Câncer

Câncer infantojuvenil: o que é preciso saber 1024 403 Andre

Câncer infantojuvenil: o que é preciso saber

O câncer infantojuvenil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Diferentemente do câncer do adulto, o câncer infantojuvenil geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Por serem predominantemente de natureza embrionária, tumores na criança e no adolescente são constituídos de células indiferenciadas, o que, geralmente, proporciona melhor resposta aos tratamentos atuais”. (Fonte: Instituto Nacional do Câncer -INCA)

De acordo com o INCA, essa é a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil. A estimativa em 2020 era de 8.460 novos casos. Os sinais muitas vezes podem ser confundidos com sintomas de doenças comuns na infância, por isso a visita ao médico é indispensável para o diagnóstico precoce. 

Segundo o INCA, hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos da doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

Para reforçar a importância do diagnóstico precoce, todo ano o mês de setembro recebe a cor dourada a fim de conscientizar a população sobre a atenção necessária à doença.

Mãe Que Ama Entrevista

 

Entrevistamos a Dra. Myrna Campagnoli, endocrinologista pediatra do Delboni Auriemo. Ela explica sobre o câncer infantojuvenil e destaca a observação da família sobre sinais físicos e comportamentais da criança e o acompanhamento regular do pediatra como sendo as informações mais importantes que todos devem saber sobre o assunto. Confira!

MQA: Qual faixa etária é acometida pelo câncer infanto-juvenil e quais as particularidades que as diferem da doença nos adultos?

Dra. Myrna Campagnoli: O câncer na infância e adolescência pode acometer todas as faixas etárias em ambos os sexos. Existem tumores mais frequentes na primeira infância como o Tumor de wilms (renal) e outros mais frequentes na adolescência, como o osteossarcoma (tumor ósseo), entretanto, todos esses tumores podem surgir durante todo o período da infância e adolescência. Na maior parte dos tumores não há diferenças entre sintomas e sinais apresentados nas crianças e adolescentes em relação aos adultos. E infelizmente, em relação a gravidade ou agressividade da doença também não. O crescimento e desenvolvimento puberal, por serem exclusivos desta faixa etária podem estar acometidos em alguns tumores do sistema nervoso central e órgãos genitais, o que não acontecerá no adulto. Aliás, este é um motivo frequente de procura por consultas pediátricas (alterações de crescimento e puberdade, e algumas vezes somos surpreendidos com o diagnóstico de tumores como causa dessas alterações).

 

MQA: Quais são os tipos mais comuns?

Dra. Myrna Campagnoli: Sem dúvidas, a Leucemia é o câncer mais frequente na infância e adolescência.

 

MQA: O que todos precisam saber sobre o assunto?

Dra. Myrna Campagnoli: É muito importante a observação da família sobre sinais físicos e comportamentais da criança e o acompanhamento regular do pediatra a fim de realizar a avaliação clínica e laboratorial de rotina. Com o acompanhamento, o pediatra pode identificar precocemente alterações no padrão de crescimento e desenvolvimento da criança e assim, iniciar uma busca ativa de forma mais precoce.

 

MQA: Quais os principais sinais de alerta que os pais e familiares devem saber e observar? Quando desconfiar de fato e buscar um possível diagnóstico?

Dra. Myrna Campagnoli: Os sinais da doença geralmente podem ser confundidos com sintomas de doenças comuns na infância, por isso a visita ao médico é indispensável. Na leucemia, a criança apresenta imunidade baixa e está sujeita a infecções, com uma aparência pálida, sangramentos e dores ósseas. No retinoblastoma, os sinais são o embranquecimento da pupila quando exposta à luz, sensibilidade exagerada à iluminação e, ainda, estrabismo. Acomete geralmente crianças com menos de três anos. Já o tumor de Wilms e o neuroblastoma podem aumentar o volume do abdome. O osteossarcoma, por sua vez, se manifesta frequentemente em adolescentes, com a formação de massa e dor nos ossos. Por fim, o tumor do sistema nervoso central tem como sintomas vômitos, dor de cabeça, alterações motora e comportamental e paralisia dos nervos.

 

MQA: Qual o caminho para o diagnóstico precoce e correto?

Dra. Myrna Campagnoli: O acompanhamento regular com o pediatra e a observação no dia a dia dos pais, cuidadores e da escola. Assim, toda e qualquer alteração será percebida, sendo possível o diagnóstico precoce. Mudanças pequenas como alterações de equilíbrio, piora da acuidade visual e auditiva, dores de cabeça frequentes, mudanças no hábito intestinal, presença de hematomas (roxos), caroços no pescoço, desaceleração do crescimento, dentre outras devem ser conversadas com o pediatra.

 

MQA: Quais os tratamentos disponíveis e as expectativas de cura?

Dra. Myrna Campagnoli: O diagnóstico e tratamento do câncer, em qualquer faixa etária inclusive na infância, depende da localização do tumor, do tipo de tumor e do estadiamento do mesmo (estadiamento é o estágio de desenvolvimento da doença). O monitoramento e tratamento da doença são essenciais para garantir o bem-estar e a qualidade de vida do paciente. Cada criança ou adolescente deve receber o tratamento – quimioterapia, radioterapia ou cirurgia – em centros especializados. Porém, cada tumor tem um tratamento específico, de acordo com o indivíduo e o estágio de desenvolvimento da doença. A expectativa de cura também depende destes fatores, associados a fatores individuais de resposta ao tratamento.

