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Gestação: Semanas x Meses 1024 403 Andre

Gestação: Semanas x Meses

Você sempre soube que a gravidez durava nove meses e aí quando descobre que ela pode ir até 40/41 semanas, faz as contas e pronto, já começam as dúvidas. Mas calma, vamos entender. Para acompanhar com mais precisão as evoluções do bebê, até porque os meses não têm a mesma duração, a idade gestacional é contada em semanas e o ideal é que a gestação dure de 37 a 40 semanas, respeitando o tempo do bebê nascer.

Entre os médicos, essa contagem é bem simples, mas é muito comum que ela deixe mamães, papais e muita gente na dúvida na hora de relacionar com o tempo de gravidez correspondente em meses. Por isso, nós preparamos uma tabela, de acordo com a Caderneta da Gestante do Ministério da Saúde, para te ajudar a descomplicar essa relação entre semanas e meses correspondentes ao tempo de gravidez. Confira!

Amor além do “mamá”… 1024 184 Andre

Amor além do “mamá”…

Veja o depoimento da mãe Verônica Stasiak

 

A amamentação é um processo natural, mas para ser possível e confortável envolve muitas coisas. A história da Verônica Stasiak, 32 anos, psicóloga, mãe da Helena, de 8 meses, é inspiradora e também nos mostra que o amor vai muito além das mamadas e da forma como elas acontecem. Veja o depoimento completo:


“Amamentei Helena durante 6 meses e 3 dias. Foram dias intensamente incríveis, de uma conexão tremenda e um amor absurdo. Certamente, o mesmo sentimento que minha mãe vivenciou ao me alimentar com fórmula, ou minha sogra quando oferecia a mamadeira para meu esposo. O amor não está ligado somente ao seio ou à mamadeira. Amor é amor e ponto. É inquestionável, portanto, o poder e a importância do leite materno, cuja amamentação deve ser estimulada durante no mínimo seis meses de maneira exclusiva, em livre demanda, se assim for da condição e vontade da mãe. E essas são decisões que devem ser respeitadas, tanto no âmbito emocional quanto de saúde.

Minha gestação foi de alto risco. Tenho uma doença genética chamada Fibrose Cística, que torna toda a secreção do organismo mais espessa que o normal, desencadeando pneumonias, dificuldade para ganhar peso e estatura, tosse crônica, entre outras graves complicações. Foram 23 anos de muitas idas e vindas de hospitais, centros cirúrgicos e UTIs até a chegada do diagnóstico correto.
Helena foi planejada, desejada, sonhada e batalhada. Quase 5 anos de preparo, cuidado intenso, inúmeras intercorrências pulmonares e outras como NIC III, duas cirurgias no útero, neuralgia intercostal durante a gestação e fratura de 4 costelas na 32ª semana de gravidez.

Amamentação era um sonho, que foi dividido com meu esposo, e juntos nos preparamos para este momento. Estudamos, fizemos cursos, e juntos seguimos (com o incondicional apoio do pediatra!) durante 6 meses e 3 dias, até que minha saúde precisou de cuidados mais intensos e as medicações tornaram-se incompatíveis.

Sofri e chorei na última mamada, onde, no dia 14 de Junho de 2019, Helena tomou seu último mamá no peito, e seu primeiro na mamadeira, dado com amor pelo seu pai, antes de dormir.
E hoje seguimos nós quatro, eu, ela, papai e mamadeira, num quarteto de amor e alimentação, tal qual deve ser. Amei amamentar, me realizei como mãe e mulher. Minha saúde foi importantíssima para a saúde da minha filha e isto, no meu caso, teve um peso absurdo.

Eu entendo todas as mães e cada dor e lágrima escorrida às 3h da manhã, afinal de contas, nem tudo são flores quando um bebê quer mamar a cada 40 minutos…
Ao mesmo tempo, me chateio e não entendo pitacos e super-dicas de quem não está na nossa pele, e admiro cada mãe que briga veementemente por seus ideais e pelo bem de seus filhos. Me compadeço daquelas que sonharam e não conseguiram, seja lá por qual motivo for. Algumas por falta de informação, outras por falta de apoio, outras de bico, outras de pega… Ninguém será mais ou menos mãe por ter ou não ter conseguido amamentar.

