Cuidado Infantil

Água: qual a quantidade ideal para bebês e crianças? 1024 184 Andre

Água: qual a quantidade ideal para bebês e crianças?

A água é o líquido fundamental para a vida, compõe mais de 60% do corpo humano, sendo assim indispensável à saúde. O funcionamento do organismo depende dela: distribui os nutrientes pelos diferentes órgãos do corpo, ajuda a regular a temperatura corporal e eliminar as toxinas e a estimular o trânsito intestinal. Em quantidades adequadas, a água equilibra o organismo. Com as crianças, não seria diferente. Elas estão em fase de crescimento e devem ser incentivadas a consumir água, pois também precisam do líquido para realizar todas as funções orgânicas.
A água deve ser oferecida várias vezes ao dia e pode-se levar em consideração a quantidade de que está presente na sopa e no suco de fruta, por exemplo. No entanto, é preciso que o bebê e a criança também se acostumem a tomar somente água, que não tem cor, nem sabor.


Quantidade recomendada

A quantidade ideal para manter boas condições de saúde infantil varia de acordo com fatores como a estação do ano, idade, atividade física e alimentação da criança. A recomendação diária para ingestão adequada total, considerando o consumo de água como tal e da contida nos alimentos, bebidas e preparações culinárias é a seguinte:

Importante:

Os bebês alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses não precisam beber água, chás ou sucos enquanto não começarem a alimentação complementar porque o leite materno é constituído por 88% de água e possui tudo o que o bebê precisa para saciar a sede e o apetite. Desta forma, sempre que a mãe amamenta, o bebê está bebendo água através do leite.
A necessidade média diária de água para bebês saudáveis até aos 6 meses de idade é de cerca de 700 ml, mas essa quantidade é completamente obtida através do leite materno se a amamentação for exclusiva. Porém, se o bebê se alimenta apenas com leite artificial (em pó), é necessário dar cerca de 100 a 200 ml de água por dia aproximadamente.


É importante ressaltar também que essas recomendações estão direcionadas para o bebê saudável que não apresenta desidratação por diarreia ou outro problema de saúde. Assim, se o bebê estiver com vômito ou tendo diarreia é necessário oferecer ainda mais água. Neste caso, o ideal é observar a quantidade de líquidos perdida através do vômito e da diarreia e procurar orientação médica.  
No verão, a quantidade de água tem que ser ainda um pouco maior do que a que está acima recomendada, para compensar a perda de água através do suor e evitar a desidratação. Para isso, mesmo sem a criança pedir, deve-se oferecer água, chá ou suco natural à criança ao longo do dia, várias vezes ao dia.

 

Sinais de desidratação

Alguns sintomas de desidratação fáceis de identificar são: sede, pele, boca e língua seca, olhos fundos, fadiga ou sonolência e menor volume significativo de urina. A coloração da urina também pode ser observada e indicar desidratação, quando fica mais escura. A quantidade de água consumida durante o dia está diretamente relacionada com a concentração urinária, quanto menor o consumo, mais escura a urina. Se a ingestão é adequada, esta ficará bem diluída, de cor amarela clara.  


* Com informações do Documento técnico “Água, hidratação e saúde”, da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição.

Como falar de sexo com a criança? 1024 359 Andre

Como falar de sexo com a criança?

Para muitos pais, o assunto ainda é um tabu e pode ser constrangedor. Mas o fato é que a educação sexual é muito importante e precisa ser um tema abordado pela família. É preciso deixar esse sentimento de lado para não criar uma barreira, pois a criança entrará em contato com esses assuntos inevitavelmente e, se os pais não falarem sobre, provavelmente a educação virá de outros meios, o que pode deixá-la vulnerável a uma série de perigos.

É saudável e necessário falar de sexo e não existe um certo ou errado. O importante é não ignorar a sexualidade e manter sempre uma via de diálogo aberta. Um bom começo é pensar que sexualidade não significa o ato sexual, mas um conceito amplo que engloba gênero e comportamento. De acordo com Carolina Freitas, mestre em psicologia e especialista em sexualidade do Sexo sem Dúvida, “falar sobre sexualidade não é especificamente sobre o ato sexual. A educação para a sexualidade na infância engloba o conhecimento ao corpo humano, o respeito a si e ao outro, higiene, nudez, privacidade e consentimento”, explica.

