Saúde Bebê

Criança também faz Check-up! Entenda 1024 403 Andre

Criança também faz Check-up! Entenda

Aqui, trazemos um importante alerta às famílias: as crianças também precisam manter uma rotina de visita ao médico desde o nascimento. E essa rotina de atenção e cuidados não pode parar, nem mesmo durante a pandemia. O processo começa ainda na gestação, quando os pais já podem escolher o pediatra que vai acompanhar o desenvolvimento da criança (entenda sobre a consulta pediátrica pré-natal aqui), e na maternidade, quando fazem o teste do pezinho obrigatório para todos os recém-nascidos. 

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que crianças com até seis meses de vida tenham consultas mensais; depois disso e até os dois anos, trimestrais; dos três aos seis anos, semestrais; e a partir dos sete aos 18 anos, a recomendação de consultas passa a ser anual (confira na tabela abaixo).

 

Segundo a pediatra Kallydya Fonseca, da Clínica Doutora Kaka, o costume de ir ao médico regularmente garante uma boa qualidade de vida à criança. A introdução alimentar se inicia aos 6 meses, os testes de intolerância e alergia podem ser feitos em caso de suspeita, os exames de sangue e imagem podem ser requisitados e, após um ano, começam os de rotina que geralmente são: hemograma, rotina do ferro, glicemia, se os pais tiverem dislipidemia pode ser solicitado colesterol e triglicerídeos, entre outros que possam ser necessários.

Ainda de acordo com a pediatra, o check up“ rotineiro é importante para uma avaliação contínua da saúde e desenvolvimento, além de ser possível avaliar a alimentação, esclarecer dúvidas, prevenir problemas, diagnosticar doenças precocemente e orientar sobre os cuidados com a criança, a vacinação, inclusive na pandemia, seguindo todas as recomendações e protocolos de segurança, claro.

“Infelizmente muitas pessoas preferem apenas ir ao pediatra quando já estão com algum problema, é uma cultura do pronto-socorro em que preferem remediar ao invés de prevenir“, lamenta Dra. Kaka. 

Mãe que Ama acredita que essa postura pode e deve mudar a partir da informação, por isso, esse alerta aqui é tão importante. Então, fica o recadinho para mamães e papais: mantenham sempre as consultas, exames de rotina dos pequenos (e os seus também) e a vacinação em dia! E compartilhem com familiares e amigos sobre a importância do “check up”, combinado?! 😉

 

Encontrando um bom pediatra…

 

Pedir indicações de familiares e amigos pode ser fundamental na hora de escolher um pediatra. Além disso, é possível verificar se o profissional possui especialização reconhecida pela SBP, checar se há reclamações nas redes sociais e, durante a primeira consulta, deixar claro o que é importante para você e sua família. “A família precisa se identificar com o profissional para que haja uma boa relação médico-paciente“, complementa Dra. Kallydya.

 

Teste do Pezinho na prematuridade: entenda cuidados essenciais e a história do tenente Bahia 1024 403 Andre

Teste do Pezinho na prematuridade: entenda cuidados essenciais e a história do tenente Bahia

No Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que nascem 300 mil prematuros por ano, colocando o país na 10º posição do ranking mundial de prematuridade. 

Ela inspira muitos cuidados especiais e é normal que surjam dúvidas na família sobre alguns procedimentos que o bebê deve passar logo após o nascimento. Uma delas, bastante comum, está relacionada ao Teste do Pezinho, exame obrigatório que rastreia doenças raras congênitas para o diagnóstico precoce e início imediato do tratamento. Os prematuros também devem fazer o Teste do Pezinho logo nos primeiros dias após o nascimento, a diferença é que eles precisam repetir o exame entre duas e três vezes (até mais em alguns casos), dependendo da idade gestacional e do peso, conforme o Manual Técnico de Triagem Biológica do Ministério da Saúde

O especialista e professor da USP, Dr. José Simon Camelo Júnior, explica que a primeira coleta acontece no período recomendado para todos os bebês, entre o 3º e o 5º dia de vida, ou no primeiro dia se o bebê tiver que passar por transfusão de sangue. As outras coletas são feitas entre 7 e 10 dias, na alta do bebê ou com 28 dias de vida e ainda entre 90 e 120 dias da data de nascimento. 

A prematuridade e a transfusão de sangue também podem interferir na identificação da doença falciforme e de outras doenças triadas, por isso a importância de refazer o exame. 

A enfermeira neonatal e vice-presidente da ONG Prematuridade.com, Aline Hennemann, também explica que, além do teste do pezinho, o bebê prematuro precisa passar por uma série de exames como o teste da linguinha, da orelhinha e o oftalmológico, que geralmente é um exame feito somente nos prematuros para checar questões ligadas à retinopatia da prematuridade.

“O bebê prematuro precisa de cuidados essenciais e de equipamentos capazes de reproduzirem o útero materno, as incubadoras procuram proporcionar o maior conforto para o recém-nascido. Além disso, o ambiente precisa ter o mínimo de ruído e a presença dos pais para garantir ainda mais o conforto“, diz.