Somos mães, e isso ninguém tira. Nosso amor é incondicional.

Agradeço a oportunidade que tive de amamentar Helena durante o período que pude, e sigo amando nutri-la hoje, com muito amor, carinho, comidinhas e fórmula na mamadeira.

Se você pode e consegue, siga em frente. Leite materno é líquido dos deuses ❤”.

 

Verônica Stasiak Bednarczuk de Oliveira, 32 anos, psicóloga, mãe da Helena, 8 meses. Fundadora e diretora do Unidos pela Vida – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística.
Contato: veronica@unidospelavida.org.br

O que são manchas mongólicas? 1024 184 Andre

O que são manchas mongólicas?

O nome faz menção aos mongóis, um grupo étnico que habitava a Ásia Central. No corpo, as manchas mongólicas são caracterizadas por manchas de coloração marrom azulada ou arroxeada, parecidas com hematomas, devido à acumulação irregular das células que produzem a melanina – pigmento responsável por dar cor para a nossa pele. Elas surgem em função da miscigenação, ou seja, da mistura de raças e de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, são frequentes em toda a população da América Latina, ocorrendo em 10% dos brancos, 40% dos latinos, 80% dos negros e 90% dos orientais.

 

Onde aparecem?

Os locais mais comuns onde elas aparecem são a parte inferior da coluna, o bumbum ou ainda costas e pernas do bebê recém-nascido, podendo variar de tamanho e pigmento.

 

Precisa de tratamento?

Papais e mamães podem ficar despreocupados, pois as manchas mongólicas são benignas e transitórias, ou seja, não representam problema de saúde e costumam desaparecer por volta dos 2 anos de idade, sem a necessidade de tratamento. No entanto, é sempre importante proteger a pele do bebê com protetor solar sempre que ele estiver exposto ao sol.

 

Quando desaparecem?

As manchas mongólicas desaparecem aos poucos, ficando cada vez mais claras conforme o crescimento do bebê. Algumas áreas podem clarear mais rapidamente que as outras, mas uma vez que já estão mais claras, elas não voltarão a ficar escuras novamente. Os pais e pediatras podem tirar fotos para avaliar a cor da mancha na pele do bebê e comparar com o passar dos meses.
Apesar de na maioria das vezes as manchas mongólicas desaparecerem até os 2 anos de idade, elas podem persistir até a vida adulta e, neste caso, são denominadas Manchas Mongólicas Persistentes, e podem acometer outras áreas do corpo como rosto, braços, mãos e pés.

 

Importante!

A gente sempre fala, mas é importante reforçar que o acompanhamento com o pediatra deve acontecer periodicamente e é insubstituível. E que casos de manchas muito extensas no corpo inteiro, acompanhadas de outros sintomas, como problemas de desenvolvimento, devem ser investigados por especialistas médicos sempre!

 

Dia das Mães 1024 184 Andre

Dia das Mães

A Carmem é mãe. Tem dois filhos e uma história marcada pela Pré-eclâmpsia e Síndrome de Hellp, mas que ganhou cores, com um lindo arco-íris. Conheça e inspire-se! A informação pode salvar vidas.

Mãe Que Ama deseja a todas as mamães muitos e bons momentos com seus filhos, repletos de saúde, ensinamentos e amor!

Agradecimentos especiais:

– À mamãe Carmem, ao papai Pedro e a Manu que nos receberam em sua casa para a gravação deste depoimento.

– À Andreia Gonçalves, moderadora do Grupo do Facebook “Vencendo a Pré Eclâmpsia”, que nos apresentou essa história.

