Teste do Pezinho no SUS terá análise para Toxoplasmose Congênita

9 de março de 2020

O Ministério da Saúde anunciou na quinta-feira, 05 de março de 2020, a inclusão da análise de Toxoplasmose Congênita no Teste do Pezinho.  O sangue já coletado entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê vai servir também para identificar a doença, além das outras seis já previstas pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal. Os serviços públicos de saúde de todo o país têm o prazo de 180 dias para ofertar a novidade à população. 

A Toxoplasmose é transmitida da mãe para o filho durante a gravidez. De acordo com o Ministério da Saúde, sem tratamento, a infecção durante a gestação resulta em doença congênita em cerca de 44% dos casos, ao passo que o tratamento apropriado reduz esse risco para 29%. O diagnóstico precoce, ainda nos primeiros dias após o nascimento, melhora a qualidade de vida das crianças, reduzindo os sintomas, a gravidade dos sinais e sequelas, como cegueira e outros problemas na visão e na audição, dificuldades mentais e motoras e até mesmo o número de mortes.

 Para viabilizar a iniciativa, o Ministério da Saúde criou um grupo de trabalho com áreas técnicas que apoiarão os estados no processo de implementação das redes de cuidado da Toxoplasmose Congênita dentro do prazo de 180 dias. Atualmente, a toxoplasmose congênita só é detectada por exames quando a criança já apresenta sintomas da doença. Devido ao risco para o bebê, uma adequada avaliação de pré-natal é necessária para evitar danos futuros ao seu desenvolvimento.

De acordo com o Ministério da Saúde, o SUS tem infraestrutura para atender a criança infectada. O atendimento está previsto desde a Atenção Primária até a Especializada, com equipes de saúde multidisciplinar preparadas para atender esses casos.

Teste do Pezinho

O Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), conhecido como Teste do Pezinho, já prevê a triagem neonatal para seis doenças genéticas/metabólicas e congênitas: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

A capacidade de cobertura é de 100% dos nascidos vivos no SUS. Em 2018, segundo informações das secretarias municipais e estaduais de saúde, a cobertura chegou a 83,27% e o percentual de recém-nascidos triados positivos para alguma das seis doenças cobertas pelo Teste do Pezinho foi de 0,12%. E chegou a 33.334 o número de crianças em acompanhamento para essas doenças nos serviços de saúde da rede pública.

Hoje, segundo o Ministério da Saúde, a coleta do Teste do Pezinho está disponível em todo o país e conta com 22.353 pontos distribuídos na rede de Atenção Primária, Hospitais e Maternidades. As mães podem garantir a realização do teste comparecendo à Unidade de Saúde da Família mais próxima de casa. A recomendação é realizar o teste até o quinto dia após o nascimento dos bebês.

Pezinho no futuro

Existem versões ampliadas do exame capazes de detectar uma lista muito maior de patologias, além das seis doenças do teste básico e da toxoplasmose que será incluída agora, no entanto, não estão disponíveis na rede pública de saúde, apenas na rede privada. Saiba mais aqui.

Quer que mais doenças sejam incluídas no Teste do Pezinho? Conheça a Campanha Pezinho no Futuro, organizada pelo Instituto Vidas Raras com apoio de mais de 30 associações pela ampliação do teste do pezinho no Brasil, e lute com a gente: www.pezinhonofuturo.com.br . Juntos somos mais fortes!

 

*Com informações da Agência Saúde

 

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