Saúde infantil

Primeiros 1.000 dias de vida: uma fase de ouro. Entenda 1024 403 Carol

Primeiros 1.000 dias de vida: uma fase de ouro. Entenda

Você já ouviu falar no conceito dos primeiros 1.000 dias de vida? É o período que vai do primeiro dia de gestação até os 2 anos de idade, considerado uma “fase de ouro” pelos especialistas. Apesar da chamada “amnésia infantil” borrar os primeiros capítulos da nossa história, pois dificilmente alguém se lembra de algo anterior aos seus 2 anos de idade, pesquisadores afirmam que os fatos dessa fase podem ditar muito do que virá, desde o risco de desenvolver doenças ao desenvolvimento intelectual.

Uma fase de ouro

No conceito dos “mil dias” considera-se que é no comecinho da vida que se pode influenciar o que será do resto dela. Afinal, é nesse período que cada célula do corpo está sendo formada e programada. O crescimento e o desenvolvimento nesse período são maiores do que durante toda a vida. Por isso, ele é considerado uma fase tão especial, que pode mudar radicalmente o destino da criança, não apenas em termos biológicos, mas também em questões intelectuais e sociais.

Nesse contexto, é muito importante os pais entenderem todos os processos essenciais para garantir qualidade de vida às crianças. Por exemplo, um dos exames que todo bebê precisa fazer é o Teste do Pezinho, para diagnosticar de forma precoce algumas doenças raras logo nos primeiros dias de vida, permitindo o tratamento imediato. 

 

Teste do Pezinho

Feito a partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do recém-nascido, parte do corpo rica em vasos sanguíneos, o teste do pezinho detecta precocemente doenças metabólicas sérias, raras e assintomáticas que, se não tratadas a tempo, podem afetar o desenvolvimento do bebê, levar a sequelas irreversíveis ou até mesmo ao óbito. Esse rastreio permite a identificação antes mesmo do aparecimento dos sintomas, que, muitas vezes, podem ser evitados por meio do tratamento apropriado. Daí a dimensão de sua importância.

E daí a necessidade de levar a informação para o maior número de famílias. Essa é uma das bandeiras do Mãe Que Ama. O exame deve ser realizado já entre o terceiro e o quinto ou até o sétimo dia de vida do bebê. São retiradas gotas de sangue do calcanhar e colocadas em um papel filtro especial. Não há contraindicações ou efeitos colaterais, além de durar só alguns minutinhos e ser praticamente indolor. Após 48 horas de vida, o funcionamento do organismo do recém-nascido se estabelece e é possível detectar as doenças, como a fenilcetonúria, que é diagnosticada após a digestão do leite materno ou da fórmula infantil.

Existem versões ampliadas do exame capazes de detectar uma lista muito maior de doenças, além das seis do teste básico,  no entanto, não estão disponíveis na rede pública de saúde para todos, apenas no Distrito Federal pelo SUS e na rede privada. Saiba mais sobre o Teste do Pezinho Ampliado aqui

Fatores internos e externos

Até mesmo as primeiras decisões das mulheres na gestação têm a possibilidade de influenciar a saúde, as atividades físicas e as habilidades de aprendizado da criança. Na gravidez, quando a futura mamãe escolhe se alimentar de uma forma saudável, por exemplo, já está fazendo uma programação genética para a saúde do seu filho na vida adulta. Os estudos sugerem que a nutrição no período da gestação e nos primeiros 2 anos de vida pode determinar efeitos, a curto e a longo prazo, na saúde e no bem-estar até a vida adulta. Além disso, a genética não é soberana na determinação do potencial de crescimento e desenvolvimento do indivíduo: cerca de 20% dos genes são influenciados por fatores hereditários, enquanto a maior parte deles, até 80%, é influenciada por fatores ambientais como: medicamentos, estresse, infecções, exercícios e a nutrição.

Alimentação adequada

Sabe-se que aquilo que a mulher come durante os nove meses ajuda a determinar o paladar e o olfato do bebê – ele sente o sabor pelo líquido amniótico –, e que filhos de mães que tiveram diabetes gestacional também têm mais chances de desenvolver a doença, por exemplo. Então, uma alimentação adequada durante a gestação, associada ao aleitamento materno, à correta introdução da alimentação complementar e à manutenção de bons hábitos alimentares, são requisitos básicos para o crescimento e desenvolvimento saudável infantil.