Aline ressalta que um recém-nascido é considerado prematuro quando nasce abaixo de 37 semanas de gestação, portanto, quanto menor a idade gestacional, maior a complexidade dos cuidados, tempo de internação e condições de sequelas. Ela também destaca que o pré-natal é o maior aliado para evitar um nascimento prematuro.

Diante da pandemia de Covid-19,  a enfermeira diz que a presença dos pais, que é muito importante, acabou se tornando mais um desafio para essas famílias. “Nós costumamos dizer que os pais não são visitas, mas sim parte do cuidado do bebê prematuro, a pandemia chegou e dificultou justamente a presença deles nas UTIs e, também, o aleitamento materno”, afirma. Segundo relatos recebidos pela ONG Prematuridade.com, infelizmente, algumas UTIs, por exemplo, ainda têm restringido o contato dos pais com seus bebês a pouco tempo, mas a recomendação oficial, por nota técnica tanto da OMS como do Ministério da Saúde, é que os pais devem permanecer com os bebês, não deve haver separação, exceto em casos específicos em que a segurança de todos esteja em jogo. 

 

Desafios da prematuridade

 

No dia 14 de setembro de 2019, Flávio Gonçalves, mais conhecido como tenente Bahia, perdeu a esposa Jéssica Victor Guedes, minutos antes do casamento, por conta de um AVC causado por uma eclâmpsia. Ela estava grávida de 29 semanas e deu à luz a Sophia, que nasceu com cerca de 1kg e atualmente está com 1 ano e dois meses.

Além de ter que lidar com toda a dor, o tenente conta que a filha nasceu com trombose no coração, no pescoço, anemia e outros problemas, mas ele nunca deixou de acreditar. 

“Para mim foi muito difícil, mas eu queria apresentar um mundo de alegria para a Sophia. Passamos 70 dias na UTI e eu aprendi muito, foi ali que tive os primeiros cuidados com ela, aprendi a dar banho, a alimentá-la e a fazê-la mamar. Após isso, nós fomos para a casa e aí começou a minha maternidade, eu sou pai, mas com cuidados maternos“, explica.

Flávio destaca que os exames e o acompanhamento que Sophia teve enquanto ficou internada foram essenciais para a saúde dela. Além disso, ele conta que uma enfermeira o informou sobre o teste do pezinho ampliado, o qual ele não tinha conhecimento na época e agora alerta para que os pais de bebês prematuros ou não também busquem os próprios direitos e entrem na luta para que o teste seja ampliado na rede pública. Tenente Bahia está apoiando a campanha Pezinho no Futuro e ajuda a divulgar, pedindo assinaturas para a petição, que você pode apoiar aqui no nosso site também ou em: www.pezinhonofuturo.com.br

O papai Tenente Bahia também escreveu um livro com o nome “Sophia & Eu“ para contar mais detalhes sobre o nascimento da filha. Ele conta que parte do lucro das vendas do livro será destinada à ONG prematuridade.com, da qual é voluntário. O livro está disponível em: https://www.editorareflexao.com.br/sophia-eu.html 

Novembro Roxo: mês de sensibilização global para a causa da prematuridade 1024 403 Andre

Novembro Roxo: mês de sensibilização global para a causa da prematuridade

É o momento de jogar luz em um tema extremamente sensível: a prematuridade. No Brasil, as ações do Novembro Roxo são conduzidas pela ONG Prematuridade.com, única instituição do país de apoio aos bebês prematuros e suas famílias. Este ano, a campanha traz o tema “Juntos pelos prematuros, cuidando do futuro”. Durante todo mês, serão realizadas uma série de atividades com foco em informação, educação e acolhimento. Os trabalhos envolvem e beneficiam as famílias com bebês prematuros, os profissionais de saúde, instituições e parceiros interessados, além de autoridades e personalidades.

Entre as instituições representadas no evento, estão o Ministério da Saúde, a APAE, a AACD, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Segurança do Paciente. Diante ao cenário de pandemia, evidentemente, boa parte das ações serão realizadas online. 

Segundo a fundadora e Diretora Executiva da ONG Prematuridade.com, Denise Leão Suguitani, há um trabalho forte de conscientização a fazer junto à sociedade como um todo durante o ano inteiro, mas novembro é uma oportunidade única e especial para evidenciar ainda mais o tema da prematuridade. “O sonho de ser pai ou mãe envolve inúmeras emoções e expectativas, principalmente o desejo de uma criança saudável. Mas se esse bebê nasce prematuramente, é nosso dever enquanto sociedade garantir que ele receba o atendimento mais adequado e que seja acolhido com muito amor, para que tenha todas as condições para uma rápida e plena recuperação. Novembro Roxo é sobre isso: é sobre acolher a vida e cuidar do futuro”, explica. 

 

Prematuridade e COVID-19

 

A incidência de bebês prematuros já é um problema bastante concreto no Brasil e no mundo e é claro que a pandemia tornou esse quadro ainda mais complexo. Atualmente, o Brasil é o 10º país com mais partos prematuros no mundo, com cerca de 340 mil nascimentos de bebês nessas condições por ano, aponta a OMS. Vale destacar ainda que, no mundo, ocorrem 15 milhões de nascimentos nesse perfil, ou seja, um em cada dez bebês nascem prematuros todo ano, sendo que 1 milhão deles morre, consolidando assim a prematuridade como a principal causa de mortalidade infantil até 5 anos. E quando a realidade do coronavírus se mistura à realidade da prematuridade, o tema se desdobra em várias problemas. 