 

Feliz Dia das Mães!

www.maequeama.com.br

Gripe ou resfriado? Entenda a diferença 1024 184 Andre

Gripe ou resfriado? Entenda a diferença

Sintomas como nariz entupido, espirros, dores de cabeça e dores no corpo podem caracterizar a gripe ou resfriado.

A gripe ou Influenza é uma infecção aguda do sistema respiratório provocada pelo vírus da influenza, com grande potencial de transmissão. Geralmente é caracterizada por febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios como a tosse e outros tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos apresentam evolução com complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar, principalmente nos grupos de alto risco, como pessoas com mais de 60 anos, crianças menores de cinco anos, gestantes e doentes crônicos.

O resfriado também é uma doença respiratória que é frequentemente confundida com a gripe, mas é causado por vírus diferentes. Nesses casos, os sintomas, apesar de parecidos com os da gripe, são mais brandos e duram menos tempo, entre dois e quatro dias e incluem tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A ocorrência de febre é menos comum e, quando presente, é em temperaturas baixas.

 

H1N1

A gripe H1N1, comumente chamada de gripe suína, é provocada pelo vírus H1N1. Ele é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da gripe suína, que infectaram porcos simultaneamente. Ela requer cuidados especiais, pois a pessoa apresenta febre alta, acima de 38 ou 39 graus, de início repentino, dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e ausência de apetite. Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia. A gripe H1N1 se dá pelo contato direto com os animais ou com objetos contaminados e de pessoa para pessoa, por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias.

 

Como evitar gripes e resfriados?

Para evitar pegar doenças respiratórias, seja gripe ou resfriado, é bom sempre manter alguns hábitos de higiene como lavar as mãos, utilizar lenço descartável para limpar o nariz, não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas, manter os ambientes bem ventilados e evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe. É fundamental também cobrir o nariz ao tossir e espirrar. Mas não use a mão para isso. Cubra o rosto com área interna entre o braço e o antebraço, onde fica o cotovelo. Assim, você evita tocar em objetos com as mãos cheias de vírus que podem contaminar outras pessoas.

 

Vacinação contra gripe

A vacinação é uma das melhores formas de proteção contra a gripe. O Sistema Único de Saúde (SUS) concede de forma gratuita a vacina que protege contra os tipos A e B do vírus. Ela é segura e é a intervenção mais importante para evitar casos graves e mortes pela doença.
A vacina trivalente protege contra três tipos do vírus influenza. Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, o ideal é realizar a imunização antes do início do inverno, que começa em junho. O período de maior circulação da gripe vai do final de maio até agosto.

A vacina contra gripe não está na rotina do Calendário Nacional de Saúde. Trata-se de uma vacina de campanha, ou seja, ocorre somente em um período específico. Por isso, todos os anos, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, promove a Campanha Nacional de Vacinação. Neste período, é ofertada gratuitamente em todo o país, a vacina para grupos prioritários, formados por públicos mais suscetíveis a desenvolver a forma grave da doença.

 

IMPORTANTE: Crianças menores de seis meses e pessoas com alergia severa a ovo são contraindicadas para se vacinarem contra a influenza.

Os grupos prioritários a serem vacinados de acordo com recomendações do Ministério da Saúde são:

• Crianças de 6 meses a menores de 5 anos;
• Gestantes;
• Puérperas (até 45 dias após o parto);
• Trabalhadores de saúde;
• Povos indígenas;
• Indivíduos com 60 anos ou mais de idade;
• População privada de liberdade;
• Funcionários do sistema prisional;
• Professores da rede pública e privada;
• Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis;
• Pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias).

O site do Ministério da Saúde tem mais informações sobre a gripe e as campanhas de vacinação. Informe-se e previna-se! 😉

Meningite: entenda a doença 1024 184 Andre

Meningite: entenda a doença

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por diversos agentes infecciosos ou também por processos não infecciosos como, por exemplo, medicamentos e neoplasias.
Segundo o Ministério da Saúde, entre os agentes infecciosos, as meningites bacterianas e virais são as mais importantes do ponto de vista da saúde pública e clínico, devido a sua magnitude, capacidade de causar surtos e, no caso da meningite bacteriana, a gravidade.
No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais. A ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono-inverno, e das virais na primavera-verão.
Todas as faixas etárias podem ser acometidas pela doença, porém o maior risco está entre as crianças menores de 5 anos, especialmente as menores de 1 ano de idade.

