Recém-nascido

O que é o Vérnix e para que ele serve? 1024 184 Andre
importância do vérnix para o bebê

O que é o Vérnix e para que ele serve?

Vérnix caseoso é uma substância esbranquiçada e gordurosa, com textura parecida a do queijo ou da cera, que recobre a pele dos recém-nascidos, envolvendo completamente a criança por volta da 20ª semana de gestação. Ele é composto por água, lipídios e proteínas, produzido durante o 3º trimestre de gestação pelas glândulas sebáceas do feto.

Com o avanço da gravidez, a substância vai se desprendendo aos poucos da pele e sendo diluída no líquido amniótico. Por isso, bebês que nascem entre 36 e 39 semanas têm mais chance de nascer com maior quantidade de vérnix, enquanto bebês muito prematuros (que ainda não produziram grandes quantidades da substância) ou nascidos após 40 semanas (quando a substância está mais diluída) costumam apresentar pouca ou nenhuma presença de vérnix.

Qual a função do Vérnix?

Ele forma uma capa protetora da pele imatura do bebê, permitindo o seu fortalecimento e protegendo de microrganismos como bactérias e outras infecções que podem passar pelo líquido amniótico. Como o ambiente intrauterino é “molhado”, o vérnix tem a função de regular essa hidratação. A espessura da camada dele pode variar muito de caso em caso.

Por seu aspecto desagradável, as pessoas, e até alguns profissionais podem ser incluídos nisso, costumam ter certo preconceito com o vérnix.

Acontece que mesmo após o nascimento, ele ainda possui funções. Entre elas, podemos destacar a proteção da sensível pele de um recém-nascido aos raios ultravioletas e a termorregulação – ajuda o corpo do bebê a estabilizar a temperatura em ambiente extrauterino.

Quando retirar?

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o mais indicado é aguardar 24 horas para dar o primeiro banho no bebê ou manter o vérnix no corpo da criança por pelo menos 6 horas. Em poucos dias, ele desgruda e é absorvido pela pele espontaneamente, então, durante o banho, não é recomendado esfregar a pele do bebê nem tentar retirar a substância. Sua retirada imediata só é necessária caso a mãe tenha HIV, histórico de infecções prévias e perinatais ou se houver mecônio na placenta.

*Com informações do Consenso de Cuidado com a Pele do Recém-nascido, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

 

Dicas para mães de primeira viagem 1024 184 Andre

Dicas para mães de primeira viagem

A experiência de ser mãe é única. É, ao mesmo tempo, gratificante e estressante. Para amenizar essa segunda parte menos agradável, organizamos uma série de dicas e conselhos às mães de primeira viagem 😀

Amamentação

Você não irá amamentar a criança imediatamente após o nascimento, logo, não se preocupe com isso. É natural o leite levar em média 72 horas para descer. Esse é mais ou menos o tempo que o bebê precisa repousar para se adaptar à vida extrauterina. Depois disso, ele acordará com fome e poderá ser amamentado.

Durante este período de sono, o bebê se alimenta da própria gordura. Resultando na perda de cerca de 10% do peso, outro fato que você não deve se preocupar. Eles recuperam e engordam rápido!

E este é o sinal que seu neném está mamando bem, outra dúvida frequente das mulheres. É sempre bom lembrar que não existe “leite fraco” – já desmitificamos esse assunto AQUI. Sua dieta também deve permanecer a mesma da gravidez para não alterar a qualidade do leite e a saúde da criança.

 “Agora quero ser ‘mãe de segunda viagem’”

Muito legal sentir esse desejo, mas você vai ter que esperar um pouquinho: no mínimo 6 meses após o parto. Acontece que quando a mulher engravida, a amamentação é interrompida. Ou seja, pode prejudicar o 1º filho.

Retorno à vida sexual

De novo, você vai ter que esperar um pouco. Pelo menos uns 40 dias depois de dar à luz. Até lá, o útero ainda está em estado de regressão, isso é, voltando ao seu tamanho original. É comum que a mulher tenha sangramentos durante esse tempo também e a abstinência sexual é recomendada para evitar infecções. Mesmo um pouco depois da quarentena, a mulher ainda não deverá ter muito libido. Ou seja, os hormônios se estabilizam depois de 6 meses.