Todos são graves, mas três merecem maior atenção: o isolamento de prematuros na UTI, a evasão de consultas de gestantes e um quadro de pânico e desinformação. De maneira resumida, um parto é considerado prematuro quando acontece antes de 37 semanas de gestação. São várias as causas que podem levar à prematuridade, mas o principal passo para evitar esse problema é a prevenção. 

Nesse sentido, o pré-natal é uma das medidas mais eficazes para uma gestação saudável e completa. Para a fundadora da ONG Prematuridade.com, a apreensão das mulheres grávidas, das mães de prematuros e dos profissionais de saúde quanto à infecção pelo vírus é legítima, mas o efeito colateral de uma decisão extrema, como a de faltar a uma consulta do pré-natal ou restringir a presença dos pais na UTI Neonatal, podem levar a um agravamento contundente de casos e do quadro geral da prematuridade. 

Não é exagero dizer que pode custar a vida do bebê e da própria mãe, além de quadros de ansiedade, estresse e depressão, comuns na prematuridade e agora mais frequentes durante o período da pandemia. “Mesmo com o distanciamento social, é importante pensarmos estratégias para garantir o vínculo e o melhor desfecho possível para o bebê e para a família. As gestantes precisam realizar o pré-natal. Os prematuros precisam da presença dos pais. Esses pequenos são mais vulneráveis, e podem ficar com diversas sequelas. Precisamos adequar o combate ao coronavírus a essa realidade, ressaltando a importância do acompanhamento da gravidez, da manutenção de consultas dos bebês, de manter a vacinação das crianças em dia e da extrema importância da presença dos pais ao lado do prematuro sempre que possível”, pondera. 

 

Por que Novembro Roxo?

 

No dia 17 de novembro, é celebrado o Dia Mundial da Prematuridade, data escolhida pelo significado especial para Jürgen Popp, um dos fundadores da EFCNI (European Foundation for the Care of Newborn Infants), parceira da ONG Prematuridade.com. Após a morte de seus trigêmeos prematuros, em dezembro de 2006, ele tornou-se pai de uma filha nascida em 17 de novembro de 2008. Ao mesmo tempo, o March of Dimes, organização de caridade americana para prematuros e recém-nascidos teve uma ideia semelhante e lançou um Dia da Consciência para a Prematuridade, em 17 de novembro, nos EUA. 

O roxo simboliza sensibilidade e individualidade, características que são muito peculiares aos bebês prematuros. Além disso, o roxo também significa transmutação e mudança, ou seja, a arte de transformar algo em outra forma ou substância, assim como no desenvolvimento de um bebê prematuro.

Confira mais informações sobre a campanha no site da Prematuridade.com  e nas redes sociais. Acompanhe e participe! 😉

 

Fonte: ONG Prematuridade.com

 

Amamentação requer informação e acolhimento. Leia mais. 1024 403 Andre

Amamentação requer informação e acolhimento. Leia mais.

Durante o Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a Amamentação, muitas informações são compartilhadas em diversos canais de comunicação, inclusive o nosso, reforçando a importância desta linda missão de alimentar e nutrir o bebê com o melhor, o leite materno. Mas é preciso lembrar sempre que amamentar é também um ato de escolha da mulher, deve ser uma decisão confortável e feliz com a participação e apoio de toda a família e de toda a sociedade. Em muitos casos e por diversos motivos, pode ser que a amamentação não aconteça. E está tudo bem, ninguém será mais ou menos mãe por ter ou não ter amamentado. 

A Enfermeira Especialista em Amamentação, Marcelly Cossi, nos enviou um texto como sugestão para a reflexão sobre o assunto. Confira abaixo! 

Nesse momento, o mundo nos fez um convite inadiável para olhar para quem nós somos: a natureza. Alguns dizem que somos parte dela, mas digo que somos a própria natureza. E esse convite para se sentir dessa maneira é desafiador e, ao mesmo tempo, urgente. A degradação ambiental que afeta o mundo favorece o surgimento de pandemias como o coronavírus, então olhar para nossas ações e sobre como elas têm afetado o meio ambiente se faz sempre pertinente.  Nessa perspectiva, a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) 2020 trouxe em agosto um tema interessante de ser debatido: Apoie o aleitamento materno por um planeta saudável.

Como o apoio ao aleitamento materno colabora para um planeta saudável?  A SMAM destacou o leite materno como um fator que colabora para o desenvolvimento de um sistema alimentar saudável, pois a alimentação com substitutos do leite materno está diretamente relacionada à degradação ambiental. Desde sua produção, que gera emissão de gases de efeito estufa e desmatamento, até o seu descarte, que produz elevada quantidade de resíduos que poluem o meio ambiente. Sim, esse tema é muito relevante, principalmente mediante às prescrições desmedidas dos substitutos de leite materno e marketing pesado das indústrias. 

