Coronavírus: O que pais e responsáveis precisam saber

27 de março de 2020

Coronavírus é uma família de vírus que causa infecções respiratórias, provocando a nova doença chamada de COVID-19. Como nunca tivemos contato com o vírus antes, não temos imunidade.

A doença foi identificada pela primeira vez em dezembro de 2019, em Wuhan, na China.  Em 30 de janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o surto da COVID-19 constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional – o mais alto nível de alerta da Organização, conforme previsto no Regulamento Sanitário Internacional. E em 11 de março de 2020, ela foi caracterizada pela OMS como uma pandemia.

Até o momento, não há vacina nem medicamento antiviral específico para prevenir ou tratar a COVID-19. As pessoas infectadas devem receber cuidados de saúde para aliviar os sintomas. Pessoas com doenças graves devem ser hospitalizadas. A maioria dos pacientes se recupera graças aos cuidados de suporte.

Atualmente, estão sendo investigadas possíveis vacinas e alguns tratamentos medicamentosos específicos, com testes através de ensaios clínicos.

 

Como o vírus se propaga?

Atualmente, a transmissão acontece de uma pessoa doente para outra ou por contato próximo por meio de:

  • Aperto de mão (principal forma de contágio);
  • Gotículas de saliva;
  • Espirro;
  • Tosse;
  • Catarro;
  • Objetos ou superfícies contaminadas, como celulares, mesas, maçanetas, brinquedos, teclados de computador etc.

A OMS está avaliando pesquisas em andamento sobre a maneira como o vírus causador da COVID-19 é disseminado e continuará a compartilhar descobertas atualizadas.

 

Qual o período de incubação do vírus?

O período de incubação é o tempo entre ser infectado pelo vírus e o início dos sintomas da doença. As estimativas atuais variam de 1 a 14 dias, mais frequentemente ao redor de cinco dias. Essas estimativas estão sendo atualizados à medida que mais dados se tornam disponíveis.

 

Posso pegar COVID-19 do meu animal de estimação?

Não. Não há evidências de que animais que fazem companhia ou animais de estimação, como gatos e cães, tenham sido infectados ou possam espalhar o vírus que causa a COVID-19.

 

Quais são os sintomas?

Febre, tosse seca e dificuldade para respirar são os sintomas mais comuns da doença. Um estudo da Academia Americana de Otorrinolaringologia aponta a falta de olfato e de paladar também como sintomas iniciais da Covid-19, que podem se manifestar mesmo em pacientes que não apresentam outros sintomas.

Já espirros e congestão nasal, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não são sintomas comuns em casos da Covid-19, são provavelmente sinais de um resfriado. 

A recomendação dos órgãos oficiais de saúde é ficar em casa e somente procurar um hospital de referência se estiver com falta de ar. Se os sintomas forem de gripe comum, a orientação é ficar em isolamento domiciliar por 14 dias mantendo todos os cuidados.

É possível estar infectado pelo vírus e não desenvolver sintomas e isso vale para as crianças também!

 

E mesmo nesses casos, o vírus pode ser transmitido para outras pessoas. Por isso, é preciso evitar a exposição fora do isolamento de casa. Fique de olho no que deve ser evitado:

 

  • Não chame coleguinhas ou visitas para casa;
  • Não faça visitas, principalmente, a recém-nascidos e pessoas dentro do quadro de maior risco de contaminação;
  • Não saia para parquinhos, playground, ou para qualquer outra atividade externa;
  • Mantenha distância dos idosos que estiverem em casa.

 

Lave sempre as mãos corretamente e ensine as crianças também:

 

  1. Molhe as mãos e depois coloque sabão;
  2. Esfregue bem as duas mãos;
  3. Esfregue as costas das mãos, entre os dedos e debaixo das unhas e polegares;
  4. Lave bem os punhos;
  5. Enxágue com água corrente para tirar o sabão, vírus e bactérias da pele;
  6. Se possível, feche a torneira com um papel ou uma toalha para não se contaminar de novo;
  7. Seque bem as mãos com lenço, empurrando a água para a ponta dos dedos;
  8. Descarte o lenço corretamente.

 

E muito cuidado com a higienização dos produtos que trouxer da rua, como compras de mercado, sacolas etc, inclusive, com você mesmo. Quando precisar sair, adote as medidas preventivas para se proteger do vírus enquanto estiver na rua e ao voltar, antes de ter contato com outras pessoas, retire sapatos, roupas, higienize tudo e, de preferência, tome um banho. Prevenção nunca é demais! 

 

Crianças em casa!

 

A recomendação é ficar em casa, então, se puder e quando puder, aproveite a oportunidade para:

 

  • Incentivá-las a ajudar com as tarefas domésticas de acordo com a idade; 
  • Uma rodada de jogos e brincadeiras; 
  • Valorizar as conversas em família; 
  • Estudar as últimas lições passadas na escola; 
  • Ler livrinhos e criar histórias e brincadeiras divertidas e simples; 
  • Separar brinquedos e roupas que não são mais usados para doação; 
  • Cozinhar receitas divertidas acompanhadas dos pais.

 

Cuidado com Fake News!

 

Diversas são as informações circulando nas redes sociais, então, muito cuidado! É importante buscarmos sempre fontes confiáveis e ficarmos alertas aos comunicados oficiais e aos cuidados recomendados.

 

Converse com as crianças sobre o Coronavírus!

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, elas não estão no grupo mais suscetível ao vírus. Mesmo assim, é necessária a conscientização para proteger os pequenos e evitar espalhar o medo, causando mais ansiedade entre eles. Você pode explicar de forma lúdica, abuse da criatividade.

 

Dica: Pensando nisso, a psicóloga e professora colombiana Manuela Molina criou um tipo de cartilha digital para crianças de 2 a 7 anos, que passa as informações de forma simples e lúdica, com ilustrações coloridas, servindo tanto para os filhos como para os pais. Molina recomenda a impressão das páginas, já que há alguns espaços para as crianças completarem desenhos. O material é bem legal e está disponível aqui. 😉

 

Para saber mais sobre como proteger você e sua família, acesse o site do Ministério da Saúde. Em caso de dúvidas, ligue para o Disque Saúde 136. Atualize-se também pela folha informativa da OPAS/OMS aqui

 

*Com informações da Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde. 

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