 Queda de cabelo

Ainda nessas mudanças hormonais, a queda acentuada de seus cabelos depois de alguns meses do nascimento da criança também é comum. Até a normatização hormonal no segundo semestre, recomenda-se o uso de xampu neutro. Entretanto, como este é um tema caro às mulheres, Mama preparou um mini artigo só para este tópico. Confira AQUI.

Qual a melhor posição para o bebê dormir?

Essa é uma das perguntas mais frequentes entre as mães de primeira viagem! De barriga pra cima sempre. Segundo alguns estudos, qualquer outra posição pode acarretar a síndrome da morte súbita. Quando o bebê for capaz de se virar sozinho na cama, aí ele poderá ficar em posições diferentes.

“Meu bebê costuma espirrar quando vou trocar a roupa dele. É normal?”

Sim, é. Nessa hora, a temperatura do corpo dele cai um pouco, fazendo-o espirrar.

“Ele já sai vacinado do hospital?”

Normalmente são aplicadas as doses da BCG, contra a tuberculose e hepatite B. Mas é sempre bom verificar e perguntar se está tudo certinho.

O momento certo para o bebê passear

Dúvida frequente das mães de primeira viagem: quando posso sair com meu filho pelas ruas. Os dois primeiros meses de vida é bom a criança ficar só em casa; eles servem para estabelecer um forte vínculo entre mãe e filho. Além disso, a pele da criança ainda é muito sensível e delicada – até mesmo o protetor solar só é recomendado após seis meses de vida.

Essas são as dúvidas mais frequentes entre as mamães de primeira viagem. Muito provavelmente você deve ter as suas particulares. Portanto, não deixe de nos escrever, seja via comentário ou inbox.

Fique ligada em Mama para mais informações sobre saúde gestacional e neonatal.

Como saber se meu filho possui uma doença rara? 1024 184 Andre

Como saber se meu filho possui uma doença rara?

Doenças congênitas abrangem até 5% da população até um ano de idade

É definido como  doenças congênitas uma complicação de nascença que gera uma alteração genética na formação intelectual ou física de um indivíduo. Ou seja, que pode incapacita-lo em alguma ocasião durante a vida ou até debilita-lo permanentemente.

Números no Brasil

Segundo levantamento do Município do Rio de Janeiro, entre 2000 e 2004 foram notificados mais de 487.953 nascimentos, dentre os quais 4.054 foram diagnosticadas doenças congênitas. O que corresponde de uma média de 83 nascimentos a cada 10 mil bebês. Em escala nacional estima-se uma taxa que chega a 5% da população de indivíduos até 1 ano de idade.

Devido a falta de informação e tratamento adequado o número de falecimentos de recém-nascidos decorrentes de doenças  congênitas chega a 30% dos óbitos em algumas das principais capitais brasileiras.

A importância do teste do pezinho

No Brasil a maior parcela das famílias está limitada ao teste do pezinho simples, e ainda sim as entidades responsáveis são ineficientes em fornecer as informações necessárias para os pais. Podendo, portanto, levar a danos muitos sérios no futuro das crianças.  Por isso nós incentivamos que defendam seus direitos como cidadão e peçam o teste do pezinho.

Caso ainda não tenha feito o teste do pezinho em seu filho, busque um especialista até seu bebê completar 30 dias de vida. Você também pode procurar pelo teste do pezinho ampliado, muito mais eficiente e capaz de detectar 50 doenças. Leia mais sobre o teste do pezinho ampliado em nosso artigo.

Para as mamães que não tiveram acesso ao teste, nosso conselho é ir ao pediatra diagnosticar seu filho o mais cedo possível. Também já falamos sobre isso aqui.

Alguns hábitos podem significar uma necessidade de acompanhamento médico:
  • Atos repetitivos com frequência
  • Extrema dificuldade em concentrar-se ou permanecer quieto
  • Preferência por estar sozinho, tem uma conduta reservada
  • Hiperatividade exacerbada
  • A criança demonstra sentir dores frequentemente
  • Cansaço e palidez
  • Cólicas e dores abdominais podem indicar alguma intolerância alimentícia

Esse conjunto de características são comuns em algumas doenças congênitas como o Autismo, Fenilcetonúria e Anemia Falciforme. Contudo, muitas vezes os sintomas são ignorados ou ocorre erro médico que falha na hora de diagnosticar a criança.