Ou seja, as crianças têm sexualidade e é saudável e seguro explicar a elas o que isso significa, permitindo que explorem as curiosidades e dúvidas, respeitando sua individualidade. E muitas vezes, quem traz a pergunta é a própria criança, a partir do seu desenvolvimento psicossexual, curiosidades e interesses. 

E quando devemos falar?

Segundo a especialista, não existe idade ideal para começar a falar de sexo com os filhos. O próprio cuidado com o bebê já é uma forma de educar para a sexualidade.  Para Carolina Freitas, o respeito e a privacidade que damos ao corpo do bebê, o diálogo, a tarefa de cuidar já são formas de falar sobre sexualidade. “Atitudes e exemplos falam mais do que palavras”, afirma. 

Desde o nascimento até os dois anos de idade, a criança começa a explorar seu mundo por meio de seu corpo e suas sensações.  A psicóloga explica que é por meio do gosto, do cheiro, do toque, do olhar e do ouvir que a criança vai experimentar o prazer. “Essa relação com seu corpo e com os sentidos formará suas atitudes sexuais mais tarde”, afirma Carolina.

De onde vem os bebês? Geralmente, essa é a primeira pergunta que as crianças fazem por volta dos três anos de idade. Querem saber como saíram ou como entraram. Para Carolina Freitas, é uma questão que pode dar início a uma conversa sobre sexualidade. “É sempre importante lembrar aos pais, mães e educadores que quando a criança faz essa pergunta ela não está falando de sexo, do ato sexual em si, que ainda é um grande bicho papão para os cuidadores, mas sim sobre suas descobertas e seu desenvolvimento”.  

Elas têm curiosidade de saber como o bebê cabe na barriga, como a mãe consegue se alimentar com o bebê ocupando o espaço da barriga e como ele se alimenta também. “É um bom momento para ler um livro infantil, com ilustrações do corpo humano e explicar. Isto é educação para a sexualidade”, completa.

Educação sexual evita abusos

Falar sobre as partes íntimas é fundamental para a criança conhecer seu próprio corpo e respeitar, além de ser uma forma de prevenir violências sexuais. A especialista explica que os pais podem usar os apelidos, “pipi”, “pepeca” ou outros, desde que não seja pejorativo nem repreensivo. “É importante falar pênis e vagina para a criança saber o nome científico e o nome dado em casa. Elas devem saber o que são e os nomes das partes íntimas, quem pode auxiliá-las na higiene e nos cuidados íntimos. Assim aprenderá sobre privacidade, consentimento e respeito”.

Não se pode prevenir os abusos quando nem sequer são nomeados. É necessário dar nome às partes do corpo, às formas de viver a sexualidade e às formas de violência desses direitos. Existem diversos materiais infantis que auxiliam os pais, mães e educadores neste processo.

A educação sexual na escola também é fundamental, já que é o segundo espaço de socialização e convivência dos pequenos, sendo a família o primeiro. 

Não há como deixar de falar sobre sexualidade nas escolas, o desenvolvimento psicossexual da criança emerge isso de forma transversal, seja na escola pública ou na privada. O colégio também deve ser um espaço de promoção de saúde, de educação integral. “Quando a criança não traz suas questões pode-se usar recursos como vídeos educativos, filmes e livros sobre o tema. Falar de sexualidade não é estimular nem erotizar, muito pelo contrário, a criança bem informada estará protegida. Quando se tornar adulto vivenciará de forma mais responsável e prazerosa sua sexualidade”, afirma.

 

Oriente sobre a masturbação 

Como parte de seu desenvolvimento, a masturbação aparece como curiosidade natural da criança de seu corpo e suas sensações. Segundo a psicóloga, é um jogo exploratório de sensações. “Não tem a mesma conotação da masturbação na adolescência e no adulto. Assim, é um bom momento para ensinar às crianças sobre a intimidade, privacidade, respeito ao corpo. Não é preciso problematizar a situação, apenas orientar. A repressão é indesejada, já que faz parte do desenvolvimento psicossexual da criança”.

