Câncer do colo do útero: prevenção é o melhor remédio

6 de abril de 2018

Também conhecido por câncer cervical, o câncer do colo do útero é um dos possíveis resultados da infecção pelo papilomavírus humano (HPV). Esse vírus é tão comum na humanidade que a grande maioria das pessoas sexualmente ativas o possuem. Porém, ele, na maioria das vezes, é assintomático. Ou seja, não apresenta sintomas ou problema algum.

Quando se manifesta maleficamente, o câncer é justamente uma das piores formas. A infecção traz lesões ao colo do útero, a parte mais inferior do útero, como podemos ver na ilustração abaixo:

No começo, o câncer é uma doença silenciosa. Normalmente quando os sintomas aparecem ele já está em estágio avançado.

Sintomas do câncer do colo do útero

· Sangramento vaginal fora da menstruação e sem motivo
· Corrimento alterado
· Sangramento pós sexo
· Dor pélvica
· Fadiga
· Náusea
· Perda de peso
· Sensação de pressão no fundo da barriga

Se não tratado, ele pode evoluir para um carcinoma invasor do colo uterino, sendo fatal.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o cervical é o 3º tipo de tumor mais frequente nas brasileiras, perdendo apenas para o de Mama (1º) e o Colorretal (2º), sendo a 4º maior causa de óbito entre todos os cânceres. Só no ano de 2018 há a estimativa de que surgirão mais de 16 mil casos da doença no Brasil.

Diagnóstico

Mas temos boas notícias também! Este câncer é muito fácil de evitar. O exame preventivo é o Papanicolau. Que é disponível na rede pública. Segundo as Diretrizes Brasileiras Para o Rastreamento do Câncer de Colo de Útero, ele deve ser realizado em “(…) mulheres de 25 a 60 anos de idade, uma vez por ano e, após dois exames anuais consecutivos negativos, a cada três anos.”. Este exame serve para detectar a presença das lesões pré-cancerosas.

Ou seja, não detecta o câncer em si porque ele ainda nem apareceu. Porém, constata o pré-requisito que pode evoluir para o tumor. No caso de aparição de qualquer resultado incomum neste primeiro exame, um segundo pode ser feito para detectar células cancerígenas.

Tratamento

Em caso positivo para câncer, o tratamento de radioterapia e quimioterapia é iniciado. Contudo, em alguns casos, eles não são o suficiente e só a cirurgia pode salvar a vida da mulher.

Neste caso, existem 2 tipos de procedimentos: o de retirada do tumor e o de retirada do útero.  Se a mulher não deseja ter filhos, o impacto é menor. Mas se ela planejava engravidar, há uma situação bem séria.

Nesses casos, o médico acompanha de perto os resultados da radio e quimio. Se eles forem satisfatórios, a mulher pode engravidar depois do término do tratamento. Infelizmente, nos casos de inevitabilidade da retirada do útero, mesmo se a mulher quiser engravidar, isso não será possível.

Grupo de Risco

Fazem parte do grupo de risco mulheres com:

· Parceiros sexuais sem proteção
· Multiparidade
· Histórico de DSTs além do HPV, como a gonorreia e a clamídia
· Tabagismo
· Primeira relação sexual muito cedo
· Uso prolongado de anticoncepcional oral
· Idade entre 40 e 60 anos

Por mais assustador que essa doença possa parecer, se todas as recomendações médicas e prevenções forem respeitadas, as chances da mulher de ver livre de problemas é praticamente certa.

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