Porém, é também muito relevante perguntar-se: o que o planeta está fazendo para apoiar o aleitamento materno? Quem dá sustento à mulher em meio à complexidade da maternidade? E aqui eu destaco que mediante a discussão de apoiar o aleitamento materno, é necessário ampliar o debate sobre a importância de apoiar as mulheres envolvidas nesse processo, pois amamentar está longe de ser fácil. Distante do discurso de que é de graça, a amamentação é onerosa para quem amamenta. E essa compreensão requer consciência global para que haja um real apoio individual e institucional às mulheres. 

Para além da rede de apoio individual, é necessário o suporte das comunidades e garantias de apoio dos sistemas de saúde com profissionais aptos para o acompanhamento e aconselhamento em amamentação. As mulheres têm direito à informação e aqui eu destaco o papel essencial dos consultores em amamentação, que são profissionais capacitados e imersos na realidade posta e capazes de desenvolver um plano de ação para cada família, envolvendo habilidades de aconselhamento, avaliação, reconhecimento e resolução de intercorrências no processo de aleitamento e, mais importante de tudo, um profissional que deve respeitar e apoiar a escolha da mulher sobre amamentar. Sim, as mulheres têm também o direito de escolher e serem acolhidas na sua opção. Nenhuma mulher será menos mãe por isso, a amamentação não irá determinar a maternidade! 

Destaco também a necessidade de se discutir as garantias relativas ao local de trabalho acerca de como os empregadores precisam reconhecer e facilitar a vivência da maternidade pelas mulheres que empregam. Sem falar na construção de políticas que deem o amparo que a maternidade necessita, bem como o fortalecimento do monitoramento da promoção comercial dos produtos que interferem no aleitamento materno.

Para que a amamentação apoie a saúde do planeta, o planeta precisa também cumprir seu papel de apoiar a amamentação.

Amamentar deve ser um pacto social e não é só responsabilidade da mulher! É um compromisso de todos!

*Autora: Marcelly Cossi, Enfermeira Especialista em Amamentação, Professora Dra. da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), coordenadora do Grupo Deleite. 

Teste do Pezinho: justiça condena Anápolis (GO) por extravio de amostra de sangue 1024 184 Andre
teste do pezinho

Teste do Pezinho: justiça condena Anápolis (GO) por extravio de amostra de sangue

Mamães e papais, sempre alertamos aqui sobre a importância de realizar o Teste do Pezinho e de ter acesso ao resultado o quanto antes. Um caso muito sério aconteceu em Goiás e reforça o alerta:

A justiça condenou o município de Anápolis (GO) a pagar uma indenização de R$ 10 mil à mãe de uma criança que não recebeu o resultado do teste do pezinho na rede municipal de saúde. De acordo com a matéria publicada no Mais Goiás, a amostra foi colhida normalmente em uma unidade de saúde pública e uma enfermeira teria informado que o teste seria feito pelo laboratório da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) na região e o resultado ficaria pronto em 30 dias. Nesse período, a mãe poderia buscá-lo onde foi feita a coleta, mas ao retornar ao local várias vezes, depois do prazo estipulado, foi informada que o teste ainda não estava pronto e os funcionários diziam que o problema estava no laboratório. 

Entre tantas tentativas, ela resolveu ir ao laboratório e descobriu que o material colhido na unidade de saúde não tinha sido encaminhado para análise. Ou seja, a amostra colhida na rede pública nunca chegou ao laboratório e a demora em informar a mãe sobre o acontecido impossibilitou a realização de um novo exame. 

Na sentença, ainda segundo a matéria, o juiz responsável pelo caso destacou a negligência da prefeitura na prestação do serviço público pelo extravio da amostra de sangue e os prejuízos causados, como “grave sofrimento, justificável apreensão e compreensível revolta” dessa mãe com a “impossibilidade definitiva de realizar o exame preventivo que poderia diagnosticar preventivamente doenças da criança e, mais importante ainda, permitir tratamento antecipado”. 

O nome da mãe não é citado na matéria. Veja a notícia completa aqui

O resultado é um direito de todos!

A decisão judicial reforça o quão importante é realizar o exame e ter acesso ao resultado o quanto antes. Pais, busquem sempre por isso! A partir do Teste do Pezinho, é possível detectar doenças que comprometem o desenvolvimento do bebê e podem levar a consequências graves, sequelas irreversíveis e até mesmo a morte. Com esse diagnóstico precoce, antes mesmo dos sintomas se manifestarem, o tratamento é iniciado de imediato, o que pode salvar a vida do bebê. 

Ter acesso ao resultado é um direito de todos! Cobrem, exijam o laudo para que o pediatra possa avaliar e solicitar outros exames complementares e confirmatórios se for necessário. E, se for o caso, façam como essa mãe, denunciem, busquem os seus direitos. 

Whatsapp Pezinho no Futuro

Quer saber mais sobre o Teste do Pezinho e os tipos disponíveis desse exame? Precisa de ajuda? Manda para a gente pelo whatsapp: (11) 99790-7080. Acesse também o site www.pezinhonofuturo.com.br .

Contem com a gente! 😉

 

*Com informações do portal Mais Goiás.

