que a gestante pode ter complicações. Pode ser feito a partir de 20 semanas de gestação, indicado pelo obstetra.

Classificação: opcional/ a depender de indicação médica.

Lembrando que esses são os exames básicos para as gestações de baixo risco e que essa lista serve como um guia para acompanhamento junto com o médico especialista. Ele vai avaliar cada caso e seguir a melhor conduta. Além disso, nas gestações de alto risco, estes e vários outros exames são solicitados pelo obstetra de maneira criteriosa e individualizada. 😉

 

Diástase pós-parto: entenda 1024 403 Andre

Diástase pós-parto: entenda

O que é?

A diástase é provocada pelo estiramento da barriga, que causa um afastamento do reto abdominal (o famoso “tanquinho”). Forma-se então um espaço entre os músculos, muito comum.

A partir daí, essa divisão entre os músculos forma uma lacuna, a diástase. Isso acontece devido à fraqueza do reto abdominal que fica muito esticado devido ao crescimento da barriga na gravidez (porque a parede do útero aumenta para receber o bebê). Algumas situações que favorecem o desenvolvimento da diástase abdominal são ter mais de uma gestação, gravidez de gêmeos, bebê com mais de 4 kg ao nascer e idade superior a 35 anos. Mas ela também pode acontecer fora da gravidez, quando a pessoa levanta objetos muito pesados numa postura incorreta, por exemplo.

O tamanho dessa lacuna varia normalmente de 1 a 3 centímetros dependendo da constituição muscular da mulher e do tipo de gestação que teve. Nos casos mais graves, pode chegar até 20 centímetros.

Algumas mulheres apresentam um afastamento tão grande que podem pressionar 3 ou 4 dedos em seu abdômen e estes “afundam” como se tivesse um buraco na barriga, por não ter ali a parede muscular que deveria impedir essa entrada.

Complicações da diástase

Além de prejudicar a estética da barriga, a principal complicação da diástase abdominal é o surgimento da dor nas costas na região lombar. Essa dor ocorre porque os músculos abdominais atuam como uma cinta natural que protege a coluna ao andar, sentar e fazer exercícios. Quando este músculo está muito fraco, a coluna fica sobrecarregada e há um maior risco de desenvolver hérnia de disco, por exemplo. Por isso, é importante realizar o tratamento, promovendo a união e o fortalecimento das fibras abdominais.

 

Tratamento

O tratamento pode ser por meio de exercícios físicos, que são de grande ajuda mas devem ser realizados com supervisão do fisioterapeuta ou personal trainer porque mal executados podem causar um aumento na pressão intra-abdominal, e aumentar a separação dos retos, piorando a diástase ou levar ao surgimento de uma hérnia. Alguns casos precisam de tratamento cirúrgico. A cirurgia é o último recurso para correção da diástase, mas é muito simples e consiste em costurar os músculos. Apesar da cirurgia poder ser realizada somente com este intuito, o médico também pode sugerir uma lipoaspiração ou abdominoplastia para remover a gordura em excesso, costurando o músculo para finalizar.

 

Como prevenir?

Como mulheres que já tiveram diástase tem predisposição para desenvolvê-la novamente em gestações futuras, recomenda-se um intervalo de pelo menos dois anos entre uma gravidez e outra.

Fortalecer a região com exercícios físicos é a sugestão número um de médicos e especialistas, mesmo antes da gravidez e também durante. Mas é necessário ter cuidado com esses exercícios.

Na gestação, não é recomendado fazer atividades de impacto ou muito intensas, pelo contrário – hidroginástica e caminhadas leves são exercícios mais adequados.

 

Amamentação requer informação e acolhimento. Leia mais. 1024 403 Andre

Amamentação requer informação e acolhimento. Leia mais.

Durante o Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a Amamentação, muitas informações são compartilhadas em diversos canais de comunicação, inclusive o nosso, reforçando a importância desta linda missão de alimentar e nutrir o bebê com o melhor, o leite materno. Mas é preciso lembrar sempre que amamentar é também um ato de escolha da mulher, deve ser uma decisão confortável e feliz com a participação e apoio de toda a família e de toda a sociedade. Em muitos casos e por diversos motivos, pode ser que a amamentação não aconteça. E está tudo bem, ninguém será mais ou menos mãe por ter ou não ter amamentado. 

A Enfermeira Especialista em Amamentação, Marcelly Cossi, nos enviou um texto como sugestão para a reflexão sobre o assunto. Confira abaixo! 

Nesse momento, o mundo nos fez um convite inadiável para olhar para quem nós somos: a natureza. Alguns dizem que somos parte dela, mas digo que somos a própria natureza. E esse convite para se sentir dessa maneira é desafiador e, ao mesmo tempo, urgente. A degradação ambiental que afeta o mundo favorece o surgimento de pandemias como o coronavírus, então olhar para nossas ações e sobre como elas têm afetado o meio ambiente se faz sempre pertinente.  Nessa perspectiva, a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) 2020 trouxe em agosto um tema interessante de ser debatido: Apoie o aleitamento materno por um planeta saudável.

