Gravidez

Entenda mais sobre Pré-Eclâmpsia 1024 184 admin

Entenda mais sobre Pré-Eclâmpsia

A Pré-Eclâmpsia é uma das chamadas DHEG – Doenças Hipertensivas Específicas da Gravidez e acontece quando uma gestante de 20 semanas ou mais está com a pressão arterial muito elevada (140/90 mmHg ou mais) e uma quantidade significativa de proteína na urina.

Com tratamento adequado, a condição desaparece em até 12 semanas após o parto. Sem tratamento, porém, ela favorece a eclâmpsia, um tipo de convulsão gestacional que pode matar mãe e bebê. Segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão é responsável por 13,8% das mortes maternas no Brasil.

As causas da doença ainda não são definidas com exatidão. Especialistas sugerem que tudo começa na placenta – órgão que nutre o feto durante a gestação. No começo desse período, uma das diversas mudanças internas é o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos feitos especialmente para levar sangue até a placenta. Acontece que em mulheres com pré-eclâmpsia esses vasos se subdesenvolvem, sendo mais estreitos, carregando sangue insuficiente.

Esse subdesenvolvimento pode estar relacionado com:

  • Fluxo sanguíneo insuficiente para o útero;
  • Danos aos vasos sanguíneos;
  • Um problema com o sistema imunológico;
  • Certos genes;
  • Outros distúrbios de pressão arterial elevada durante a gravidez.

Estudos identificaram alguns grupos de pessoas mais suscetíveis a desenvolver a doença:

Enquadram-se no chamado grupo de risco:

  • Histórico familiar de pré-eclâmpsia;
  • Primeira gravidez;
  • Nova paternidade, ou seja: cada gravidez com um novo parceiro aumenta o risco de pré-eclâmpsia;
  • Idade – o risco é maior após os 35 anos;
  • Gravidez múltipla;
  • Intervalo de 10 anos ou mais entre as gestações.

Se a mamãe possui um histórico com outras doenças, também pode entrar no grupo de risco.

Exemplos de outras doenças são:

  • Obesidade;
  • Hipertensão;
  • Enxaqueca;
  • Diabetes tipo 1 ou diabetes tipo 2;
  • Doença renal;
  • Tendência a desenvolver coágulos de sangue (trombofilias);
  • Doença autoimune, como a artrite reumatoide, esclerodermia e lúpus.

Sintomas

Os sintomas iniciais da pré-eclâmpsia são: ganho repentino de peso (2 a 5 quilos em uma semana) e inchaço da face ou extremidades como mãos e pés. Como esses são sinais comuns que podem acontecer durante a gravidez, se a mulher não fizer todos os exames e não tiver um acompanhamento pré-natal minucioso, a doença pode iniciar-se despercebida e evoluir apresentando outros sintomas, como:

  • Dor de cabeça;
  • Alterações da visão (visão turva, visão dupla, vendo pontos de luz);
  • Dor abdominal, especialmente no canto superior direito, ou meio abdômen;
  • Urinar com menos frequência;
  • Falta de ar;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Confusão;
  • Convulsão.

Atenção, mamães hipertensas!

Além de ir regularmente ao médico, mamães hipertensas têm de ingerir pouco sódio, manter o peso controlado, dormir bem e fazer caminhadas. Se tudo isso se mostrar ineficiente para diminuir a pressão, o uso de medicamentos para baixar a pressão arterial especialmente para a gravidez pode ser adotado, além de outros remédios para casos mais graves como anticonvulsivantes ou corticosteroides associados a complicações hepáticas ou de plaquetas.

Nós queremos frisar que a pré-eclâmpsia chega a ser fatal sem o tratamento. Entretanto, com o acompanhamento especializado, tudo pode ocorrer bem, sem muitas complicações.