O pai, mãe, professora ou responsável ao encontrar a criança se masturbando – acariciando os órgãos genitais – pode dizer que, apesar de acreditar que aquela “cosquinha” esteja sendo muito gostosa para ela, aquele lugar que pode ser a sala de casa, a rua, a sala de aula ou qualquer outro, não é o local indicado. É importante explicar que essa “brincadeira” se faz num local mais privativo. E, em seguida, chamá-la para outra atividade.

 

5 dicas para lidar com as curiosidades dos pequenos:

Confira as principais dicas da especialista para lidar com as curiosidades dos pequenos. Lembrando que as perguntas devem ser respondidas de acordo com a idade e partir do que foi questionado.

1-Por que e de onde vem a pergunta;

2-Responder com honestidade;

3-Restringir-se à pergunta feita sem se estender;

4-Progredir com base no que a criança já conhece;

5-Fornecer explicações em linguagem simples e familiar; sempre que possível responder no momento em que a criança solicita e repetir, sempre que necessário.

 

Lembre-se:

Sempre leve em conta as necessidades da criança e responda com clareza e simplicidade. Tenha sempre em mente que a sexualidade infantil é diferente da sexualidade do adulto.

 

Sobre a especialista:

Carolina Freitas é mestre em psicologia e especialista em sexualidade do portal Sexo sem Dúvida. E-mail: [email protected]

*Com informações da Assessoria de Comunicação do Sexo sem Dúvida.

Como cuidar do umbigo do recém-nascido? 1024 184 Andre

Como cuidar do umbigo do recém-nascido?

O cordão umbilical é responsável por unir o bebê à mãe e, por meio dele, o pequeno recebe sangue, oxigênio e nutrientes necessários para se desenvolver. Tradicionalmente, os obstetras fazem o corte dessa estrutura assim que a criança nasce e um pequena porção do cordão umbilical permanece após o parto, o chamado “coto umbilical”.

Quando os bebês saem da maternidade, o coto umbilical geralmente não caiu ainda, assim a responsabilidade com os cuidados é dos pais. Ele costuma cair até 10 dias do nascimento e os cuidados são simples e muito importantes para evitar uma possível infecção.

 

O que fazer?

• Lave o umbigo do bebê normalmente no banho com água e sabão. Após o banho, seque bem com uma toalha;
• Pegue uma gaze ou algodão embebido em álcool 70% e limpe em volta, ao redor do umbigo, em movimentos circulares em toda sua extensão. Limpe bem para remover todos os resíduos que podem ter se acumulado lá. Pode ocorrer algum sangramento mínimo e saída de algumas casquinhas do coto, mas não se preocupe em machucar seu bebê, pois não há terminações nervosas no coto umbilical;
• Depois dessa limpeza, aplique o cotonete embebido em álcool 70% em volta do coto, fazendo novamente movimentos circulares;
• Importante deixar o coto umbilical para fora da fralda para evitar proliferação de bactérias.
• Alguns pais tentam cobrir a área umbilical com moedas, bandagens ou lenços para o umbigo ficar para dentro, mas, segundo os pediatras, nada disso é recomendado. Esse procedimento não funciona e pode irritar a área ainda mais.

Atenção!

Se você notar um cheiro desagradável saindo do coto ou secreção amarelada ou mesmo um aumento da vermelhidão ao redor da área, procure o pediatra para avaliação. Pode ser uma infecção.

*Com informações do Pediatria descomplicada.

Suplementação de nutrientes: o que você precisa saber? 1024 184 Andre
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Suplementação de nutrientes: o que você precisa saber?

As ofertas de polivitamínicos e minerais nas prateleiras são muitas, mas nem sempre é preciso apelar às doses extras de nutrientes para reforçar a saúde do seu filho. A suplementação é importante quando se tem indicação precisa, do contrário, pode impedir um olhar mais amplo para a alimentação como um todo, além de ser prejudicial e tóxica.

Mãe Que Ama conversou com a Nutróloga Pediatra Dra. Fernanda Morando, que esclarece os principais pontos que os pais precisam saber sobre esse assunto.


MQA: Há muitos complementos, suplementos vitamínicos à venda. A real necessidade de suplementação acompanha essa grande quantidade ofertada ou é pequena entre as crianças em seus primeiros anos de vida?