Como o apoio ao aleitamento materno colabora para um planeta saudável?  A SMAM destacou o leite materno como um fator que colabora para o desenvolvimento de um sistema alimentar saudável, pois a alimentação com substitutos do leite materno está diretamente relacionada à degradação ambiental. Desde sua produção, que gera emissão de gases de efeito estufa e desmatamento, até o seu descarte, que produz elevada quantidade de resíduos que poluem o meio ambiente. Sim, esse tema é muito relevante, principalmente mediante às prescrições desmedidas dos substitutos de leite materno e marketing pesado das indústrias. 

Porém, é também muito relevante perguntar-se: o que o planeta está fazendo para apoiar o aleitamento materno? Quem dá sustento à mulher em meio à complexidade da maternidade? E aqui eu destaco que mediante a discussão de apoiar o aleitamento materno, é necessário ampliar o debate sobre a importância de apoiar as mulheres envolvidas nesse processo, pois amamentar está longe de ser fácil. Distante do discurso de que é de graça, a amamentação é onerosa para quem amamenta. E essa compreensão requer consciência global para que haja um real apoio individual e institucional às mulheres. 

Para além da rede de apoio individual, é necessário o suporte das comunidades e garantias de apoio dos sistemas de saúde com profissionais aptos para o acompanhamento e aconselhamento em amamentação. As mulheres têm direito à informação e aqui eu destaco o papel essencial dos consultores em amamentação, que são profissionais capacitados e imersos na realidade posta e capazes de desenvolver um plano de ação para cada família, envolvendo habilidades de aconselhamento, avaliação, reconhecimento e resolução de intercorrências no processo de aleitamento e, mais importante de tudo, um profissional que deve respeitar e apoiar a escolha da mulher sobre amamentar. Sim, as mulheres têm também o direito de escolher e serem acolhidas na sua opção. Nenhuma mulher será menos mãe por isso, a amamentação não irá determinar a maternidade! 

Destaco também a necessidade de se discutir as garantias relativas ao local de trabalho acerca de como os empregadores precisam reconhecer e facilitar a vivência da maternidade pelas mulheres que empregam. Sem falar na construção de políticas que deem o amparo que a maternidade necessita, bem como o fortalecimento do monitoramento da promoção comercial dos produtos que interferem no aleitamento materno.

Para que a amamentação apoie a saúde do planeta, o planeta precisa também cumprir seu papel de apoiar a amamentação.

Amamentar deve ser um pacto social e não é só responsabilidade da mulher! É um compromisso de todos!

*Autora: Marcelly Cossi, Enfermeira Especialista em Amamentação, Professora Dra. da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), coordenadora do Grupo Deleite. 

Teste do Pezinho: justiça condena Anápolis (GO) por extravio de amostra de sangue 1024 184 Andre
teste do pezinho

Teste do Pezinho: justiça condena Anápolis (GO) por extravio de amostra de sangue

Mamães e papais, sempre alertamos aqui sobre a importância de realizar o Teste do Pezinho e de ter acesso ao resultado o quanto antes. Um caso muito sério aconteceu em Goiás e reforça o alerta:

A justiça condenou o município de Anápolis (GO) a pagar uma indenização de R$ 10 mil à mãe de uma criança que não recebeu o resultado do teste do pezinho na rede municipal de saúde. De acordo com a matéria publicada no Mais Goiás, a amostra foi colhida normalmente em uma unidade de saúde pública e uma enfermeira teria informado que o teste seria feito pelo laboratório da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) na região e o resultado ficaria pronto em 30 dias. Nesse período, a mãe poderia buscá-lo onde foi feita a coleta, mas ao retornar ao local várias vezes, depois do prazo estipulado, foi informada que o teste ainda não estava pronto e os funcionários diziam que o problema estava no laboratório. 

Entre tantas tentativas, ela resolveu ir ao laboratório e descobriu que o material colhido na unidade de saúde não tinha sido encaminhado para análise. Ou seja, a amostra colhida na rede pública nunca chegou ao laboratório e a demora em informar a mãe sobre o acontecido impossibilitou a realização de um novo exame. 

Na sentença, ainda segundo a matéria, o juiz responsável pelo caso destacou a negligência da prefeitura na prestação do serviço público pelo extravio da amostra de sangue e os prejuízos causados, como “grave sofrimento, justificável apreensão e compreensível revolta” dessa mãe com a “impossibilidade definitiva de realizar o exame preventivo que poderia diagnosticar preventivamente doenças da criança e, mais importante ainda, permitir tratamento antecipado”. 

O nome da mãe não é citado na matéria. Veja a notícia completa aqui

O resultado é um direito de todos!

A decisão judicial reforça o quão importante é realizar o exame e ter acesso ao resultado o quanto antes. Pais, busquem sempre por isso! A partir do Teste do Pezinho, é possível detectar doenças que comprometem o desenvolvimento do bebê e podem levar a consequências graves, sequelas irreversíveis e até mesmo a morte. Com esse diagnóstico precoce, antes mesmo dos sintomas se manifestarem, o tratamento é iniciado de imediato, o que pode salvar a vida do bebê. 

