Epilepsia na gravidez

9 de junho de 2017

Epilepsia na gravidez pode afetar a formação do feto

Afetando tanto homens quanto mulheres, a Epilepsia está presente em cerca de 1% da população mundial. Apesar de ser uma das doenças mais antigas e conhecidas, até hoje não se chegou a uma cura.

Como funciona o tratamento?

O que existe é tratamento com medicação controlada para adiar e amenizar os efeitos danosos. Em casos mais graves, onde remédios se mostram ineficientes, o paciente é passível de cirurgia.

A epilepsia nada mais é do que distúrbios no cérebro: ondas emitidas intensa e desordenadamente pelo córtex para todos os músculos do corpo provocando o chamado “ataque epilético”. Alem disso, essas convulsões podem variar muito em intensidade e duração de pessoa para pessoa. Há duas maneiras de você adquiri-la: naturalmente através de herança genética – o que é mais comum – ou quando o cérebro sofre alguma lesão por pancada, AVC, tumor na cabeça, dependência química, entre outras coisas. Grandes personalidades foram epiléticas como Júlio Cesar, Alexandre Magno, Napoleão Bonaparte, Machado de Assis e a lista pode ir seguindo.

Apesar desses exemplos notórios, as pessoas epiléticas sempre sofreram estigmas sociais. Acreditava-se que eram seres amaldiçoados, depois, inválidos e malquistos. Uma consequência disso foi a baixa fertilização deles, já que ninguém queria ter nenhum contato com os mesmos, o que também gerava baixa-autoestima. Consequentemente as mulheres sofreram ainda mais com isso. Até 1986, no estado norte-americano da Carolina do Sul, esterilização involuntária em mulheres epilépticas foi aceita legalmente. Até hoje é o transtorno neurológico mais comum durante a gravidez, podendo ocorrer em até 0,6% delas. Gestações assim são consideradas de alto risco.

Como é a gestação de quem tem Epilepsia ?

A despeito de tudo isso, toda mulher, epilética ou não, tem o direito de ser mãe se quiser. É necessário, porém, um acompanhamento especial e intensivo nesses casos, visando sempre a saúde dela e da criança. Acima de tudo, a mulher epilética tem que saber que seu bebê pode nascer com problemas como dismorfismo facial. Infelizmente, remédios para controlar a epilepsia podem potencializar os riscos de defeitos congênitos no feto. A criança pode nascer com fissuras no seu da boca, nos lábios e até problemas nas genitálias. Na verdade, Um estudo realizado pelo Hospital de Belfast, na Irlanda do Norte, relatou que são alguns medicamentos específicos contra epilepsia que causam isso: topiramato e ácido valpróico.

A consulta com especialistas se urge para achar alternativas a estas substâncias e apontar o caminho mais indicado. Reposições de ácido fólico também podem ser recomendadas; normalmente, tomar três meses antes e três meses depois de engravidar. Você tem algum caso ou mesmo dúvida que gostaria de relatar? Deixe seu comentário logo abaixo! Toda experiência é válida e pode ajudar outras pessoas.

Veja mais sobre o pré e neonatal na sessão Saúde Gestacional.

Para outras informações sobre saúde do bebê e gestante é só continuar acompanhando o nosso portal  Mãe que Ama. Curta nossa página no Facebook e nos siga no Instagram!

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.