DRA. FERNANDA MORANDO: No mercado, existem diversos tipos de polivitamínicos e minerais e o apelo pelo consumo destes é muito alto. Existe uma falsa impressão de que quanto maior o número de vitaminas e minerais dentro do frasquinho, melhor é este produto. Para a prescrição de polivitamínicos na rotina deve-se levar em consideração a condição de saúde, peso, alimentação e uso de medicamentos pela criança.
A suplementação vitamínica é recomendada apenas em situações específicas, onde não existe possibilidade de atingir as recomendações via alimentação ou quando se tem carências nas quais além da dose de suplementação também podem ser necessárias doses de tratamento.


MQA: A vitaminas D e o ferro são os indicados normalmente pelos pediatras. Qual é a orientação correta e segura preconizada? Você destacaria outras vitaminas, nutrientes necessários suplementar nos primeiros anos de vida?

DRA. FERNANDA MORANDO: A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é que seja suplementado vitamina D e ferro nos dois primeiros anos de vida. Levando em consideração se o bebê nasceu a termo ou prematuro, o pediatra deve estabelecer as dosagens e o momento de início da suplementação. Prematuros ou crianças com doenças específicas podem necessitar de suplementação adicional conforme o histórico individual. Observar os hábitos alimentares da criança e família é a melhor maneira para pensarmos em possíveis carências específicas.


MQA: A suplementação inadequada é um problema e pode trazer riscos à saúde da criança?

DRA. FERNANDA MORANDO: A suplementação diária de vitaminas e minerais deve ser bem indicada, assim como os limites máximos propostos. Este limite máximo evita superdosagens e efeitos tóxicos que alguns destes nutrientes possam apresentar.


MQA: Passados os períodos indicados pelo pediatra, como os pais podem saber se a criança em algum momento necessita de suplementação? Além dos exames de sangue (que muitas vezes não são frequentes em crianças), existem sintomas aos quais deve-se atentar e desconfiar?

DRA. FERNANDA MORANDO: Uma alimentação equilibrada pode fornecer a uma pessoa saudável todos os nutrientes necessários e nas quantidades adequadas. Por isso é tão importante ter hábitos saudáveis. Os sinais clínicos da deficiência de micronutrientes costumam aparecer já numa fase mais avançada, definimos como fome oculta essa carência silenciosa. Sendo assim, a melhor forma de prevenção é se atentar à variedade e equilíbrio da alimentação infantil.


MQA: Que mensagem você deixa para os pais sobre nutrição e a suplementação de vitaminas na infância?  

DRA. FERNANDA MORANDO: A suplementação de vitaminas na infância é de importância fundamental quando se tem indicação precisa. A falsa ideia que vitaminas não fazem nenhum mal à saúde estimulam o consumo indiscriminado de produtos desnecessários, garantem um conforto ilusório aos pais de que a criança está protegida nutricionalmente e impedem um olhar mais amplo para a alimentação como um todo.
A prescrição deve ser sempre orientada por um profissional capacitado (médico ou nutricionista) e baseada no histórico alimentar e hábitos de vida da criança e seus familiares. Mais que suplementar nutrientes via medicamentos, é importante que os pais tenham consciência que uma alimentação saudável e equilibrada é o melhor caminho para garantir ao seu filho todos os nutrientes necessários e que faz parte de suas responsabilidades ser exemplo, incentivando bons hábitos alimentares desde o início da vida.


Sobre a entrevistada:

Pediatra com residência médica pelo Hospital Municipal Infantil Menino Jesus. Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria. Nutróloga Pediatra com residência médica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Especialista em Dificuldade Alimentar Infantil. Médica voluntária do ambulatório de Dificuldades Alimentares da disciplina de Nutrologia Pediátrica da UNIFESP. Vários cursos na área de alimentação infantil, englobando consultoria e manejo da amamentação, introdução alimentar, BLW e dificuldade alimentar na infância. Autora do instagram e página de facebook: manualdapediatria. Mãe da Marina.

O que é o ensino montessoriano? 1024 184 Andre

O que é o ensino montessoriano?

Você sabe o que é o ensino Montessoriano?

O método Montessori foi criado pela pedagoga italiana Maria Montessori. Defensora da autonomia infantil, ela desenvolveu seu método em torno da liberdade assistida, em que a criança é estimulada a educar-se por conta própria, com mínima interferência do professor.