 

Portanto, exaltamos a importância do diagnóstico o mais cedo possível. Enquanto algumas doenças de caráter mais leve não resultem em danos sérios para a formação da criança, algumas doenças se não tratadas previamente podem acarretar em danos permanentes.

Veja mais sobre a saúde do bebê na sessão: Recém-nascido.

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Cuidar de um mundo em crescimento significa parar a morte de mãe e filho 1024 184 Andre

Cuidar de um mundo em crescimento significa parar a morte de mãe e filho

Cuidar de um mundo em crescimento significa parar a morte de mãe e filho

Inovações na saúde visam aliviar as pressões que ameaçam a vida das mulheres

Reportagem original do Financial Times, acesse aqui. Traduzida por equipe Mama. Inovações na saúde

Jorge Odón, mecânico argentino com talento para invenção, acordou no meio da noite em 2006 com uma ideia. À época, ele tinha assistido a um vídeo on-line mostrando como extrair facilmente uma cortiça de dentro de uma garrafa de vinho vazia usando um saco de plástico inflado. Até então, todas as invenções patenteadas de Odón haviam sido relacionadas à mecânica, mas naquela noite ele percebeu que a técnica poderia ser adaptada para substituir os nascimentos auxiliados por fórceps.

O potencial da ideia também intrigou Mario Merialdi, então coordenador da reprodução humana na Organização Mundial da Saúde. Em 2008, participou de uma conferência em Buenos Aires e concedeu a Odón uma reunião de 10 minutos após a introdução de um amigo em comum. “Quando eu vi o aparelho, eu nunca voltei [para a conferência]”, lembra ele.

Oito anos mais tarde, uma parceria para desenvolver e comercializar o dispositivo de Odón – que incorpora um aplicador simples, bolsa e bomba manual e requer quase nenhum conhecimento especializado para usar – avançou substancialmente. A Becton Dickinson, empresa estadunidense de tecnologia médica, prometeu 20 milhões de dólares para o projeto, desenhado para tornar o aparelho acessível em países de baixa e média renda. “Este é um caso de teste pra ver se a inovação pode ser feito em grande escala. É realmente importante”, diz Gary Cohen, presidente de saúde e desenvolvimento global da BD. “Se for bem-sucedido, isso estimulará mais confiança. Se não, ele vai enviar um sinal muito ruim, sufocante.”

No entanto, levará mais três anos, pelo menos, antes que o dispositivo chegue ao mercado após os ensaios clínicos e aprovação regulamentar. “Se alguém tivesse me dito que levaria tanto tempo, eu ficaria surpreso”, diz Odón.

Sua experiência demonstra o espaço para inovações simples que poderiam ajudar a reduzir substancialmente os casos desnecessariamente altos de doenças maternas e infantis e morte em todo o mundo. Ele também destaca os desafios envolvidos na promoção, nutrição e fornecimento de tais inovações. Os produtos básicos, incluindo os dispositivos médicos, os medicamentos e os diagnósticos, muitas vezes já existem, mas não são amplamente disponíveis, incluindo muitos dos medicamentos genéricos de baixo custo na lista de “medicamentos essenciais” da Organização Mundial da Saúde.

 

As vacinas, incluindo o sarampo e a febre amarela, têm enorme potencial para prevenir a infecção e a morte. No entanto, mesmo aquelas que estão disponíveis, permanecem subutilizadas, como aconteceu durante o último surto pandêmico de gripe. Isso é, em parte, uma questão de custo, mas também das prioridades dos governos e da capacidade de adquiri-las, armazená-las, distribuí-las e administrá-las.

Enquanto muitos defensores da saúde enfocam suas críticas sobre os altos preços que os produtos farmacêuticos cobram pelos produtos médicos – e a propriedade intelectual que retém sobre eles – menos atenção é dada à necessidade de mais investimento em aspectos técnicos dos sistemas de saúde: pessoal, treinamento e gerenciamento.