A consulta pediátrica pré-natal: entenda sua importância  1024 403 Andre

A consulta pediátrica pré-natal: entenda sua importância 

O que mamães e papais mais precisam quando se preparam para a chegada dos bebês é de informação correta e de qualidade. É exatamente aí que entra a consulta pediátrica pré-natal, assunto que falamos na LIVE com a Dra. Kaká (assista aqui). A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) tem um manual de orientação sobre o tema, que, infelizmente, ainda não é uma realidade na rotina dos pais e dos especialistas. A consulta com o pediatra antes do bebê nascer pode ajudar a orientar e tranquilizar os pais sobre diversos assuntos que fazem parte do parto e pós-parto, trazendo soluções para as principais questões que permeiam o cuidado com os nossos pequenos.

Segundo o manual, a consulta deve ser realizada rotineiramente para todas as gestantes no terceiro trimestre do pré-natal, não se restringindo à classificação de gestação de alto risco, e representa “uma oportunidade de antecipação de riscos e um dos pilares da tríade para redução da morbimortalidade neonatal, juntamente com a assistência ao recém-nascido (RN) em sala de parto e a consulta pós-natal dentro da primeira semana de vida”. 

O documento orienta que devem ser abordados vários aspectos da gestação, parto, nascimento e acompanhamento da saúde da criança, tais como: a intercorrência no pré-natal; a prevenção de doenças infecciosas; vias de parto; assistência pediátrica em sala de parto; aleitamento materno; testes de triagem neonatal; impacto do nascimento da criança para a família; aspectos gerais sobre os cuidados com o RN; segurança da criança; e a abertura de espaço livre para a família expor outras demandas.

Acesse aqui a íntegra do manual da SBP. 

Assista também a nossa LIVE com a Dra. Kaká sobre A importância da Consulta pré-natal com o pediatra: bit.ly/LIVE_Pediatra 

 

Crianças podem usar álcool em gel? Entenda 1024 403 Andre

Crianças podem usar álcool em gel? Entenda

Se você tem criança em casa nesses tempos de pandemia, provavelmente, já se perguntou se pode ou não usar álcool em gel para limpar as mãos dos pequenos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o uso do álcool em gel é indicado para crianças acima dos 3 anos de idade, porque, embora apresente baixa toxidade, caso usado de maneira incorreta pode sim representar riscos para a saúde. A pediatra Dra. Kelly Oliveira explica que bebês e crianças pequenas instintivamente levam a mão até a boca e podem acabar ingerindo o produto. E, ainda que tenha um gosto ruim e a criança acabe afastando a mão da boca, ainda pode representar risco de intoxicação ou inalação.

Em contrapartida, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso de álcool em gel em todas as idades para prevenir a contaminação com o novo coronavírus.

 

E então, pode ou não pode usar?

 

A pediatra diz que SIM, o álcool em gel pode ser usado em bebês e crianças, mas ressalta que é preciso tomar alguns cuidados.

 

“No caso de recém-nascidos, por exemplo, que não exploram o chão e outros objetos com frequência, a higienização das mãos pode ser feita com água e sabão, mas se os pais sentirem necessidade, o álcool em gel pode ser aplicado em pequena quantidade nas mãozinhas do bebê. Os pais ou responsáveis devem se atentar até que o produto seque para evitar contato com o rosto do bebê. E é importante que as mãos e objetos de quem for entrar em contato com ele estejam devidamente higienizados”, explica Dra. Kelly.

Em crianças um pouco maiores, o produto também não deve ser usado sem supervisão de um adulto e nem em grandes quantidades. A recomendação é higienizar corretamente as mãos e punhos até a altura do cotovelo com água corrente e sabão e, quando não for possível a lavagem das mãos, fazer o uso do álcool em gel.

“Outro risco do uso indevido ou excessivo de álcool em gel em crianças é o ressecamento da pele, descamação e coceira em casos de reação alérgica. Por isso, é preferível usar um álcool em gel sem hidratantes, perfumes e cores, pois esses aditivos podem ser alergênicos, além do próprio álcool causar ressecamento das mãos”, destaca a pediatra, que completa com um alerta: “Nunca deixar ao alcance de crianças, devido ao risco de queimaduras graves, por ser um produto altamente inflamável”.

Caso note, após a aplicação do produto, sinais de alergia e sintomas como coceira, vermelhidão na pele, sonolência excessiva, tontura ou respiração alterada, suspenda o uso e procure um pediatra para avaliar a situação. 

 

*Com informações do Pediatria Descomplicada .

Massagem nos pezinhos: confira as dicas para fazer nos pequenos em casa! 1024 403 Andre

Massagem nos pezinhos: confira as dicas para fazer nos pequenos em casa!

A reflexologia é uma técnica de massagem que estimula todos os pontos do pé, que correspondem à regiões e órgãos do corpo humano. Segundo a massoterapeuta Natalia Garrido, essa é uma massagem relaxante e curativa que previne inúmeras doenças e promove o bem estar. “A técnica é bastante recomendada também entre os pediatras, pois o toque nos pezinhos faz o bebê relaxar, se sentir cuidado e amado e ainda ajuda a aliviar cólicas e irritações”, explica Natalia. 