Muitas pessoas que alcançam grande notoriedade passaram pelo ensino montessoriano. Seguindo os passos do pai e do tio, o príncipe George já ocupa o posto de celebridade montessoriana. Além de William, Harry e George, Beyoncé e George Clooney.

O ensino Montessoriano segue alguns princípios fundamentais:

– Autoeducação: desde o nascimento, um indivíduo aprende, por conta própria, a engatinhar, andar e falar. O método Montessori defende que crianças, quando inseridas em um ambiente estimulante, possuem curiosidade e iniciativa suficientes para aprender por conta própria.

– Educação cósmica: o conceito determina organização no ensino. Cosmos, diferentemente de caos, simboliza a função de cada coisa no Universo que leva à ordem natural. Em sala de aula, significa desenvolver consciência do próprio papel na vida em sociedade.

– Educação como ciência: utiliza-se o método científico de observar e levantar hipóteses para criar um ensino personalizado e minimamente invasivo.

– Ambiente preparado: seja a sala de aula, seja o quarto da criança, o ambiente é planejado com mobiliário adequado às necessidades físicas e intelectuais da criança. Portanto, o tamanho dos objetos e mobílias são pensados de acordo com quem utiliza.

– Adulto preparado: são os profissionais que guiam o desenvolvimento da criança. Dessa forma, eles detêm de profundo conhecimento científico sobre as fases de uma criança e as ferramentas de ensino certas para conduzir os alunos da melhor maneira possível.

– Professor acompanhador: em vez de ocupar um papel hierárquico, o professor montessoriano é uma figura de assistência.

– Criança equilibrada: quando inserida em ambiente adequado e acompanhada pelo profissional correto, a criança se desenvolve de maneira natural. Como resultado, traz à tona características que estão em seu cerne, como a ordem e o silêncio.

Aprendizado de acordo com o tempo de casa indivíduo

As responsabilidades da criança nesse modelo de ensino são desenvolvidas a partir da autonomia. Dessa maneira, não há estímulo à competitividade. Não há a pressão dos prazos, de “decorar” conceitos e tampouco a cobrança de entregas. O ensino é dado a um passo de cada vez, passos esses dados por iniciativa da criança conforme forem necessários a ela.

O ensino montessoriano valoriza a construção do aprendizado de acordo com o tempo de cada indivíduo. Consequentemente, nessas escolas, crianças com diferentes idades partilham de uma mesma sala de aula: 1 a 3 anos, 3 a 6, 6 a 9, etc.

Com esse método, a organização, a valorização do silêncio e o respeito mútuo surgem naturalmente. Portanto, as crianças, intuitivamente, compreendem que cada objeto possui lugar certo para ser guardado e que a atenção ao tom de voz é fundamental à ordem e à convivência saudável.

Elas também podem decidir quando trabalhar em equipe ou sozinhas. Tudo parte de necessidades particulares.

O método Montessori possui materiais pedagógicos próprios, também. Como o material dourado, utilizado, inclusive, em escolas não montessorianas no ensino de matemática.

Método Montessori fora da sala de aula

Fora da escola também se aplica o método. Existem arquitetos e decoradores especialistas em quartos montessorianos, por exemplo.

Esses quartos são planejados para estimular a criança a desenvolver autonomia dentro do próprio espaço, desde bebê e com o passar dos anos.  Dessa forma,  as camas são preferencialmente colocadas ao chão ou sobre um estrado, para que a criança circule pelo quarto logo que acorde.

As roupas e os brinquedos são dispostos à altura da criança, para que ela possa manipular o que bem entender. No caso de quadros, espelhos e outros objetos pedurados na parede, estes podem acompanhar o crescimento da criança, sendo levantados pouco a pouco.

Apesar de ser um método aplicável a qualquer indivíduo, a escolha do sistema de ensino deve seguir os valores prezados pela família da criança. Ideal para muitas pessoas, o método criado por Maria Montessori pode não ser o que tantas outras procuram para seus filhos.

Segundo a Organização Montessori do Brasil (OMB), há 49 escolas credenciadas em todo o território nacional. Se você achou o método interessante, você pode conferir quais são essas escolas aqui.

Até a próxima 😉

Veja mais sobre o assunto na sessão: Recém-nascido.

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