Febre amarela

A vacina da febre amarela em gestantes e crianças 1024 184 admin

A vacina da febre amarela em gestantes e crianças

Devido aos novos casos de febre amarela pelo Brasil, o governo federal planejou e está executando uma campanha de vacinação extraordinária. Porém, em meio ao afã da população, muita desinformação circulou, gerando dúvidas que Mama pretende sanar agora.

A Doença

A febre amarela é uma doença causada pelo flavivírus e transmitida, no ciclo silvestre, pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Isso acontece quando, em regiões de mata, esses mosquitos picam macacos portadores do vírus. A partir daí o inseto é vetor do vírus e pode contaminar humanos no momento da picada.

O ciclo urbano, que não é registrado no Brasil desde 1942, ocorre quando essa pessoa infectada vai para uma área urbana. Uma vez na cidade, ela pode ser picada pelo Aedes aegypti, também transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. A partir de então, este mosquito é transmissor do vírus e, uma vez ele picando outra pessoa, temos a versão urbana.

Em todos os casos a doença só é passada pelas fêmeas dos mosquitos.

Os Sintomas da febre amarela

Os sintomas são os mesmos em ambas as versões: silvestre e urbana. Na fase inicial da febre amarela, a pessoa sente dores de cabeça, musculares (costas principalmente), perda de apetite, náuseas, vômitos, tonturas, calafrios e febre (temperatura corporal acima do 37,8).

Quando ela se agrava, nariz, boca, olhos e estomago podem sangrar. Órgãos como rins e fígado são afetados. A pessoa pode desenvolver icterícia e ter alterações neurológicas, além de dores abdominais e urina escura.

A Vacina

A dose padrão da vacina é de 0,5 ml. Versão da vacina da febre amarela, a qual o governo recomendava um reforço após 10 anos. Entretanto, desde abril de 2017, o Ministério da Saúde segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde que diz que aqueles que tomaram essa dosagem, está imunizado pelo resto da vida, assim ela passou a ser chamada de “dose única”.

Para atender à emergência causada pelos recentes casos da doença, desde o começo de fev/2018 o governo está com uma campanha de vacinação para imunizar a população nas chamadas “áreas de risco”.  Porém, os estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo vão receber a dose fracionada de 0,1 ml. Dessa forma, a antiga dose pode render para até 5 pessoas diferentes na nova dosagem. Contudo, segundo estudos da Fiocruz, essa versão fracionada só imuniza a pessoa por até 8 anos. No Brasil, é a 1ª vez que essa medida é adotada. Mesmo que fracionada, ajudou a controlar um surto da doença em Angola, 2016.

Quem pode tomar?

Crianças a partir de nove meses e adultos até 59 anos. Pessoas com 60 anos ou mais e gestantes só podem receber o imunizante se não apresentarem nenhuma contraindicação e estiverem muito próximos a locais com casos reportados. Indivíduos com HIV/Aids também podem, desde que não apresentem imunodeficiência grave. Para isso, deve ser feito exame para contagem de CD4 (células de defesa).

Mulheres que estão amamentando devem suspender o aleitamento materno por 10 dias após a vacinação. Aliás, este é o período que leva para a vacina fazer efeito e de fato imunizar. Como toda vacina é o próprio vírus adormecido da doença que ela intenciona combater, aplicada para o corpo criar imunidade, caso a mãe amamente durante esses 10 dias, o vírus pode ser transmitido para o bebê, através do leite.

Há, porém, pessoas que não podem ser vacinadas, mesmo estando em áreas de risco. É o caso de crianças de até 9 meses de idade, pacientes com algum tipo de câncer, pessoas que passaram por algum transplante e portadores de alergia grave ao ovo. Qualquer um com deficiência no sistema imune também deve consultar um médico.

Proteção para quem não pode tomar a vacina

O mais importante é que a picada seja evitada. Seja evitando ir aos lugares de risco ou com repelentes mesmo. Uma boa prática a ser adotada é o uso da tela/rede para a janela, blusas de manga comprida, calças e portas/janelas mantidas fechadas, evitando que os mosquitos entrem no recinto.

Importante: repelentes não podem ser aplicados em crianças com menos de 6 meses. Mosquiteiros para berço são altamente recomendados nesses casos.

O governo garante que, com o fracionamento, não faltará vacina para a população. A febre amarela também deve entrar para o calendário vacinal ensejando a imunização das próximas gerações.

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