A massagem completa deve ser feita por um profissional da área por conter muitos pontos, mas a massoterapeuta conta que é possível adaptar para fazermos de uma forma mais simples nas crianças em casa e, assim, aproveitar esse momento também para criar um vínculo intuitivo e terapêutico entre pais e filhos. “E se a criança for maior, pode ser criada ainda uma atmosfera de descoberta, fazendo um escalda pés com óleos e depois a massagem”, acrescenta.

 

Confira as dicas:

 

  • A massagem pode ser feita com qualquer tipo de óleo vegetal, você pode colocar algumas gotinhas de óleo essencial de lavanda para aumentar ainda mais o relaxamento da criança;
  • Pode fazer antes ou depois do banho do pequeno ou, até mesmo, durante o banho, se estiver na banheira;
  • Os movimentos devem ser leves, deslizando dos joelhos para os pés;
  • Faça movimentos circulares na sola do pezinho, entre os dedinhos, tornozelo, calcanhar… Deixe sua sensibilidade de carinho te guiar. 😉

 

Benefícios

 

De acordo com a massoterapeuta, a reflexologia traz diversos benefícios para o corpo:

  • Ajuda a diminuir as cólicas; 
  • Ajuda a diminuir infecções e inflamações; 
  • Ajuda a melhorar a qualidade do sono;
  • Diminui estresse e ansiedade;
  • Aumenta a circulação sanguínea;
  • Estimula o crescimento; 
  • Estimula o sistema hormonal;
  • Estimula o sistema imunológico;
  • Estimula o sistema nervoso;
  • Aumento das endorfinas;
  • Aumento da sensação de bem estar e relaxamento.     

Aproveite! 🙂

 

Sobre a entrevistada:

Natalia Garrido é Massoterapeuta e esteticista há mais de 10 anos, com formação técnica pelo Senac-SP. Atende no Espaço Natalia Garrido, em Santos-SP. 

Primeiros 1.000 dias de vida: uma fase de ouro. Entenda 1024 403 Andre

Primeiros 1.000 dias de vida: uma fase de ouro. Entenda

Você já ouviu falar no conceito dos primeiros 1.000 dias de vida? É o período que vai do primeiro dia de gestação até os 2 anos de idade, considerado uma “fase de ouro” pelos especialistas. Apesar da chamada “amnésia infantil” borrar os primeiros capítulos da nossa história, pois dificilmente alguém se lembra de algo anterior aos seus 2 anos de idade, pesquisadores afirmam que os fatos dessa fase podem ditar muito do que virá, desde o risco de desenvolver doenças ao desenvolvimento intelectual.

Uma fase de ouro

No conceito dos “mil dias” considera-se que é no comecinho da vida que se pode influenciar o que será do resto dela. Afinal, é nesse período que cada célula do corpo está sendo formada e programada. O crescimento e o desenvolvimento nesse período são maiores do que durante toda a vida. Por isso, ele é considerado uma fase tão especial, que pode mudar radicalmente o destino da criança, não apenas em termos biológicos, mas também em questões intelectuais e sociais.

Nesse contexto, é muito importante os pais entenderem todos os processos essenciais para garantir qualidade de vida às crianças. Por exemplo, um dos exames que todo bebê precisa fazer é o Teste do Pezinho, para diagnosticar de forma precoce algumas doenças raras logo nos primeiros dias de vida, permitindo o tratamento imediato. 

 

Teste do Pezinho

Feito a partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do recém-nascido, parte do corpo rica em vasos sanguíneos, o teste do pezinho detecta precocemente doenças metabólicas sérias, raras e assintomáticas que, se não tratadas a tempo, podem afetar o desenvolvimento do bebê, levar a sequelas irreversíveis ou até mesmo ao óbito. Esse rastreio permite a identificação antes mesmo do aparecimento dos sintomas, que, muitas vezes, podem ser evitados por meio do tratamento apropriado. Daí a dimensão de sua importância.

E daí a necessidade de levar a informação para o maior número de famílias. Essa é uma das bandeiras do Mãe Que Ama. O exame deve ser realizado já entre o terceiro e o quinto ou até o sétimo dia de vida do bebê. São retiradas gotas de sangue do calcanhar e colocadas em um papel filtro especial. Não há contraindicações ou efeitos colaterais, além de durar só alguns minutinhos e ser praticamente indolor. Após 48 horas de vida, o funcionamento do organismo do recém-nascido se estabelece e é possível detectar as doenças, como a fenilcetonúria, que é diagnosticada após a digestão do leite materno ou da fórmula infantil.