Melhorar esses aspectos significa responsabilizar os governos. Uma análise recente publicada na revista médica The Lancet, estimou que 216 mulheres por 100000 nascidos vivos morreram de causas maternas em 2015 – menor do que em 2000, quando os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio foram estabelecidos, mas muito aquém dos números-alvo estabelecidos pelos ODM e suas substituições, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A implantação mais ampla de opções já disponíveis poderia fazer a diferença a um custo relativamente baixo. Por exemplo, as últimas estimativas sugerem que 225 milhões de mulheres e meninas em países em desenvolvimento – particularmente os mais pobres e vulneráveis – ainda têm uma “necessidade não satisfeita” de contraceptivos modernos, o que significa que os usariam se estivessem disponíveis.
Por sua vez, a melhoria do planeamento familiar reduziria o risco de gravidez indesejada, permitindo que as mulheres se assegurassem de que não tenham filhos jovens demais, com demasiada frequência ou em circunstâncias que impeçam os seus próprios caminhos para a educação e emprego. Amamentação exclusiva faria muito para melhorar a saúde materna e infantil, fornecendo uma forma natural de contraceptivos para espaçar as gestações e melhorar significativamente a nutrição infantil. Listas de verificação médica, popularizada pelo cirurgião e escritor Atul Gawande, podem garantir procedimentos consistentes, como para o nascimento da criança e cuidados pré-natais.

 

Esta revista enfoca os problemas mais sérios enfrentados por mulheres e crianças em todo o mundo atualmente, bem como uma série de possíveis soluções: as leis de aborto extremamente duras de El Salvador, que muitas vezes veem as mulheres presas por homicídio agravado; a situação das crianças refugiadas em toda a Europa; as altas taxas de fertilidade do Chade e os esforços da China para se livrar dos partos por cesarianas desnecessárias após a reversão da sua política de filho único. Ele também destaca cinco exemplos de inovações que já demonstraram impacto e agora precisam de apoio – seja de financiamento, de experiência ou de parceria. Convidamos as leitoras que estão interessadas em ajudar a sustentar, replicar ou ampliar esses projetos para entrar em contato com [email protected]

Ao lado de produtos médicos como o dispositivo de Odón, esses perfis descrevem abordagens simples como o cuidado da mãe canguru, originalmente desenvolvido na Colômbia na década de 1970, mas agora fazem a diferença em todo o mundo. Outras inovações na saúde incluem o recrutamento e treinamento de trabalhadores de saúde comunitária para fornecer cuidados de porta em porta em Uganda e programas de seguro de saúde subsidiados, como um projeto pioneiro no estado de Kwara, na Nigéria. Seu sucesso inicial estimulou o debate sobre a introdução de um programa estadual, permitindo que indivíduos mais ricos apoiem os custos dos prêmios para os pobres.

 

O Quênia introduziu um ambicioso contrato de vários anos que coloca o ônus sobre os fabricantes não só para fornecer equipamentos médicos, mas também para mantê-los e treinar os trabalhadores da saúde em seu uso. “Em toda a África, há um ferro-velho de equipamentos que é despejado quando dá errado”, diz Nicholas Muraguri, secretário principal do Ministério da Saúde do país.

Anteriormente, o Quênia tinha apenas duas unidades de cuidados intensivos, e um punhado de centros de diagnóstico e diálise. Pacientes em áreas remotas foram efetivamente condenados a morrer, argumenta ele. O novo contrato de vários anos com cinco fornecedores multinacionais oferece suporte aprimorado em todo o país.

 

Entretanto, algumas inovações na saúde estão condenadas ao fracasso porque a tecnologia envolvida é muito sofisticada, ou porque seu modelo de negócios nunca foi sustentável. Uma série de projetos só estão sendo realizados graças aos doadores após vários anos de financiamento.

O truque é encontrar os modelos certos e os parceiros certos: sejam para fins lucrativos e investidores sociais, governos e doadores filantrópicos; ou assessoria técnica e expertise de consultores e empresas. Em última análise, eles devem ser suficientemente eficazes para ganhar o apoio do setor público – seja para financiamento ou coexistência.

Babatunde Osotimehin, diretor-executivo do Fundo das Nações Unidas para a População e ex-ministro da Saúde da Nigéria, ressalta a importância de ideias que podem ser integradas aos planos governamentais e que refletem suas prioridades. Caso contrário, elas nunca serão aplicadas, diz ele.