 

Para saber mais, acesse o site do Instituto Nacional do Câncer -INCA e converse sempre com um médico especialista. Fique sempre atento aos sinais! A informação correta e o diagnóstico precoce podem salvar muitas vidas! 😉

Câncer de mama: entenda e previna-se! 1024 184 Andre
cancer de mama

Câncer de mama: entenda e previna-se!

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor maligno. Esse é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres na maior parte do mundo, sendo estimados, de acordo com as últimas estatísticas mundiais do Globocan 2018 (BRAY, 2018), 2,1 milhões de casos novos de câncer e 627 mil óbitos pela doença por ano.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa de novos casos em 2020 é de 66.280

Há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido enquanto outros são mais lentos.

E os casos em homens?

Homens normalmente não têm as mamas desenvolvidas, porém, tal como as mulheres, possuem tecido mamário e podem desenvolver câncer nessa região, mas os casos são raros: apenas 1% de todos os cânceres de mama. Por ser raro, o câncer de mama em homens é menos estudado e normalmente abordado segundo as condutas preconizadas para as mulheres.

 

Fatores de risco

O câncer de mama não tem somente uma causa. A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos). Outros fatores que aumentam o risco da doença são:

• Obesidade e sobrepeso;
Sedentarismo (não fazer exercícios);
Consumo de bebida alcoólica;
Menstruação precoce (antes de 12 anos);
Menopausa tardia (após 55 anos);
Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X);
Não ter tido filhos;
Primeira gravidez após os 30 anos;
Não ter amamentado;
Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona);
Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos;
Fatores genéticos e hereditários (risco elevado) – História familiar de câncer de ovário; Casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos; História familiar de câncer de mama em homens; Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.

 

Sinais e sintomas

É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.
Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são:

Caroço (nódulo) fixo, endurecido e geralmente indolor;
Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
Alterações no bico do peito (mamilo);
Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
Saída espontânea de líquido dos mamilos.

Ao serem identificadas alterações persistentes nas mamas, é importante procurar imediatamente um serviço médico para avaliação diagnóstica.

 

Diagnóstico precoce

Realizar o autoexame e rotineiramente procurar um médico para exames como a mamografia, são essenciais e fortemente frisados em campanhas de conscientização da doença. Isso porque o câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura. Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres, por meio do autoexame.
Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas.
Mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas.
Mulheres com risco elevado para câncer de mama devem conversar com seu médico para avaliação do risco para decidir a conduta a ser adotada.

 

Tratamento

Após os exames de imagem (mamografia, ressonância magnética, ecografia entre outros) identificarem uma alteração suspeita de câncer de mama, é necessário coletar parte do tecido da mama para uma biópsia, na qual serão identificadas as células tumorosas ou não.  Após todo o estudo do caso por parte da equipe médica, será definido o tratamento apropriado e o prognóstico do paciente.
Os tratamentos são divididos entre terapia local (cirurgia total ou parcial, radioterapia) e terapia sistêmica (quimioterapia, hormonioterapia, imunoterapia).

 

Prevenção

Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como a prática de atividade física regular, uma alimentação saudável, um peso corporal adequado, não consumir bebidas alcoólicas, amamentação. Além dos hábitos saudáveis, a realização periódica de exames de rastreamento também é uma forma importante de prevenção e permite um diagnóstico precoce.

 

Faça a mamografia!

A maioria das mulheres deve começar a fazer mamografias anualmente após os 50 anos, mas para quem tem histórico familiar de câncer de mama, o exame deve começar 10 antes do caso mais precoce na família. Assim, se um parente próximo teve esse tipo de câncer aos 40, é preciso começar a fazer mamografias anualmente a partir dos 30 anos.

*Com informações do INCA – Instituto Nacional de Câncer – Ministério da Saúde.

 

Câncer do colo do útero: prevenção é o melhor remédio 1024 184 Andre

Câncer do colo do útero: prevenção é o melhor remédio

Também conhecido por câncer cervical, o câncer do colo do útero é um dos possíveis resultados da infecção pelo papilomavírus humano (HPV). Esse vírus é tão comum na humanidade que a grande maioria das pessoas sexualmente ativas o possuem. Porém, ele, na maioria das vezes, é assintomático. Ou seja, não apresenta sintomas ou problema algum.

Quando se manifesta maleficamente, o câncer é justamente uma das piores formas. A infecção traz lesões ao colo do útero, a parte mais inferior do útero, como podemos ver na ilustração abaixo:

No começo, o câncer é uma doença silenciosa. Normalmente quando os sintomas aparecem ele já está em estágio avançado.