 

Causas

A meningite de origem infecciosa pode ser causada por diferentes agentes, como as bactérias, os vírus, os fungos e os parasitas.

 

Como a meningite é transmitida?

Na meningite bacteriana, geralmente, a transmissão é de pessoa a pessoa, por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Já na meningite viral, a transmissão fecal-oral é de grande importância.

 

Sintomas

Os sintomas da meningite incluem início súbito de febre, dor de cabeça e rigidez do pescoço, mal estar, náusea, vômito, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz), confusão mental, entre outras manifestações dependendo do tipo da doença.
Em geral, o quadro clínico é grave, por isso o atendimento médico deve ser o mais rápido possível, para identificar o tipo de meningite e o melhor tratamento o quanto antes.

 

Diagnóstico e tratamento

Se o médico suspeita de meningite, ele solicita a coleta de amostras de sangue e líquido cerebroespinhal (líquor). O laboratório então testa as amostras para detectar o agente que está causando a infecção. A identificação específica do agente é importante para o médico saber exatamente como deve tratar a infecção.
O aspecto do líquor, embora não considerado um exame, funciona como um indicativo. O líquor normal é límpido e incolor, como “água de rocha”. Nos processos infecciosos, ocorre o aumento de elementos figurados (células), causando turvação, cuja intensidade varia de acordo com a quantidade e o tipo desses elementos.

A maioria dos casos de meningite evoluem para cura, mas é preciso um acompanhamento médico e tratamento adequado, que vai depender da causa. E também dependendo do agente causador e da gravidade, em alguns casos, podem ocorrer sequelas como: surdez, crises de epilepsia, danos cerebrais, amputação de membros, dificuldades de aprendizagem, além de problemas comportamentais.

 

Como prevenir?

As vacinas estão disponíveis para prevenção das principais causas de meningite bacteriana. As vacinas disponíveis no calendário de vacinação da criança do Programa Nacional de Imunização são:
• Vacina meningocócica conjugada sorogrupo C: protege contra a Doença Meningocócica causada pelo sorogrupo C;
• Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite;
• Pentavalente: protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae sorotipo b, como meningite, e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B;
• BCG: protege contra as formas graves da tuberculose.

 

Saiba mais sobre os tipos de meningite no Portal do Ministério da Saúde.

 

*Fonte: Ministério da Saúde

Trombofilia e os riscos para a gravidez 1024 184 Andre

Trombofilia e os riscos para a gravidez

A trombofilia é uma tendência de que o sangue forme trombos, ou seja, acontece quando há maior facilidade para formar coágulos de sangue, aumentando o risco de obstrução dos vasos sanguíneos e, assim, complicações como trombose venosa, AVC ou embolia pulmonar, por exemplo.

Os coágulos formados pela trombofilia surgem porque as enzimas do sangue, que fazem a coagulação, deixam de funcionar corretamente. Isso pode acontecer devido a causas hereditárias, pela genética, ou acontecer por causas adquiridas ao longo da vida, como por gravidez, obesidade ou câncer, e as chances também podem aumentar pelo uso de medicamentos, como anticoncepcionais orais. Pessoas com esta condição normalmente apresentam inchaço no corpo, inflamação das pernas ou sensação de falta de ar.

 

Trombofilia na gravidez

A gravidez em si é um fator de risco para a formação de trombos e a possibilidade de um entupimento requer atenção médica e um tratamento durante toda a gestação. Segundo o Ministério da Saúde, grávidas são até cinco vezes mais propensas a sofrer com trombofilia.