Os pesquisadores e cientistas estão cada vez mais seguros de que uma boa nutrição e o cuidado com a saúde nos primeiros 1000 dias têm um papel protetor, que ajuda a garantir um futuro no qual as habilidades cognitivas, motoras e sociais estimularão a saúde e o potencial máximo do adulto.

Cuidados e estímulos

Além da nutrição, no conceito dos “mil dias”, os pais têm papel decisivo na forma como a criança vai se desenvolver, pois eles são o primeiro ambiente do filho. Fora do útero, os primeiros 2 anos são considerados os mais significativos para o desenvolvimento do cérebro: metade do crescimentos cerebral da vida inteira ocorre nesse período, quando a criança passa pelas maiores modificações cognitivas, adquire habilidades motoras mais amplas e tudo isso é mediado pelo ambiente, ou seja, pelos cuidados (atenção, vínculo afetivo seguro, interação) e estímulos dos pais.

Quanto aos estímulos, eles promovem as ligações entre os neurônios, aumentando a capacidade de aprendizado e levando o cérebro a fazer novas conexões. Mas não significa que a criança vai ser alfabetizada aos 4 anos. Na verdade, o melhor é apostar na simplicidade: brincadeiras mais tradicionais que estimulem a imaginação e criatividade, como brincar de tinta, jogar bola, além de ajudá-la a dar os primeiros passos são maneiras de fazer com que isso aconteça.

Enfim, a ciência demonstra que o desenvolvimento na primeira infância é fortalecido pela existência de bons relacionamentos entre o adulto e a criança, elementos fundamentais nesse processo. O desenvolvimento integral é a base para toda a vida.

 

*Com informações do site: primeiros1000dias.com.br

Asma: diagnóstico na infância e Covid-19. Entenda 1024 403 Andre

Asma: diagnóstico na infância e Covid-19. Entenda

Asma é uma doença crônica em que as vias aéreas ficam inflamadas, resultante de uma interação entre fatores genéticos e múltiplos estímulos, alergênicos ou não, que determinam o aparecimento de tosse, chiado no peito, falta de ar e cansaço, principalmente à noite e pela manhã ao acordar.

No caso da asma infantil, o quadro é mais preocupante, pois as vias respiratórias das crianças têm um calibre menor do que a dos adultos, ou seja, são mais estreitas, e qualquer inflamação pode ser mais prejudicial e impedir a passagem de ar. Por isso mesmo, a asma infantil costuma causar mais hospitalizações e visitas à emergência do que em adultos.

A asma é um problema de saúde pública mundial e sua prevalência aumenta cada vez mais.  A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 300 milhões de pessoas têm asma. Apesar da dificuldade para se diagnosticar asma na infância, existem evidências que sugerem que metade de todos os casos são diagnosticados até os 3 anos de idade e 80% até os 6 anos de vida.  

 

Asma e Covid-19

De acordo com documento científico divulgado pelos Departamentos Científicos de Alergia e de Pneumologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), pacientes com asma não são mais propensos a adquirir a infecção pelo novo coronavírus, porém são mais propensos a desenvolver complicações em caso de contágio. Dessa forma, além de adotar todas as medidas de proteção, a recomendação mais importante é não interromper o tratamento da asma e, em caso de dúvida, pedir auxílio e orientações ao médico que acompanha o paciente.

A entidade também adverte que os pacientes deverão utilizar seus dispositivos inalatórios de forma individual, sem compartilhamento, uma vez que os reservatórios de nebulizadores são potenciais fontes de contaminação.

Leia mais aqui e acesse o documento na íntegra com orientações aos pacientes e cuidadores de crianças com asma para prevenir o contágio pelo coronavírus durante a pandemia da COVID-19.

