Diástase pós-parto: entenda

12 de dezembro de 2019

O que é?

A diástase é provocada pelo estiramento da barriga, que causa um afastamento do reto abdominal (o famoso “tanquinho”). Forma-se então um espaço entre os músculos, muito comum.

A partir daí, essa divisão entre os músculos forma uma lacuna, a diástase. Isso acontece devido à fraqueza do reto abdominal que fica muito esticado devido ao crescimento da barriga na gravidez (porque a parede do útero aumenta para receber o bebê). Algumas situações que favorecem o desenvolvimento da diástase abdominal são ter mais de uma gestação, gravidez de gêmeos, bebê com mais de 4 kg ao nascer e idade superior a 35 anos. Mas ela também pode acontecer fora da gravidez, quando a pessoa levanta objetos muito pesados numa postura incorreta, por exemplo.

O tamanho dessa lacuna varia normalmente de 1 a 3 centímetros dependendo da constituição muscular da mulher e do tipo de gestação que teve. Nos casos mais graves, pode chegar até 20 centímetros.

Algumas mulheres apresentam um afastamento tão grande que podem pressionar 3 ou 4 dedos em seu abdômen e estes “afundam” como se tivesse um buraco na barriga, por não ter ali a parede muscular que deveria impedir essa entrada.

Complicações da diástase

Além de prejudicar a estética da barriga, a principal complicação da diástase abdominal é o surgimento da dor nas costas na região lombar. Essa dor ocorre porque os músculos abdominais atuam como uma cinta natural que protege a coluna ao andar, sentar e fazer exercícios. Quando este músculo está muito fraco, a coluna fica sobrecarregada e há um maior risco de desenvolver hérnia de disco, por exemplo. Por isso, é importante realizar o tratamento, promovendo a união e o fortalecimento das fibras abdominais.

 

Tratamento

O tratamento pode ser por meio de exercícios físicos, que são de grande ajuda mas devem ser realizados com supervisão do fisioterapeuta ou personal trainer porque mal executados podem causar um aumento na pressão intra-abdominal, e aumentar a separação dos retos, piorando a diástase ou levar ao surgimento de uma hérnia. Alguns casos precisam de tratamento cirúrgico. A cirurgia é o último recurso para correção da diástase, mas é muito simples e consiste em costurar os músculos. Apesar da cirurgia poder ser realizada somente com este intuito, o médico também pode sugerir uma lipoaspiração ou abdominoplastia para remover a gordura em excesso, costurando o músculo para finalizar.

 

Como prevenir?

Como mulheres que já tiveram diástase tem predisposição para desenvolvê-la novamente em gestações futuras, recomenda-se um intervalo de pelo menos dois anos entre uma gravidez e outra.

Fortalecer a região com exercícios físicos é a sugestão número um de médicos e especialistas, mesmo antes da gravidez e também durante. Mas é necessário ter cuidado com esses exercícios.

Na gestação, não é recomendado fazer atividades de impacto ou muito intensas, pelo contrário – hidroginástica e caminhadas leves são exercícios mais adequados.

 

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