Como o sangue fica mais espesso, pode haver entupimento tanto das veias da mãe como obstrução da circulação do sangue que vai para a placenta. O risco do quadro varia muito. Elas podem apresentar desde inchaço e alterações na pele, trombose nas pernas e outros membros, até situações mais graves, como o desprendimento da placenta, pré-eclâmpsia, redução do crescimento fetal, parto prematuro, aborto e tromboembolismo (quando as artérias ou veias do pulmão ficam obstruídas), quadro que pode levar a óbito.

 

 

Sintomas

Muitas vezes essa condição é assintomática, mas um dos sinais de alerta é o inchaço repentino. Aquelas gestantes que têm pré-eclâmpsia antes de 34 semanas de gravidez também devem ficar atentas. Outro sinal de alerta é quando a barriga da mãe cresce pouco, já que o bebê não se desenvolve como esperado. Em manifestações específicas, os principais sintomas são:

– Trombose venosa profunda: Inchaço de alguma parte do corpo, principalmente as pernas, que ficam inflamadas, vermelhas e quentes;
– Embolia pulmonar: Intensa falta de ar e dificuldade para respirar;
– AVC: Perda súbita de movimentos, da fala ou da visão, por exemplo;
– Trombose na placenta ou cordão umbilical: Abortos de repetição, parto prematuro e complicações na gravidez, como pré-eclâmpsia e eclâmpsia.

 

Diagnóstico

A trombofilia pode ser diagnosticada a partir da suspeita do médico clínico geral ou hematologista pela história clínica e familiar de cada pessoa, que pode pedir alguns exames como hemograma, dosagem de glicemia e colesterol, para confirmar e indicar o melhor tratamento. Quando há suspeita de trombofilia hereditária, principalmente quando os sintomas podem ser repetitivos, além destes exames, são solicitadas as dosagens de enzimas da coagulação do sangue, para avaliar seus níveis.

 

Cuidados e tratamento

A gestante deve ficar ainda mais atenta à balança e praticar atividades físicas com regularidade. Quanto mais avançada a idade da mulher, maior é o risco de trombofilia.

Se for viajar de avião, os exames do bebê têm de estar normais e, mesmo assim, os médicos só costumam liberar trajetos mais curtos, com duração máxima de 4 horas. Nesse período, é importante que a grávida se mantenha bem hidratada e tente se mexer durante o voo. No dia a dia, devem ser tomadas outras precauções gerais, como uso de meias elásticas, controle clínico e obstétrico regular.

De acordo com o histórico pessoal e familiar, e com os resultados dos exames de trombofilia, pode ser necessário uso de heparina e/ou ácido acetilsalicílico, entre outros medicamentos.

O tratamento também é feito com anticoagulante injetável: a aplicação diária de injeções de enoxaparina, princípio ativo que freia a coagulação. Elas são administradas em casa, pela própria mulher ou familiares, na barriga ou na parte interior da perna, e a dose pode variar de acordo com as situações e recomendações médicas para cada caso.

Vale destacar: mesmo com o tratamento, a gestação de grávidas com trombofilia é sempre de alto risco. Por isso, é preciso fazer um pré-natal rigoroso, acompanhando bem de perto tanto a saúde da mãe como a do bebê.

Autismo e inclusão: Histórias que inspiram 1024 184 Andre

Autismo e inclusão: Histórias que inspiram

Empatia, atitude, afeto. Essas são palavras que transformam o mundo para todos, diferentes ou não, em algo sempre especial e melhor, não é mesmo, mamães?

 

02 de abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo e reunimos aqui alguns exemplos reais dessa transformação social como inspiração.

 

Veja nos links abaixo:

 

Um cabeleireiro que deita no chão para cortar o cabelo de criança autista;

Um analista de suporte que cria menu personalizado para ajudar uma mãe angustiada a acalmar seu filho;

E a realização de um jovem autista graduado em Medicina;

 

Lindas e inspiradoras histórias, não acham?

Ou seja, é possível!

Como cuidar do umbigo do recém-nascido? 1024 184 Andre

Como cuidar do umbigo do recém-nascido?

