Depressão Pós-Parto

5 de julho de 2016

26,3% das brasileiras sofrem de depressão pós-parto

A pesquisadora Mariza Theme da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp), é responsável por um inédito estudo no Brasil. Segundo seus dados, 26,3% das brasileiras sofrem de depressão pós-parto. O que representa pouco mais de ¼ das mulheres.

O Estudo

23.896 mamães foram entrevistadas entre 6 e 18 meses após parirem suas crianças. Os resultados foram publicados na edição de abril da revista Journal of Affective Disorders. A importância desse estudo é dada por ser o primeiro relativo ao assunto. Da mesma forma, assim como a própria depressão comum, a pessoa pode sofrer em silêncio, ter tendências suicidas e até pensar em matar a criança.

Todas as pessoas submetidas a esta última pesquisa foram colocadas segundo a Escala Edimburgo de Depressão Pós-Parto. A escala tem 10 perguntas com 4 respostas possíveis. Cada resposta equivale uma pontuação de 0 a 3. Ao final há a soma para chegar ao resultado. Para este estudo, as mulheres que pontuaram 13 ou mais pontos demonstram ter algum indício de depressão. O questionário está ao final da matéria.

Grupo de risco

Como a maioria das doenças, a depressão pós-parto também possui seu grupo de risco que podem contribuir para um quadro negativo:

  • Mulheres mestiças de baixa condição socioeconômica
  • Hábitos não saudáveis
  • Antecedência de problemas mentais
  • Vários partos
  • Gravidez não planejada 

Lembrando que essas são somente as mulheres que têm maiores chances de desenvolver a doença, não significa que vão necessariamente desenvolvê-la. Ou seja,  tampouco mulheres fora do grupo de risco estão imunes. Pode acontecer com qualquer uma.

A pesquisadora responsável afirma que não há investigação específica para a doença nas rotinas do SUS. A situação poderia melhorar muito com novas políticas públicas, repensando a maneira de diagnosticar e tratar.

Muitos casos de depressão já começam na gravidez e o manual pré-natal do Ministério da Saúde diz que o profissional de saúde deve atentar-se a questões físicas e emocionais. Porém, não há uma estruturação disso de fato. Isso pode acarretar atrasos no desenvolvimento psicomotor e neurocognitivo da criança.

Em nota, o Ministério afirma:

Nossos manuais e protocolos contêm orientações sobre o acompanhamento pré-natal e puerperal. Eles determinam quais sinais e sintomas devem chamar a atenção da equipe para quadros de sofrimento mental ou emocional, incluindo a depressão.

Pacientes com quadros graves ou com resposta insatisfatória ao tratamento são encaminhadas para serviços especializados. O Brasil conseguiu reduzir em 6,4% o número de atendimentos em depressão pós-parto no SUS nos últimos dois anos, passando de 421 atendimentos em 2014 para 394 no ano seguinte.

Vamos ficar de olho e esperar que mais estudos e pesquisas como essa sejam feitos visando à ampliação do conhecimento e fim exclusivo de melhorar a saúde de nossas gestantes.
Dúvidas e sugestões? Deixe um comentário aqui na #Mama

Questionário sobre Depressão Pós-Parto

Você tem sido capaz de rir e achar graça das coisas?

  1. Como sempre fez.
    1. Não tanto quanto antes.
    2. Sem dúvida, menos que antes.
    3. De jeito nenhum.

Você sente prazer quando pensa no que pode acontecer em seu dia-a-dia?

  1. Como sempre sentiu.
    1. Talvez menos do que antes.
    2. Com certeza menos.
    3. De jeito nenhum.

Você tem se culpado sem necessidade quando as coisas saem erradas?

  1. Não, nenhuma vez.
    1. Não muitas vezes.
    2. Sim, algumas vezes.
    3. Sim, na maioria das vezes.

Você tem se sentido ansiosa ou preocupada sem uma boa razão?

  1. Não, de maneira alguma.
    1. Pouquíssimas vezes.
    2. Sim, algumas vezes.
    3. Sim, muitas vezes.

Você tem se sentido assustada ou em pânico sem um bom motivo?

  1. Não, nenhuma vez.
    1. Não muitas vezes.
    2. Sim, algumas vezes.
    3. Sim, muitas vezes.

Você tem se sentido incapaz de lidar com as tarefas e acontecimentos do seu dia-a-dia?

  1. Não. Eu consigo lidar com eles tão bem quanto antes.
    1. Não. Na maioria das vezes consigo lidar com eles.
    2. Sim. Algumas vezes não consigo lidar bem como antes.
    3. Sim. Na maioria das vezes não consigo lidar bem com eles.

Você tem se sentido tão infeliz que tem tido dificuldade de dormir?

  1. Não, nenhuma vez.
    1. Não muitas vezes.
    2. Sim, algumas vezes.
    3. Sim, na maioria das vezes.

Você tem se sentido triste ou arrasada?

  1. Não, de jeito nenhum.
    1. Não muitas vezes.
    2. Sim, muitas vezes.
    3. Sim, na maioria das vezes.

Você tem se sentido tão infeliz que tem chorado?

  1. Não, nenhuma vez.
    1. De vez em quando.
    2. Sim, muitas vezes.
    3. Sim, quase todo o tempo.

A ideia de fazer mal a você mesma passou pela sua cabeça?

0. Nenhuma vez.
1. Pouquíssimas vezes, ultimamente.
2. Algumas vezes nos últimos dias.
3. Sim, muitas vezes, ultimamente.

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