Existem versões ampliadas do exame capazes de detectar uma lista muito maior de doenças, além das seis do teste básico,  no entanto, não estão disponíveis na rede pública de saúde para todos, apenas no Distrito Federal pelo SUS e na rede privada. Saiba mais sobre o Teste do Pezinho Ampliado aqui

Fatores internos e externos

Até mesmo as primeiras decisões das mulheres na gestação têm a possibilidade de influenciar a saúde, as atividades físicas e as habilidades de aprendizado da criança. Na gravidez, quando a futura mamãe escolhe se alimentar de uma forma saudável, por exemplo, já está fazendo uma programação genética para a saúde do seu filho na vida adulta. Os estudos sugerem que a nutrição no período da gestação e nos primeiros 2 anos de vida pode determinar efeitos, a curto e a longo prazo, na saúde e no bem-estar até a vida adulta. Além disso, a genética não é soberana na determinação do potencial de crescimento e desenvolvimento do indivíduo: cerca de 20% dos genes são influenciados por fatores hereditários, enquanto a maior parte deles, até 80%, é influenciada por fatores ambientais como: medicamentos, estresse, infecções, exercícios e a nutrição.

Alimentação adequada

Sabe-se que aquilo que a mulher come durante os nove meses ajuda a determinar o paladar e o olfato do bebê – ele sente o sabor pelo líquido amniótico –, e que filhos de mães que tiveram diabetes gestacional também têm mais chances de desenvolver a doença, por exemplo. Então, uma alimentação adequada durante a gestação, associada ao aleitamento materno, à correta introdução da alimentação complementar e à manutenção de bons hábitos alimentares, são requisitos básicos para o crescimento e desenvolvimento saudável infantil.

Os pesquisadores e cientistas estão cada vez mais seguros de que uma boa nutrição e o cuidado com a saúde nos primeiros 1000 dias têm um papel protetor, que ajuda a garantir um futuro no qual as habilidades cognitivas, motoras e sociais estimularão a saúde e o potencial máximo do adulto.

Cuidados e estímulos

Além da nutrição, no conceito dos “mil dias”, os pais têm papel decisivo na forma como a criança vai se desenvolver, pois eles são o primeiro ambiente do filho. Fora do útero, os primeiros 2 anos são considerados os mais significativos para o desenvolvimento do cérebro: metade do crescimentos cerebral da vida inteira ocorre nesse período, quando a criança passa pelas maiores modificações cognitivas, adquire habilidades motoras mais amplas e tudo isso é mediado pelo ambiente, ou seja, pelos cuidados (atenção, vínculo afetivo seguro, interação) e estímulos dos pais.

Quanto aos estímulos, eles promovem as ligações entre os neurônios, aumentando a capacidade de aprendizado e levando o cérebro a fazer novas conexões. Mas não significa que a criança vai ser alfabetizada aos 4 anos. Na verdade, o melhor é apostar na simplicidade: brincadeiras mais tradicionais que estimulem a imaginação e criatividade, como brincar de tinta, jogar bola, além de ajudá-la a dar os primeiros passos são maneiras de fazer com que isso aconteça.

Enfim, a ciência demonstra que o desenvolvimento na primeira infância é fortalecido pela existência de bons relacionamentos entre o adulto e a criança, elementos fundamentais nesse processo. O desenvolvimento integral é a base para toda a vida.

 

*Com informações do site: primeiros1000dias.com.br

Especialista diz que ampliação do Teste do Pezinho no SUS é necessária e possível 1024 403 Andre

Especialista diz que ampliação do Teste do Pezinho no SUS é necessária e possível

O médico imunologista doutor Antônio Condino Netto, consultor técnico do Laboratório do Instituto Jô Clemente (antiga Apae de São Paulo) defende a importância de se expandir a triagem neonatal ampliada a todos os bebês no Brasil. Ao Mãe Que Ama, o especialista disse que uma ampliação do Teste do Pezinho no SUS, incluindo um número bem maior de doenças do que é realizado hoje é “tecnicamente perfeitamente possível, precisa haver vontade política e investimento e levar a causa a sério”. 

Dr. Condino realizou estudo já aprovado pela Associação Médica Brasileira (AMB) que indica que o Teste do Pezinho para imunodeficiências primárias pode gerar economia de até R$ 3 milhões no custo por paciente. O médico explica que no Brasil, a incidência das Imunodeficiências Primárias é de 1 a cada 30 mil crianças e no mundo varia entre 1 a cada 10 mil e 1 a cada 50 mil. Essa doenças causam infecções graves de repetição de início precoce já no primeiro mês de vida, exigindo múltiplas internações prolongadas, e o diagnóstico tardio leva a sequelas e morte durante o primeiro ano de vida.

O que diz a pesquisa?

Segundo o estudo, uma criança triada, tratada e curada de Imunodeficiência Combinada Severa (SCID), uma das 420 doenças desse grupo, até os três meses de idade representa à medicina privada cerca de R$ 1 milhão em decorrência de todos os procedimentos adotados, que incluem transplante de medula óssea e acompanhamento clínico. Entretanto, se não houver a triagem e, consequentemente, a intervenção clínica adequada, esse custo pode chegar a R$ 4 milhões e com grandes chances de o bebê ir a óbito antes de um ano de vida.

De acordo com o imunologista, o estudo apresentado representa um passo importante para a expansão do acesso ao Teste do Pezinho Ampliado a todos os bebês. Atualmente, a triagem neonatal oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) contempla a análise de somente seis doenças (Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Fibrose Cística, Anemia Falciforme e demais Hemoglobinopatias, Hiperplasia Adrenal Congênita e Deficiência Biotinidase), além da Toxoplasmose Congênita, que foi incluída por lei aprovada recentemente e que ainda está em processo de regulamentação. Já o teste ampliado pode detectar cerca de 50 doenças a partir da análise das mesmas gotinhas de sangue coletadas do calcanhar do recém-nascido, sendo disponibilizado a todos atualmente apenas na rede privada.