Leia outros artigos de Mãe Que Ama sobre a Pré-Eclâmpsia: 8 Mitos da Pré-Eclâmpsia | Eclâmpsia x Pré-Eclâmpsia: entenda | Pressão alta na gravidez? Fique de olho na Pré-Eclâmpsia

Infecção Urinária na Gravidez 1024 184 admin
Infecção urinária na gravidez

Infecção Urinária na Gravidez

Causada por bactérias que levam à inflamação e irritação de todo o sistema urinário, as infecções urinárias são comuns nas mulheres entre 20 e 50 anos de idade. Estima-se que 20% das mulheres terão esse problema nessa faixa etária. Ela tem tratamento relativamente simples, mas que precisa ser seguido à risca da orientação médica. Caso contrário, pode ser muito dolorido e até perigoso se a infecção se espalhar pros rins.

A própria gravidez deixa as mulheres mais vulneráveis. Os hormônios da gestação afrouxam os músculos nos rins e no ureter, o que diminui o fluxo de urina dos rins para a bexiga. Isso abre uma “janela” – bactérias têm mais tempo de se reproduzirem antes da eliminação pelo próprio corpo. Os sintomas podem ser diversos, mas não significa que você terá todos. Entre eles podemos citar: dores na pelve, no baixo ventre, ao fazer xixi, durante a relação sexual, tremores, febres, sangue e/ou pus na urina.

Febre muito alta e dores nas regiões dos rins podem ser indícios de que a infecção se agravou e chegou a esses órgãos. Se você estiver grávida, antibióticos podem ser usados para combater a infecção do trato urinário. O tratamento pode durar entre 1 e 2 semanas. Isso antes de chegar aos rins. Nesses casos mais graves, a mulher é internada para administração de antibióticos diretamente na veia. Seu médico vai pedir um exame de urina a fim de saber o tipo de bactéria.

Rotineiramente, o médico deve pedir dois exames desses, mesmo não suspeitando de infecção nenhuma; um logo na primeira consulta e outro lá pela metade da gravidez. Tudo para que, se houver algo errado, seja identificado o quanto antes. Uma vez que a infecção urinária chega aos rins, pode causar parto prematuro. Além disso, se não tratada, pode causar anemia, hipertensão, pré-eclâmpsia e pielonefrite. Em alguns casos extremos, onde há infecção generalizada do corpo, pode ser fatal.

Por isso, mamãe, nunca deixe de verificar com o médico qualquer condição que julgar estranha. Fique ligada em nosso site para mais dicas e informações sobre saúde gestacional e neonatal!

Grávidez x Idade 1024 184 admin

Grávidez x Idade

A gravidez é um período único na vida de toda mulher. Porém, esse tempo pode ocorrer na mais variada idade. Cada mulher escolhe a “melhor idade” para engravidar de acordo com seus planos.

Existe idade adequada para engravidar?

Do ponto de vista estritamente médico, dos 20 aos 29 anos é o ideal para mulher tentar engravidar. É quando ela está plenamente desenvolvida, mais fértil e não corre riscos. Nem sempre foi assim. Nos anos 60, o corpo médico considerava como ideal entre 18 e 25 anos.

Nessa época, quando a mulher paria depois dos 25, já era considerada primigesta idosa. Igualmente, com o avanço das tecnologias, aumento da expectativa de vida, métodos anticoncepcionais e a cultura de adiar a gravidez por parte das mulheres que estão com outro foco, esse número “ideal” pode e muito provavelmente será revisto no futuro.

Até os 30 anos, casais saudáveis que tentam engravidar naturalmente têm de 18 a 25% de chances de conceberem por ciclo menstrual. 85% deles conseguem ter filhos dentro de um ano de tentativa. Dos 31 até os 35 anos, essa taxa cai pra no máximo 15% ao ciclo e no máximo 80% dos casais conseguem engravidar em um ano de tentativas. Acima dos 35 anos toda gravidez já é considerada de risco.