Tim Evans, diretor sênior de saúde, nutrição e população do Banco Mundial, defende a necessidade de se concentrar em inovações de tamanho significativo para garantir que elas podem ter impacto e ser sustentáveis. “Projetos pequenos são, muitas vezes, incapazes de chegar à larga escala”, diz ele. “Financiamento inovador e a capacidade de implementar são essenciais para o real impacto.”

Grande parte da inovação necessária para aliviar a má saúde das mães e crianças é fazê-la conjuntamente com pessoas, sistemas e financiamento. Como Arnab Ghatak, um sócio sênior na saúde pública global em McKinsey o põe: “Nós temos muita tecnologia que nós necessitamos. É realmente uma questão sobre entrega e envolvimento com os governos.”.

O que é mecônio? 1024 184 Andre

O que é mecônio?

O nome vem do latim Meconium. Mecônio é o nome que damos as primeiras fezes que todo mamífero evacua no início de suas vidas. Desse modo, pode haver dois motivos para a eliminação dele, um bom e outro ruim.

Quais os motivos para eliminação do Mecônio?

O primeiro é a Maturidade Fetal. Ela ocorre quando o intestino está funcionando corretamente.

O outro é o Sofrimento Fetal. Essa condição ocorre quando há má oxigenação fetal. Ou seja, aumenta a contratilidade dos intestinos e relaxamento dos esfíncteres.

O feto devidamente oxigenado elimina o mecônio somente quando está maduro e isso não traz problemas. A eliminação, em alguns casos, pode acontecer ainda dentro do útero. Como resultado é escuro, esverdeado e viscoso.

Caso tenha uma composição mais espessa, há maior perigo de Síndrome de Aspiração Meconial. Isso só acontece com os bebês já em sofrimento fetal, porque os saudáveis, mesmo aspirando ao mecônio, os mecanismos dos pulmões podem eliminar esse dejeto facilmente.

Como saber se não é Sofrimento Fetal?

A melhor forma de saber se o neném está ou não em sofrimento é com a ausculta dos batimentos cardíacos fetais. Ela pode constatar alteração dos batimentos e como anda a frequência cardíaca do feto.
Qualquer dúvida entre em contato com o médico. Continue seguindo a gente para mais informações gestacionais e neonatais.

Icterícia e a cor amarela 1024 184 Andre
Ictericia e a cor amarela

Icterícia e a cor amarela

A icterícia não é uma doença em si, mas pode ser o sintoma de uma. Ela caracteriza-se pela cor amarela em várias partes do corpo, principalmente olhos, mucosas e pele. Esse “amarelamento” todo é provocado pela bilirrubina – substância amarela produzida na bile e que permanece no plasma até ser descartada na urina, o que explica sua cor também.

Todos os dias, glóbulos vermelhos morrem em nosso sangue. Isso é normal. Estes glóbulos são retirados de circulação pelo fígado, o órgão responsável pela limpeza do sangue. É daí que a bilirrubina é formada. Todas essas coisas que o corpo não precisa serão eliminadas. Entretanto, às vezes ocorre o acúmulo de bilirrubina, o que provoca a icterícia.

Uma série de doenças pode causar essa condição como câncer, malária, leptospirose e toda sorte de doenças hepáticas. Aliás, esse último grupo de doenças é o maior fator de risco, além de uso de drogas, pedras na vesícula, defeitos congênitos e outras coisas que impedem a bilirrubina passar adequadamente pelo trato digestivo.

Icterícia em recém-nascidos são bem comuns

Atingindo cerca de 50% deles (em prematuros pode subir pra 80%), dado o seu organismo ainda estar em desenvolvimento. Achando aqueles indícios amarelos além de urina muito escura e fezes esbranquiçadas, procure um médico.

O tratamento variará de acordo com a gravidade e a causa da icterícia. O tratamento mais comum é a fototerapia; a criança recebe um banho de luz fluorescente! Através de ondas, essa luz aplicada na pele visa dissolver a bilirrubina, facilitando sua saída do organismo. Porém, casos graves precisam até de hemodiálise para limpar devidamente o corpo. E há, também, casos leves que nem se quer precisam de tratamento.

Continue acompanhando o portal Mãe Que Ama para mais informações sobre saúde gestacional e neonatal.