Ter acesso ao resultado é um direito de todos! Cobrem, exijam o laudo para que o pediatra possa avaliar e solicitar outros exames complementares e confirmatórios se for necessário. E, se for o caso, façam como essa mãe, denunciem, busquem os seus direitos. 

Whatsapp Pezinho no Futuro

Quer saber mais sobre o Teste do Pezinho e os tipos disponíveis desse exame? Precisa de ajuda? Manda para a gente pelo whatsapp: (11) 99790-7080. Acesse também o site www.pezinhonofuturo.com.br .

Contem com a gente! 😉

 

*Com informações do portal Mais Goiás.

A consulta pediátrica pré-natal: entenda sua importância  1024 403 Andre

A consulta pediátrica pré-natal: entenda sua importância 

O que mamães e papais mais precisam quando se preparam para a chegada dos bebês é de informação correta e de qualidade. É exatamente aí que entra a consulta pediátrica pré-natal, assunto que falamos na LIVE com a Dra. Kaká (assista aqui). A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) tem um manual de orientação sobre o tema, que, infelizmente, ainda não é uma realidade na rotina dos pais e dos especialistas. A consulta com o pediatra antes do bebê nascer pode ajudar a orientar e tranquilizar os pais sobre diversos assuntos que fazem parte do parto e pós-parto, trazendo soluções para as principais questões que permeiam o cuidado com os nossos pequenos.

Segundo o manual, a consulta deve ser realizada rotineiramente para todas as gestantes no terceiro trimestre do pré-natal, não se restringindo à classificação de gestação de alto risco, e representa “uma oportunidade de antecipação de riscos e um dos pilares da tríade para redução da morbimortalidade neonatal, juntamente com a assistência ao recém-nascido (RN) em sala de parto e a consulta pós-natal dentro da primeira semana de vida”. 

O documento orienta que devem ser abordados vários aspectos da gestação, parto, nascimento e acompanhamento da saúde da criança, tais como: a intercorrência no pré-natal; a prevenção de doenças infecciosas; vias de parto; assistência pediátrica em sala de parto; aleitamento materno; testes de triagem neonatal; impacto do nascimento da criança para a família; aspectos gerais sobre os cuidados com o RN; segurança da criança; e a abertura de espaço livre para a família expor outras demandas.

Acesse aqui a íntegra do manual da SBP. 

Assista também a nossa LIVE com a Dra. Kaká sobre A importância da Consulta pré-natal com o pediatra: bit.ly/LIVE_Pediatra 

 

Crianças podem usar álcool em gel? Entenda 1024 403 Andre

Crianças podem usar álcool em gel? Entenda

Se você tem criança em casa nesses tempos de pandemia, provavelmente, já se perguntou se pode ou não usar álcool em gel para limpar as mãos dos pequenos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o uso do álcool em gel é indicado para crianças acima dos 3 anos de idade, porque, embora apresente baixa toxidade, caso usado de maneira incorreta pode sim representar riscos para a saúde. A pediatra Dra. Kelly Oliveira explica que bebês e crianças pequenas instintivamente levam a mão até a boca e podem acabar ingerindo o produto. E, ainda que tenha um gosto ruim e a criança acabe afastando a mão da boca, ainda pode representar risco de intoxicação ou inalação.

Em contrapartida, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso de álcool em gel em todas as idades para prevenir a contaminação com o novo coronavírus.

 

E então, pode ou não pode usar?

 

A pediatra diz que SIM, o álcool em gel pode ser usado em bebês e crianças, mas ressalta que é preciso tomar alguns cuidados.

 

“No caso de recém-nascidos, por exemplo, que não exploram o chão e outros objetos com frequência, a higienização das mãos pode ser feita com água e sabão, mas se os pais sentirem necessidade, o álcool em gel pode ser aplicado em pequena quantidade nas mãozinhas do bebê. Os pais ou responsáveis devem se atentar até que o produto seque para evitar contato com o rosto do bebê. E é importante que as mãos e objetos de quem for entrar em contato com ele estejam devidamente higienizados”, explica Dra. Kelly.

Em crianças um pouco maiores, o produto também não deve ser usado sem supervisão de um adulto e nem em grandes quantidades. A recomendação é higienizar corretamente as mãos e punhos até a altura do cotovelo com água corrente e sabão e, quando não for possível a lavagem das mãos, fazer o uso do álcool em gel.

“Outro risco do uso indevido ou excessivo de álcool em gel em crianças é o ressecamento da pele, descamação e coceira em casos de reação alérgica. Por isso, é preferível usar um álcool em gel sem hidratantes, perfumes e cores, pois esses aditivos podem ser alergênicos, além do próprio álcool causar ressecamento das mãos”, destaca a pediatra, que completa com um alerta: “Nunca deixar ao alcance de crianças, devido ao risco de queimaduras graves, por ser um produto altamente inflamável”.

Caso note, após a aplicação do produto, sinais de alergia e sintomas como coceira, vermelhidão na pele, sonolência excessiva, tontura ou respiração alterada, suspenda o uso e procure um pediatra para avaliar a situação. 

 

*Com informações do Pediatria Descomplicada .