Primeiro porque a fertilidade cai drasticamente; 9% de engravidar por ciclo menstrual e apenas 50% conseguem depois de um ano. Segundo porque quanto mais velha, maior a chance da criança nascer com síndrome de down. Terceiro porque o risco de desenvolver diabetes, hipertensão entre outras doenças relacionadas ao período só cresce com a idade.

Gravidez depois dos 30

Mulheres que pretendem engravidar pela primeira vez depois dos 35 anos de idade devem procurar o médico o quanto antes. Tempo é muito importante e não pode ser nada perdido. O médico pedirá uma série de exames pra traçar o melhor caminho e o melhor jeito de concepção, se natural ou artificial. Em seguida, ele vai receitar uma miríade de suplementos vitamínicos para preparar seu corpo para a criança. Fora que ele deve recomendar a consulta com nutricionistas também para cuidar de toda uma dieta especial.

Se há realmente a vontade de ter filhos, não deixe passar muito tempo depois dos 30. Depois dos 40, no máximo 20% dos casais conseguem engravidar após um ano de tentativa. Fique ligado no site Mama para mais informações sobre saúde gestacional e neonatal!

Evitando enjoos gestacionais 1024 184 admin
Enjoos na gravidez

Evitando enjoos gestacionais

De tão comuns nesse período, os enjoos são recebidos como sinais de uma gravidez. Normalmente os enjoos na gravidez  já são sentidos no primeiro mês ou um pouco depois e a intensidade pode variar muito. Os hormônios são os principais causadores, mas ansiedade e estresse psicológico também podem influenciar. Hábitos simples que qualquer pessoa pode e deveria fazer como comer a cada três horas e fazer exercícios são armas contra os enjoos.

Comer de três em três horas dá ritmo ao organismo digestivo e evita que você exagere nas refeições, já que vai estar sempre comendo de pouquinho em pouquinho. Fora que isso facilita o processo digestivo, já que são menos alimentos de cada vez. Quanto mais tempo a comida fica no estômago, mais chances da grávida sofrer com gastrite, náusea e refluxo.

Outra coisa que pode acelerar a digestão é o repouso. Na ausência de esforço físico, o corpo direciona o fluxo de sangue para funções como ela. Além disso, esses repousos podem aliviar a carga de estresse e controlar a ansiedade. No intervalo desses repousos e refeições, pratique exercícios leves como caminhada. Ela também favorece a digestão e aliviam o estresse, pois, atividades físicas liberam endorfina causando bem-estar.

Evitar movimentos bruscos também vale para qualquer tipo de pessoa. Quando estamos inertes, nosso sangue alcança uma distribuição uniforme pelo corpo. Por isso, ao realizar esses movimentos, temos queda repentina na pressão arterial. Além do enjoo, mal estar e desmaios podem ocorrer. Isso é normal: trata-se de uma defesa natural do corpo, impedindo-nos de seguir em frente até o fluxo de normalizar.

Evite líquidos durante as refeições e corte o café durante toda a gravidez. O primeiro, ingerido junto com a comida a faz aumentar de volume atrasando a boa digestão. O segundo é um estimulante que acelera os batimentos cardíacos da mamãe e do bebê.

O que achou de nossas dicas? Se quiser, pode deixar nos comentários dúvidas ou sugestões.

O que é a placenta? 1024 184 admin
O que é a placenta?

O que é a placenta?

A placenta é um órgão que existe durante a gravidez. Dessa forma,  possui várias funções como aconchegar adequadamente o feto que se forma dentro do útero, produção de hormônios e proteção contra impactos. Porém, a principal função dela é repassar nutrientes e oxigênio do sangue da mãe ao bebê. Ela também dá proteção imunológica e expurga os resíduos que a criança produz como a urina, por exemplo.

Como se forma a placenta?

A placenta se forma a partir da 2ª semana pelos tecidos do óvulo, útero e feto, crescendo rapidamente; no primeiro trimestre ela já é maior que o bebê. A criança alcança o mesmo tamanho do órgão mais ou menos na 16ª semana de gestação. Em um parto normal, ela sai depois de 4 ou 5 contrações – menos dolorosas do que as contrações necessárias para expelir o filho.