O cordão umbilical é responsável por unir o bebê à mãe e, por meio dele, o pequeno recebe sangue, oxigênio e nutrientes necessários para se desenvolver. Tradicionalmente, os obstetras fazem o corte dessa estrutura assim que a criança nasce e um pequena porção do cordão umbilical permanece após o parto, o chamado “coto umbilical”.

Quando os bebês saem da maternidade, o coto umbilical geralmente não caiu ainda, assim a responsabilidade com os cuidados é dos pais. Ele costuma cair até 10 dias do nascimento e os cuidados são simples e muito importantes para evitar uma possível infecção.

 

O que fazer?

• Lave o umbigo do bebê normalmente no banho com água e sabão. Após o banho, seque bem com uma toalha;
• Pegue uma gaze ou algodão embebido em álcool 70% e limpe em volta, ao redor do umbigo, em movimentos circulares em toda sua extensão. Limpe bem para remover todos os resíduos que podem ter se acumulado lá. Pode ocorrer algum sangramento mínimo e saída de algumas casquinhas do coto, mas não se preocupe em machucar seu bebê, pois não há terminações nervosas no coto umbilical;
• Depois dessa limpeza, aplique o cotonete embebido em álcool 70% em volta do coto, fazendo novamente movimentos circulares;
• Importante deixar o coto umbilical para fora da fralda para evitar proliferação de bactérias.
• Alguns pais tentam cobrir a área umbilical com moedas, bandagens ou lenços para o umbigo ficar para dentro, mas, segundo os pediatras, nada disso é recomendado. Esse procedimento não funciona e pode irritar a área ainda mais.

Atenção!

Se você notar um cheiro desagradável saindo do coto ou secreção amarelada ou mesmo um aumento da vermelhidão ao redor da área, procure o pediatra para avaliação. Pode ser uma infecção.

*Com informações do Pediatria descomplicada.

Vacina BCG tem efeito mesmo sem formar a marquinha no braço 1024 184 Andre

Vacina BCG tem efeito mesmo sem formar a marquinha no braço

A vacina contra tuberculose, conhecida como BCG, que geralmente deixa uma cicatriz no braço da criança, tem efeito mesmo sem formar essa marquinha, sabia? A reaplicação, que antes era indicada nas unidades de saúde caso a criança não tivesse a reação no braço, deixou de ser recomendada recentemente pelo Ministério da Saúde após estudos de comprovação da eficácia da BCG mesmo nos casos que não ficam a cicatriz. A nova recomendação do Ministério da Saúde foi divulgada no mês passado e está alinhada com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Comitê Técnico Assessor de Imunizações (CTAI).

Segundo a coordenadora do Programa Nacional de imunizações, Carla Domingues, essa medida vai facilitar ainda mais o calendário de vacinação das crianças que conta, atualmente, com 14 vacinas, diminuindo uma dose que não traria benefícios adicionais para ela.

A vacina BCG é ofertada gratuitamente no SUS e trata-se da principal maneira de prevenir a tuberculose em crianças. Ela é indicada logo após o nascimento, ainda nas maternidades, ou na primeira visita da criança no serviço de saúde, ou seja, o mais precocemente possível. Essa vacina também está disponível na rotina dos serviços para crianças menores de cinco anos de idade.

Apenas uma dose é necessária para proteger das formas mais graves da doença, mesmo na ausência da cicatriz, que aparece na maioria dos casos como reação característica e esperada e tem até 1cm de diâmetro. A resposta à vacina demora cerca de três meses (12 semanas), podendo se prolongar por até seis meses (24 semanas), e começa com uma mancha vermelha elevada no local da aplicação, evolui para pequena úlcera, que produz secreção até que vai cicatrizando.

É importante não colocar produtos, medicamentos ou curativos, pois trata-se de uma resposta esperada e normal à vacina.

E, reforçando a recomendação atual: se essa reação não acontecer, não há motivo para preocupação, pois a criança estará protegida contra a doença. 😉

*Com informações do portal do Ministério da Saúde.