 

Causas da Asma

 

Ainda não se sabe exatamente o que provoca a asma infantil, uma vez que cada pessoa apresenta uma sensibilidade a gatilhos diferentes. Os fatores de risco são uma combinação de predisposição genética, infecções respiratórias e exposição ambiental a substâncias e partículas inaladas que podem provocar reações alérgicas ou irritar as vias aéreas. Dessa forma, é importante entender o que causa seus ataques de asma e tentar reduzir a exposição a esses agentes ou buscar tratamentos mais adequados. Os gatilhos mais comuns da asma são:

  • Alérgenos domiciliares: por exemplo, ácaros da poeira doméstica, fungos e pelos de animais;
  • Alérgenos externos: tais como polens, fungos e pelos de animais;
  • Fumaça de cigarro e outros tipos de fumaça;
  • Poluição do ar ou exposição a irritantes químicos;

Alguns outros estímulos podem desencadear as crises, embora não sejam os causadores da asma, como: exposição ao ar frio, excitação emocional extrema, odores fortes, exercício físico e uso de certos medicamentos, como aspirina e outros anti-inflamatórios.

Assim, as medidas de cuidados com o ambiente tornam-se fundamentais para controle da doença.

 

Cuidados

 

  • Manter a residência ventilada e dormir em quarto arejado. Usar diariamente aspirador de pó ou pano úmido em toda a residência, principalmente nos locais em que permaneça por mais tempo;
  • O paciente deve abster-se de espanar, varrer, arrumar camas, gavetas, estantes, etc.
  • Revestir o travesseiro e o colchão com capa impermeável à passagem de ácaros e suas secreções. Lavar a capa 1X/mês;
  • Evite usar acolchoados de lã, penas ou algodão, pois se tornam depósito de poeira e são de difícil lavagem;
  • Evitar ambientes empoeirados, como bibliotecas, sótãos, porões, adegas, tulhas, celeiros, etc;
  • Se o paciente dormir no mesmo quarto com outra pessoa, esta deverá seguir as mesmas orientações;
  • Retirar tapetes e carpetes do ambiente;
  • Evitar o uso de inseticidas, “spray” e aparelhos elétricos repelentes de insetos;
  • Evitar odores fortes: desinfetantes, água sanitária, fumaça, gasolina, ceras e solventes orgânicos. Evitar ficar em casas pintadas recentemente ou fechadas por muito tempo;
  • Evitar animais como cão e gato dentro de casa;
  • Afastar a criança da inalação de fumaça de cigarro;
  • Retirar os bichos de pelúcia do ambiente.

 

Tratamento

 

Ainda não há cura para a asma, mas é possível controlá-la a partir do diagnóstico correto, tratamento, informação e orientação médica. Assim, o paciente pode reduzir o risco de novas crises, o que pode proporcionar boa qualidade de vida.

Atualmente, existem tratamentos preventivos, eficazes e seguros que ajudam a diminuir a inflamação dos brônquios e a criança consegue levar uma vida normal e ativa, sem entrar em crises. A duração do tratamento é variável e depende do grau (classificação) da doença. Conforme a criança vai crescendo, as crises vão diminuindo e na maioria dos casos o tratamento é suspenso.

 

Importante

 

A asma na infância não deve ser negligenciada esperando-se que ela desapareça à medida que a criança cresça. Em geral, crianças com asma leve tem bom prognóstico. Entretanto, as com formas moderada ou grave provavelmente continuarão a ter, no transcorrer da vida, sintomas e, consequentemente, complicações decorrentes da doença não controlada.

 

*Com informações dos portais de saúde Minha VidaMinistério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria.

Descomplicando o Teste do Pezinho: entrevista com Dra. Kelly Oliveira 1024 184 Carol
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Descomplicando o Teste do Pezinho: entrevista com Dra. Kelly Oliveira

*Atualização em 11 de junho de 2019.

O que mais procuramos fazer aqui é descomplicar a saúde gestacional e neonatal por meio da informação correta e confiável. Para isso, contamos com uma equipe de profissionais, incluindo médicos e especialistas parceiros que nos ajudam nessa importante missão. Na mesma linha, está a Dra. Kelly Oliveira, criadora e autora do blog Pediatria Descomplicada, no qual escreve dicas e orientações aos pais sobre o universo da saúde infantil, sem complicações.

Como junho é mês de conscientização do Teste do Pezinho, fomos buscar uma opinião descomplicada sobre o assunto, de grande importância para a manutenção da saúde do bebê e até mesmo para salvar vidas. Conversamos com a Dra. Kelly, que agora também é mamãe da Esther. Ela conta que a sua filha fez o teste do pezinho ampliado e defende a ampliação do exame no Brasil.