O órgão se liga ao bebê através do famoso cordão umbilical. Esse canal é uma via de mão dupla: de um lado traz os nutrientes e o oxigênio da mãe pro bebê; do outro, leva embora os dejetos e dióxido de carbono da criança. O sangue dos dois nunca se mistura de fato.

Queremos listar agora algumas das alterações mais comuns que a placenta pode sofrer. Apesar desse “comum”, ainda sim é uma alteração, um ponto fora da curva, e qualquer coisa desse tipo tem que ser avisada e acompanhada pelo médico especialista.

  • Placenta prévia ou placenta baixa
  • Descolamento da placenta
  • Placenta acreta
  • Placenta calcificada ou envelhecida
  • Infarto da placenta ou trombose placentária
  • Rotura uterina

Deu pra sentir a importância do orgão na gestação de uma criança saudável, né? Ela também é a prova de como o corpo humano pode ser incrível e como é empolgante o estudo de seu funcionamento para nos entendermos melhor. Entendimento que é fundamental para a prevenção de doenças e complicações. Continue com a gente para ampliar o seu próprio conhecimento a cerca do corpo de uma mulher grávida e de um recém-nascido, continue com a #MãeQueAma

O que é episiotomia? 1024 184 admin
O que é episiotomia

O que é episiotomia?

Episiotomia é um corte cirúrgico de 5 a 6 centímetros feito no momento do parto na região do períneo, que compreende entre o ânus e a vagina.

A episiotomia objetiva facilitar a passagem da criança através do aumento do canal vaginal, também chamado de canal de parto, e evitar laceração ou rasgos. Normalmente é feita com anestesia local quando não houve aplicação prévia de outro tipo anestésico.

Como surgiu a Episiotomia?

A técnica foi criada no século XVIII pelo obstetra irlandês Fielding Ould. Popularizou em meados do séc. XX, quando o ato do parto deixou o ambiente caseiro e passou a ser hospitalizado. Além do desenvolvimento de anestesias e técnicas de esterilização nesse mesmo período.

A cicatrização da  episiotomia costuma ocorrer sem dificuldades e há casos da mulher não precisar levar ponto algum. Ela chegou a ser feita em 90% dos partos normais e se tornou rotina. Esse número passou a cair com o movimento feminista e parto humanizado.  Como resultado, a Organização Mundial da Saúde a declarou como na categoria de “práticas frequentemente utilizadas de modo inadequado”.

Não é toda mulher que precisa disso, pelo contrário: este procedimento só é recomendado atualmente nos casos de rigidez no períneo, parto pélvico (quando o bebê está sentado), sofrimento fetal, macrossomia (excesso de peso do bebê) e parto de prematuros . Todos esses exemplos somados representam apenas 10% dos partos.

Episiotomia no Brasil

Atualmente, no Brasil, mais da metade das mulheres que fazem parto normal também fazem a episiotomia. A taxa normal devia ser de 15%. Tem de haver uma conscientização por parte das mulheres, para que elas possam conversar com seus médicos. E os profissionais mais antigos têm de se atualizar para não usarem a episiotomia em larga escala como era no período de sua formação.

Converse com seu médico e até expresse em seu plano de parto o desejo de não querer fazer isso desnecessariamente. Peça pra ele te passar exercícios físicos adequados que treinem essa região; hoje em dia essa é a melhor opção, treinar de maneira natural para dar condições de o corpo fazer as coisas sozinho.

O diálogo também é muito importante porque na hora do parto, mesmo o médico sabendo que você não quer a episiotomia, ele pode fazê-lo se ver indícios e achar imprescindível.

Saiba mais sobre saúde da mamãe aqui.

E você? Teve filho e realizou esse procedimento? Como foi? #MãeQueAma quer saber. Deixe seu comentário, continue nos acompanhando para mais informações e tudo de bom!

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