Hipotireoidismo: como a doença afeta a gravidez

22 de novembro de 2018

O hipotireoidismo, se não tratado ou se tratado de forma incorreta, pode causar problemas sérios de saúde à gestante e ao bebê, pode ser causa inclusive de aborto espontâneo. Por isso, é muito importante o diagnóstico, o tratamento e o controle da doença, o que possibilita uma gestação normal até o fim.

Riscos para a mãe:

– Pré-eclâmpsia
– Parto prematuro
– Anemia
– Placenta prévia
– Hemorragia após o parto
– Aborto espontâneo


Riscos para o bebê:

– Problemas cardíacos de formação
– Atraso no desenvolvimento mental
– Baixo Q.I.
– Sofrimento fetal
– Baixo peso ao nascer

Como identificar?

O hipotireoidismo é mais frequente em mulheres jovens na idade de engravidar. Elas são um grupo de risco da doença, que é um quadro caracterizado por uma diminuição da produção do hormônio tireoidal (tiroxina), segregada pela glândula tireoide. Aproximadamente 1 de cada 100 mulheres em idade fértil tem hipotireoidismo e o risco de desenvolvê-lo com o avanço da idade.

Durante a gravidez, exige-se da glândula tireoide um sobreesforço, que é de 50% superior. A maior dificuldade em diagnosticar o hipotireoidismo na gravidez é que os sintomas são, com frequência, confundidos com os da própria gravidez. O cansaço, o aumento de peso e a menstruação irregular são alguns dos sintomas próprios do hipotireoidismo, e são comuns na gravidez. Essa é a razão porque pode passar despercebido. Portanto, parece justificado realizar um estudo sistemático de hipotireoidismo a todas as gestantes para investigar a sua possível existência.

Uma simples análise de sangue destinada a medir os níveis do hormônio tireoidiano (tiroxina, ou T4) e do TSH sérico (hormônio estimulante da tireoide) pode indicar o diagnóstico. Nos casos positivos, deve-se repetir a análise a cada 4 ou 8 semanas durante toda a gestação para manter o controle da doença.

Mas, na verdade, o ideal é que a mulher faça o exame para controle da tireoide antes mesmo de engravidar para evitar surpresas indesejáveis e complicações durante a gravidez. Isso ocorre na maior parte dos casos: geralmente as gestantes já têm hipotireoidismo antes da gravidez. Mas os exames de pré-natal ajudam a detectar a doença em mulheres que não apresentavam sintomas do problema.

Outros sintomas, como, por exemplo, voz rouca, lentidão ao falar, queda de cabelo, cabelo ressecado, grosso e disperso, pele seca, grossa e áspera, dor e adormecimento das mãos (síndrome do túnel do carpo), pulso lento, câimbras musculares, confusão, plantas dos pés e palmas das mãos alaranjadas, prisão de ventre, inchaço no rosto, pálpebra caída e expressão facial de aborrecimento podem indicar a doença.  

Tratamento

O tratamento básico consiste em ampliar a dose de L-Tiroxina para chegar aos requerimentos que a gravidez pede. A dose que deve ser administrada é particular para cada caso, já que se estabelece em relação aos níveis de hormônios tireoidianos. Este tratamento não apresenta risco para a saúde da mãe e do bebê. Só é preciso realizar controles periódicos dos níveis hormonais durante a gravidez para ajustar corretamente a dose de L-Tiroxina, já que exceder-se na dose pode dar lugar a um hipertireoidismo (excesso de hormônio tireoidiano).

 

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