Confira a entrevista!

MQA: O que você diria que é preciso para “descomplicar” o Teste do Pezinho?

DRA KELLY: É preciso explicar sobre as doenças graves que ele detecta, qual o procedimento e para que ele serve de fato. Na verdade, a única forma da gente descomplicar e ajudar os pais é levar sempre informação de qualidade, informação confiável em todos os níveis, de forma acessível, tranquila, fácil. Essa é a grande questão de descomplicar nessa área.

MQA: O que dizer então para os pais sobre a importância do Teste do Pezinho e por que ele deve ser feito entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê?

DRA KELLY: O teste do pezinho é um teste simples de coleta de sangue, de preferência no terceiro dia de vida do bebê, ainda na maternidade, no dia da alta. Ele vai avaliar algumas doenças que são muito graves, porém se detectadas precocemente, na primeira semana de vida do bebê, permite iniciar mais cedo o tratamento adequado e dar todo o suporte necessário, mudando a evolução da doença nesse bebê, o que vai fazer toda a diferença na saúde dele e no seu desenvolvimento.

No caso do teste do pezinho básico, que é o obrigatório pelo SUS, ele vai fazer a detecção de algumas doenças, mas não de todas que o teste ampliado cobre. Este é bem mais completo e cobre a toxoplasmose congênita, doenças de aminoácidos, outros erros inatos do metabolismo, outras doenças que são ainda mais raras, porém, que se a criança tiver, são graves e demandam uma intervenção o quanto antes, por isso a sua importância. Quanto mais precoce forem detectadas, melhor para o início do tratamento adequado desde o começo, por isso a recomendação de ser feito nesse período.

MQA: Na sua opinião, a população está consciente da importância do Teste do Pezinho ou ainda é preciso avançar? O que precisa ser feito para isso?

DRA KELLY: Acredito que as pessoas sabem que o Teste do Pezinho existe, que faz a identificação de algumas doenças, porém acho que existe um desconhecimento com relação ao impacto que essas doenças podem causar, por que que o exame é importante, quais são essas doenças que ele detecta. Acredito que ainda precisamos avançar muito sobre isso, principalmente conscientizar a população, difundir informação para todos. É preciso ter na maternidade alguém para explicar sobre isso, falar sobre o assunto. Os próprios obstetras também poderiam conversar e orientar sobre o Teste do Pezinho ainda na gestação, porque é uma coisa que não fica muito clara, infelizmente. Além disso, as consultas de pré-natal com o pediatra, que alguns pais fazem, que é direito da mãe, mas que ainda não é muito difundido, poderiam ajudar bastante. O pediatra pode explicar sobre o exame, as vantagens, as diferenças entre o teste básico e o ampliado, quando ele deve ser feito, e assim os pais receberiam a informação correta antes mesmo do bebê nascer.

MQA: Você falou sobre a consulta de pré-natal com o pediatra, que é um direito da mãe, mas que ainda não é um direito muito difundido. Funciona em todo o país? Esta pode ser uma importante aliada do processo de conscientização dos pais sobre a importância do teste do pezinho, não é mesmo? Por que não se fala sobre isso?

DRA KELLY: Hoje, a ANS garante esse direito de fazer consulta pré-natal com pediatra. A recomendação é a partir da 34ª semana ou terceiro trimestre de gestação, mas muitos obstetras nem sabem dessa informação ou simplesmente não repassam para os pacientes talvez por não achar que seja importante mesmo. Então, o foco fica sendo o acompanhamento até o parto e depois do parto os pais ficam perdidos. Esse que é o problema, não dar a devida importância e relevância ao assunto. A Sociedade Brasileira de Pediatria já divulga isso como um direito da mãe, mas até conseguir difundir melhor leva tempo. Sem dúvida, a consulta pré-natal com o pediatra é uma grande aliada nesse processo de conscientização dos pais sobre a importância do teste do pezinho.

MQA: Sobre o Teste do Pezinho ampliado/expandido, disponível apenas na rede privada, qual a sua opinião?

