Câncer de mama

Câncer de mama: entenda e previna-se! 1024 184 Carol
cancer de mama

Câncer de mama: entenda e previna-se!

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor maligno. Esse é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres na maior parte do mundo, sendo estimados, de acordo com as últimas estatísticas mundiais do Globocan 2018 (BRAY, 2018), 2,1 milhões de casos novos de câncer e 627 mil óbitos pela doença por ano.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa de novos casos em 2020 é de 66.280

Há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido enquanto outros são mais lentos.

E os casos em homens?

Homens normalmente não têm as mamas desenvolvidas, porém, tal como as mulheres, possuem tecido mamário e podem desenvolver câncer nessa região, mas os casos são raros: apenas 1% de todos os cânceres de mama. Por ser raro, o câncer de mama em homens é menos estudado e normalmente abordado segundo as condutas preconizadas para as mulheres.

 

Fatores de risco

O câncer de mama não tem somente uma causa. A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos). Outros fatores que aumentam o risco da doença são:

• Obesidade e sobrepeso;
Sedentarismo (não fazer exercícios);
Consumo de bebida alcoólica;
Menstruação precoce (antes de 12 anos);
Menopausa tardia (após 55 anos);
Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X);
Não ter tido filhos;
Primeira gravidez após os 30 anos;
Não ter amamentado;
Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona);
Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos;
Fatores genéticos e hereditários (risco elevado) – História familiar de câncer de ovário; Casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos; História familiar de câncer de mama em homens; Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.

 

Sinais e sintomas

É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.
Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são:

Caroço (nódulo) fixo, endurecido e geralmente indolor;
Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
Alterações no bico do peito (mamilo);
Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
Saída espontânea de líquido dos mamilos.

Ao serem identificadas alterações persistentes nas mamas, é importante procurar imediatamente um serviço médico para avaliação diagnóstica.

 

Diagnóstico precoce

Realizar o autoexame e rotineiramente procurar um médico para exames como a mamografia, são essenciais e fortemente frisados em campanhas de conscientização da doença. Isso porque o câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura. Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres, por meio do autoexame.
Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas.
Mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas.
Mulheres com risco elevado para câncer de mama devem conversar com seu médico para avaliação do risco para decidir a conduta a ser adotada.

 

Tratamento

Após os exames de imagem (mamografia, ressonância magnética, ecografia entre outros) identificarem uma alteração suspeita de câncer de mama, é necessário coletar parte do tecido da mama para uma biópsia, na qual serão identificadas as células tumorosas ou não.  Após todo o estudo do caso por parte da equipe médica, será definido o tratamento apropriado e o prognóstico do paciente.
Os tratamentos são divididos entre terapia local (cirurgia total ou parcial, radioterapia) e terapia sistêmica (quimioterapia, hormonioterapia, imunoterapia).

 

Prevenção

Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como a prática de atividade física regular, uma alimentação saudável, um peso corporal adequado, não consumir bebidas alcoólicas, amamentação. Além dos hábitos saudáveis, a realização periódica de exames de rastreamento também é uma forma importante de prevenção e permite um diagnóstico precoce.

 

Faça a mamografia!

A maioria das mulheres deve começar a fazer mamografias anualmente após os 50 anos, mas para quem tem histórico familiar de câncer de mama, o exame deve começar 10 antes do caso mais precoce na família. Assim, se um parente próximo teve esse tipo de câncer aos 40, é preciso começar a fazer mamografias anualmente a partir dos 30 anos.

*Com informações do INCA – Instituto Nacional de Câncer – Ministério da Saúde.

 

Saiba mais sobre câncer de mama na gestação 1024 184 admin

Saiba mais sobre câncer de mama na gestação

Faz alguns dias que a Campanha Outubro Rosa começou. Sucesso no Brasil e no mundo, ela tem como missão dedicar um mês inteiro para a conscientização do autoexame de toque nas mamas atrás de cistos e a importância da prevenção precoce da doença que pode ser mortal. Quanto mais cedo ela é diagnosticada, maiores são as chances de um tratamento bem sucedido.

Entretanto, esse diagnóstico é mais difícil durante a gravidez. Essa dificuldade existe porque nesse período as mamas sofrem as alterações naturais da nova condição: ficam mais densas, doloridas e incham bastante. A mulher, então, pode não perceber o surgimento de caroços na região. Nesses casos o autoexame citado acima não é recomendado por ser inconclusivo. O que pode ser feito é um ultrassom, pois, não utiliza radiação ionizante. A mamografia até pode ser feita também, desde que aja um avental de chumbo para proteger a barriga da grávida.

Diagnóstico do câncer de mama na gestação

Em caso de indício positivo nesses exames, uma biópsia é feita para confirmar o diagnóstico. Caso o cancro seja confirmado, um tratamento cirúrgico é iniciado. A quimioterapia não é utilizada nos três primeiros meses de gestação por conta do feto ainda estar em seu estágio crítico de desenvolvimento, porém, após esse tempo, ela poderá ser aplicada. Já a radioterapia, por causa da radiação, é completamente vetada durante a gestação, podendo causar efeitos colaterais à criança, sendo aplicada somente depois do parto. Hormonioterapia e terapia-alvo também estão fora de questão antes da mãe dar à luz.

A notícia do diagnóstico

Pois é, receber uma notícia que você porta um câncer é sempre doloroso e pesado. Ainda mais quando isso acontece durante a gravidez, um momento que deveria ser marcado apenas pela alegria da chegada de uma nova vida. Fique atenta, vá a todas as consultas, converse e faça perguntas ao seu médico. Hoje há tratamentos menos agressivos tanto para a mãe quanto para o feto. Além do que, câncer na gestação é raro, embora a tendência seja o aumento já que cada vez mais as mulheres estão optando por terem seus filhos cada vez mais tarde. E a incidência dessa doença aumenta paulatinamente à medida que essas mulheres envelhecem.

Conte com o portal Mãe que Ama para sanar dúvidas, obter fontes de informação gestacional e neonatal.

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