Vacina BCG 1024 184 Andre
vacina bcg

Vacina BCG

Composta pelo bacilo de Calmette & Guérin, obtido pela atenuação do Mycobacterium Bovis, umas das bactérias que transmitem a tuberculose, a Vacina BCG é obrigatória.

Recomendada para se tomar o mais cedo possível e imuniza contra a própria tuberculose. Embora ossos e rins possam ser afetados, o alvo principal normalmente são os pulmões. Tosse secas e fortes, emagrecimento, fraqueza e falta de apetite acometem o enfermo, causando imensa dor.

Transmissão e sintomas

Essa doença é transmitida através de contato direto com a saliva de um infectado. Esse contato pode acontecer quando o infectado tosse, espirra ou fala. Com cerca de 6 meses, o tratamento é longo.

Importantíssimo, porém, que se vá até o fim. Caso o tuberculoso interrompa a medicação antes da hora, as bactérias no organismo que ainda não morreram adquirem resistência e ficam imunes aos antibióticos. Assim, uma doença com boas chances de cura torna-se incurável.

Caso seu filho não consiga tomar a vacina BCG  assim que nasceu, é importante ele receber a dose depois do primeiro mês. Quanto mais pessoas serem imunizadas, mais fácil de impedir a proliferação da bactéria, caminho para a erradicação da doença.

Ela só é contraindicada aos soropositivos HIV sintomáticos, aos hipersensíveis de algum componente da vacina e recém-nascidos com menos de 2 quilos. Nesse último caso, recomenda-se a criança atingir o peso mínimo primeiro. Lembrando que é uma vacina disponível na rede pública.

Interessante, né? E muito importante também. Aliás, segurança nunca é demais quando se trata de nossos queridos. Sem falar que você contribui com a saúde de toda comunidade ao imuniza-los. Fique ligada na Mama para mais informações. Temos sempre alguma coisa para acrescentar à saúde do seu filho.

Higiene bucal para bebês 1024 184 Andre
Higiene bucal para bebês

Higiene bucal para bebês

Na saúde bucal, até a amamentação materna marca ponto. Mamando no peito, o bebê respira pelo nariz e é obrigado a morder, avançar e retrair a mandíbula, desenvolvendo, assim, os músculos e esqueletos da face. Isso já abre caminho para a boa formação dentária. A higienização bucal em si também começa na maternidade. Ela deve ser feita cuidadosamente com uma gaze ou fralda umedecida em água limpa na boca, gengiva e as bochechas da criança. Certifique-se de não ter deixado nenhum restinho de leite pra trás. Desde cedo, você a acostuma com intervenções bucais e bons hábitos dessa maneira.

Por volta do sexto mês de vida, começa a nascerem os primeiros dentes. É quando você troca o material de limpeza usado até aqui por uma dedeira de silicone. Em paralelo, você já pode levar a criança em sua primeira consulta com o odontopediatra também. As consultas devem se repetir cada 6 meses. No primeiro ano completo de vida, já é bom introduzir a escova de dente própria para a idade e usá-la com creme dental sem flúor, mas apenas um pouquinho. Uma tirinha dele, do tamanho de um arroz, já é o suficiente. E sempre tomando o cuidado para que a criança não engula. A gaze pode ser usada para tirar esses excessos, já que crianças só conseguem começar a cuspir entre os 3 ou 4 anos de idade. Ela desenvolvendo essa habilidade, o creme dental com flúor já pode ser usado.

Cárie da mamadeira.

Atingindo 60% das crianças de até 3 anos de idade, ela tem desenvolvimento rápido e provoca dor, dificultando a alimentação. Isso pode acarretar em perda de peso e obstrução do crescimento. Isso acontece quando a há muita ingestão de açucares e má limpeza posterior. Aliás, a limpeza antes de dormir é a mais importante e a que mais você tem que se certificar de que está tudo certo. Isso evita a maioria de cáries e doenças porque durante a noite, a produção de saliva, fundamental na proteção dos dentes, diminui enquanto a criança dorme. Outros males que a cárie da mamadeira traz são mau hálito, má estética e dificuldade na fala. O início desse problema caracteriza-se por pequenas manchas brancas nos dentes. Ao constatar tal condição, é preciso encaminhar a criança ao odontopediatra imediatamente.

Seguindo esses passos certinho, seu neném muito provavelmente não terá nenhum problema bucal.