DRA KELLY: Acho importante, se for possível, que os pais façam o Teste do Pezinho ampliado no seu filho porque detecta uma lista maior de doenças, muitas ainda mais raras e sérias. O teste básico já cobre doenças mais comuns, claro que também importantes de fazer o diagnóstico precoce, mas sempre que possível fazer o teste ampliado é melhor porque vai fazer toda a diferença no tratamento do bebê, desde o início.

MQA: Você recomenda o teste ampliado aos seus pacientes?

DRA KELLY: Recomendo sempre para os meus pacientes o Teste do Pezinho ampliado, para proporcionar um diagnóstico mais completo e maior segurança na detecção de mais doenças. Recomendo que, sempre que for possível, os pais optem pelo mais completo de todos.

MQA: O que você acha do Programa Nacional de Triagem Neonatal? Na sua opinião, o Teste do Pezinho ampliado deveria ser incluído no SUS?

DRA KELLY: Acho que o Programa no Brasil é bom, o Teste do Pezinho está bem estabelecido, mas ainda é muito básico, são poucas doenças que são cobertas. Seria bem melhor, sem dúvida, se oferecesse um teste ampliado. A gente sabe que isso tem relação com custo benefício, incidência das doenças, que em termos populacionais tem que fazer sentido, mas seria sim importante estar disponível para todos.

Posso dizer que como mãe queremos o melhor para nossos filhos e principalmente protegê-los. Isso inclui as doenças também. Fiz o teste do pezinho ampliado na Esther e acho tão importante que todos tenham essa oportunidade, de poder identificar uma doença que tem tratamento o quanto antes, para podermos dar o melhor tratamento aos nossos filhos. Isso também é cuidar e amar. Espero que o governo reconheça isso e possa oferecer o teste do pezinho ampliado à toda a população.

 

Ajude a mudar histórias e salvar vidas. Assine a petição para viabilizar o Teste do Pezinho Ampliado na rede pública de saúde de todo o Brasil: www.pezinhonofuturo.com.br 

 

Sobre a pediatra Dra. Kelly Oliveira:

Formada pela Universidade de São Paulo (USP), apaixonada pela profissão e pelas crianças. Fundadora e idealizadora do Espaço Médico Descomplicado, um espaço de atendimento integral e humanizado à criança, com atendimento multidisciplinar de diferentes áreas. Adora conversar, ler, viajar e escrever. Criadora e autora do blog Pediatria Descomplicada, onde escreve dicas e orientações aos pais sobre o universo da saúde infantil.

Mais: www.pediatriadescomplicada.com.br

 

 

Como saber se meu filho possui uma doença rara? 1024 184 admin

Como saber se meu filho possui uma doença rara?

Doenças congênitas abrangem até 5% da população até um ano de idade

É definido como  doenças congênitas uma complicação de nascença que gera uma alteração genética na formação intelectual ou física de um indivíduo. Ou seja, que pode incapacita-lo em alguma ocasião durante a vida ou até debilita-lo permanentemente.

Números no Brasil

Segundo levantamento do Município do Rio de Janeiro, entre 2000 e 2004 foram notificados mais de 487.953 nascimentos, dentre os quais 4.054 foram diagnosticadas doenças congênitas. O que corresponde de uma média de 83 nascimentos a cada 10 mil bebês. Em escala nacional estima-se uma taxa que chega a 5% da população de indivíduos até 1 ano de idade.

Devido a falta de informação e tratamento adequado o número de falecimentos de recém-nascidos decorrentes de doenças  congênitas chega a 30% dos óbitos em algumas das principais capitais brasileiras.

A importância do teste do pezinho

No Brasil a maior parcela das famílias está limitada ao teste do pezinho simples, e ainda sim as entidades responsáveis são ineficientes em fornecer as informações necessárias para os pais. Podendo, portanto, levar a danos muitos sérios no futuro das crianças.  Por isso nós incentivamos que defendam seus direitos como cidadão e peçam o teste do pezinho.

Caso ainda não tenha feito o teste do pezinho em seu filho, busque um especialista até seu bebê completar 30 dias de vida. Você também pode procurar pelo teste do pezinho ampliado, muito mais eficiente e capaz de detectar 50 doenças. Leia mais sobre o teste do pezinho ampliado em nosso artigo.