Teste do Pezinho Ampliado é possível!

Pelo SUS, a ampliação já é realidade no Distrito Federal, onde foi garantida por lei publicada em 2008, incluindo cerca de 30 tipos de doenças. A capital federal, que já apontou queda nos índices de mortalidade infantil, teve outra lei sancionada em setembro de 2019 e passa agora por uma nova ampliação do procedimento, incluindo as doenças lisossomais e a imunodeficiência combinada grave, aumentando a lista para mais de 40 doenças a serem triadas.

Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul aprovaram lei de ampliação recentemente e estão se preparando para colocar em prática e também fazer gratuitamente o exame, a exemplo do Distrito Federal.

“O estudo que fizemos aqui no Brasil contempla a análise apenas da triagem para imunodeficiências primárias e já identificamos uma economia de R$ 3 milhões por paciente. Imaginamos que se conseguirmos incluir na triagem neonatal em todo o país a detecção precoce de até 50 doenças, tanto as crianças quanto o sistema de saúde serão muito beneficiados”, explica o médico.

De acordo com Condino, os exames de Imunodeficiência Combinada Severa (SCID) e Agamaglobulinemia (Agama) já foram incluídos na tabela da AMB, procedimento apresentado na reunião de atualização do rol da ANS e deve vir uma resposta definitiva até novembro. “Haverá consulta pública e assim fica disponível para particulares e convênios planos de saúde, na saúde complementar que inclui cerca 25% da população, beneficiando algo em torno de 600 mil a 750 mil bebês nascidos no sistema privado de saúde”, conta. Ele diz que existe a expectativa de que esse grupo de doenças seja incluído no Programa Nacional de Triagem Neonatal pelo SUS, mas “está em tramitação na CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) desde 2014, sem respostas devido às várias crises políticas. O ideal seria já termos esse acesso a todas as crianças, especialmente em período de pandemia, que preocupa a todos, principalmente pais e mães dos recém-nascidos. Essa discussão precisa ser feita pelo poder público, porque os pais precisam saber com detalhes as reais condições de saúde de seus filhos”, afirma.

Iniciativas promovem conscientização do poder público e da sociedade civil sobre importância de expandir o acesso da população ao Teste do Pezinho Ampliado:

 

Junho Lilás – O Instituto Jô Clemente (antiga Apae de São Paulo), pioneiro na realização do exame no país, e a União Nacional dos Serviços de Referência em Triagem Neonatal (Unisert) lançaram em 6 de junho, Dia Nacional do Teste do Pezinho, a campanha Junho Lilás, com a hashtag #VamosDarMaisUmPasso. Atualmente, o IJC é responsável pela realização da triagem de 80% dos bebês nascidos na capital paulista e 67% dos recém-nascidos do Estado de São Paulo, por meio do SUS (293 mil) e de maternidades e hospitais privados (103 mil, sendo 28% de testes ampliados). O Laboratório do Instituto Jô Clemente é o maior do Brasil em número de exames realizados e desde a sua implantação triou mais de 16,5 milhões de crianças brasileiras. Somente em 2019, foram triados 395.281 bebês na Instituição, totalizando 2.635.283 exames.

 

Pezinho no Futuro – Organizada pelo Instituto Vidas Raras, a campanha ganhou mais uma fase a partir desse 06 de junho. #EmCasaComPezinhoNoFuturo – Um novo começo, rumo a uma nova história. E todos podem participar desta importante Campanha, basta assinar o formulário no site www.pezinhonofuturo.com.br .   O objetivo é alertar a sociedade e os gestores públicos sobre a importância do exame para o diagnóstico precoce de doenças genéticas raras, acompanhar a situação atual dos testes e resultados e chamar a atenção para a necessidade urgente de ampliação, incluindo uma lista maior de doenças a serem triadas pelo SUS, disponibilizando, assim, o Teste do Pezinho Ampliado para todos os recém-nascidos no Brasil. A Organização Social também está disponibilizando um contato de Whatsapp para quem tem dúvidas sobre o exame ou alguma denúncia a fazer: (11)99790-7080.

Pezinho no Futuro conta com apoio de mais de 50 associações atuantes pela causa das doenças raras em todo o país, além de políticos, influenciadores digitais, personalidades e formadores de opinião. Já recebeu também moções de apoio de entidades como a Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica – SBGM, o Conselho Nacional de Saúde – CNS, e reconhecimento internacional da RDI – Rare Diseases International, aliança global de pessoas com doenças raras, e em reunião de Doenças Raras da ONU.

Compartilhe as informações também em redes sociais e com sua rede de contatos, convidando amigos, familiares para abraçarem essa causa pela vida. O Instituto Vidas Raras também disponibiliza todo o material informativo para divulgação. Interessados podem solicitar pelo e-mail: [email protected] .

 

*Com informações da Assessoria de Comunicação do Instituto Jô Clemente.