Sintomas do câncer do colo do útero

· Sangramento vaginal fora da menstruação e sem motivo
· Corrimento alterado
· Sangramento pós sexo
· Dor pélvica
· Fadiga
· Náusea
· Perda de peso
· Sensação de pressão no fundo da barriga

Se não tratado, ele pode evoluir para um carcinoma invasor do colo uterino, sendo fatal.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o cervical é o 3º tipo de tumor mais frequente nas brasileiras, perdendo apenas para o de Mama (1º) e o Colorretal (2º), sendo a 4º maior causa de óbito entre todos os cânceres. Só no ano de 2018 há a estimativa de que surgirão mais de 16 mil casos da doença no Brasil.

Diagnóstico

Mas temos boas notícias também! Este câncer é muito fácil de evitar. O exame preventivo é o Papanicolau. Que é disponível na rede pública. Segundo as Diretrizes Brasileiras Para o Rastreamento do Câncer de Colo de Útero, ele deve ser realizado em “(…) mulheres de 25 a 60 anos de idade, uma vez por ano e, após dois exames anuais consecutivos negativos, a cada três anos.”. Este exame serve para detectar a presença das lesões pré-cancerosas.

Ou seja, não detecta o câncer em si porque ele ainda nem apareceu. Porém, constata o pré-requisito que pode evoluir para o tumor. No caso de aparição de qualquer resultado incomum neste primeiro exame, um segundo pode ser feito para detectar células cancerígenas.

Tratamento

Em caso positivo para câncer, o tratamento de radioterapia e quimioterapia é iniciado. Contudo, em alguns casos, eles não são o suficiente e só a cirurgia pode salvar a vida da mulher.

Neste caso, existem 2 tipos de procedimentos: o de retirada do tumor e o de retirada do útero.  Se a mulher não deseja ter filhos, o impacto é menor. Mas se ela planejava engravidar, há uma situação bem séria.

Nesses casos, o médico acompanha de perto os resultados da radio e quimio. Se eles forem satisfatórios, a mulher pode engravidar depois do término do tratamento. Infelizmente, nos casos de inevitabilidade da retirada do útero, mesmo se a mulher quiser engravidar, isso não será possível.

Grupo de Risco

Fazem parte do grupo de risco mulheres com:

· Parceiros sexuais sem proteção
· Multiparidade
· Histórico de DSTs além do HPV, como a gonorreia e a clamídia
· Tabagismo
· Primeira relação sexual muito cedo
· Uso prolongado de anticoncepcional oral
· Idade entre 40 e 60 anos

Por mais assustador que essa doença possa parecer, se todas as recomendações médicas e prevenções forem respeitadas, as chances da mulher de ver livre de problemas é praticamente certa.

Sentiu falta de alguma coisa? Ficou com alguma dúvida? Manda pra gente, comente, que a gente responde!

E não deixe de acompanhar o Mãe Que Ama para mais informações de qualidade.

Saiba mais sobre câncer de mama na gestação 1024 184 Andre

Saiba mais sobre câncer de mama na gestação

Faz alguns dias que a Campanha Outubro Rosa começou. Sucesso no Brasil e no mundo, ela tem como missão dedicar um mês inteiro para a conscientização do autoexame de toque nas mamas atrás de cistos e a importância da prevenção precoce da doença que pode ser mortal. Quanto mais cedo ela é diagnosticada, maiores são as chances de um tratamento bem sucedido.

Entretanto, esse diagnóstico é mais difícil durante a gravidez. Essa dificuldade existe porque nesse período as mamas sofrem as alterações naturais da nova condição: ficam mais densas, doloridas e incham bastante. A mulher, então, pode não perceber o surgimento de caroços na região. Nesses casos o autoexame citado acima não é recomendado por ser inconclusivo. O que pode ser feito é um ultrassom, pois, não utiliza radiação ionizante. A mamografia até pode ser feita também, desde que aja um avental de chumbo para proteger a barriga da grávida.

Diagnóstico do câncer de mama na gestação

Em caso de indício positivo nesses exames, uma biópsia é feita para confirmar o diagnóstico. Caso o cancro seja confirmado, um tratamento cirúrgico é iniciado. A quimioterapia não é utilizada nos três primeiros meses de gestação por conta do feto ainda estar em seu estágio crítico de desenvolvimento, porém, após esse tempo, ela poderá ser aplicada. Já a radioterapia, por causa da radiação, é completamente vetada durante a gestação, podendo causar efeitos colaterais à criança, sendo aplicada somente depois do parto. Hormonioterapia e terapia-alvo também estão fora de questão antes da mãe dar à luz.

A notícia do diagnóstico

Pois é, receber uma notícia que você porta um câncer é sempre doloroso e pesado. Ainda mais quando isso acontece durante a gravidez, um momento que deveria ser marcado apenas pela alegria da chegada de uma nova vida. Fique atenta, vá a todas as consultas, converse e faça perguntas ao seu médico. Hoje há tratamentos menos agressivos tanto para a mãe quanto para o feto. Além do que, câncer na gestação é raro, embora a tendência seja o aumento já que cada vez mais as mulheres estão optando por terem seus filhos cada vez mais tarde. E a incidência dessa doença aumenta paulatinamente à medida que essas mulheres envelhecem.

Conte com o portal Mãe que Ama para sanar dúvidas, obter fontes de informação gestacional e neonatal.