Para as mamães que não tiveram acesso ao teste, nosso conselho é ir ao pediatra diagnosticar seu filho o mais cedo possível. Também já falamos sobre isso aqui.

Alguns hábitos podem significar uma necessidade de acompanhamento médico:
  • Atos repetitivos com frequência
  • Extrema dificuldade em concentrar-se ou permanecer quieto
  • Preferência por estar sozinho, tem uma conduta reservada
  • Hiperatividade exacerbada
  • A criança demonstra sentir dores frequentemente
  • Cansaço e palidez
  • Cólicas e dores abdominais podem indicar alguma intolerância alimentícia

Esse conjunto de características são comuns em algumas doenças congênitas como o Autismo, Fenilcetonúria e Anemia Falciforme. Contudo, muitas vezes os sintomas são ignorados ou ocorre erro médico que falha na hora de diagnosticar a criança.

 

Portanto, exaltamos a importância do diagnóstico o mais cedo possível. Enquanto algumas doenças de caráter mais leve não resultem em danos sérios para a formação da criança, algumas doenças se não tratadas previamente podem acarretar em danos permanentes.

Veja mais sobre a saúde do bebê na sessão: Recém-nascido.

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Autismo: entenda mais sobre esse transtorno 1024 184 admin

Autismo: entenda mais sobre esse transtorno

O que é Autismo?

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou simplesmente autismo, como é popularmente conhecido, é o nome dado ao conjunto de transtornos de condições semelhantes, além da Síndrome de Asperger.

Sintomas do Autismo

Os primeiros sintomas aparecem logo no primeiro ano de vida. Os mais notórios são a falta de interação/integração socioambiental e comportamentos obsessivos e repetitivos. Todas as pessoas com TEA têm ambas, porém a intensidade e outros sintomas podem variar muito a cada caso. Importante ressaltar que algumas crianças apresentam padrões muito hostis e diferentes enquanto outras são sutis e vão aparecendo ao longo do crescimento.

Os seus principais e mais conhecidos sintomas podem ter correlação com condições como retardo mental, dificuldade na coordenação motora, de atenção, além de distúrbios do sono e intestinais. Doenças fora do espectro também podem se somar, por exemplo, síndrome de déficit de atenção, hiperatividade e dislexia. Por esse motivo o diagnóstico às vezes não é fácil nem claro para o médico, podendo levar ao erro. A Fenilcetonúria pode ser confundida com autismo.

Outra coisa que é importante ressaltar é que o autismo não é adquirido, é de nascença.  Portanto, a pessoa nasce e morre autista. Ele incide 4 vezes mais em meninos do que em meninas. Ainda não se sabe o que causa os transtornos e não temos a cura. Entretanto, isso não desqualifica os autistas. Como todo ser humano na Terra, eles também são únicos e especiais, podendo aprender na medida de suas limitações.

O Perfil do Autista

Autistas têm um perfil solitário, com dificuldades em formarem relações e laços íntimos, se prendem a objetos familiares e a rotina. Os especialistas se atentam a estes sinais para diagnosticar casos de autistas, já que ainda não existem exames técnicos e conclusivos que apontem a doença.

No geral, eles apresentam muitos sintomas da lista abaixo e cruzando as informações chegamos ao diagnóstico:

  • Dificuldade em juntar-se com outras pessoas
  • Insistência com gestos idênticos, resistência a mudar de rotina
  • Risos e sorrisos inapropriados
  • Não temer os perigos
  • Pouco contato visual
  • Pequena resposta aos métodos normais de ensino
  • Brinquedos muitas vezes interrompidos
  • Aparente insensibilidade à dor
  • Ecolalia (repetição de palavras ou frases)
  • Preferência por estar só; conduta reservada
  • Pode não querer abraços de carinho ou pode aconchegar-se carinhosamente
  • Faz girar os objetos
  • Hiper ou hipo atividade física
  • Aparenta angústia sem razão aparente
  • Não responde às ordens verbais 
  • Apego inapropriado a objetos
  • Habilidades motoras e atividades motoras finas desiguais
  • Dificuldade em expressar suas necessidades
  • Emprega gestos ou sinais para os objetos em vez de usar palavras.

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