Atitudes cotidianas podem afetar a saúde na gestação

14 de dezembro de 2018

A gravidez é um momento muito importante que será sempre lembrado. Além das boas lembranças afetivas, virão as relacionadas à saúde e ao desenvolvimento do bebê. E para que sejam boas também, é preciso ter a consciência de que a rotina da gestante afetará diretamente o bebê e que gerar uma vida exige cuidados que vão além do pré-natal em dia e dos bons hábitos alimentares das mamães.

As futuras mamães têm a responsabilidade de pensar no bem estar da criança a todo momento, durante todas as semanas de gestação. É importante ficarem atentas até mesmo em algumas atitudes cotidianas, que muitas vezes nem se imagina que podem afetar a sua saúde e a do bebê.

Veja alguns exemplos:

O contato com a terra sem luvas: Há o risco de contaminação com parasitoses, até mesmo a temida toxoplasmose, caso tenha fezes de gatos na terra, por exemplo. A toxoplasmose na gravidez pode levar à má formação fetal e até mesmo ao aborto espontâneo.

Cigarro: Grávidas não devem fumar e nem mesmo ficar próximas de fumantes. Inalar a fumaça do cigarro dos outros, ou seja, o fumo passivo, também pode trazer riscos ao bebê, como baixo peso, envelhecimento da placenta e menos quantidade de líquido amniótico.

Não escovar os dentes corretamente: A higiene bucal deve ser sempre bem feita e após as principais refeições, pois as gestantes têm uma certa sensibilidade e uma queda na imunidade, todos os problemas podem ser agravados, inclusive em relação à saúde bucal.

Atividade física em excesso: É importante fazer exercícios físicos na gestação, mas o excesso pode causar problemas, como afetar o útero, interferindo no tamanho do bebê, que pode desenvolver até mesmo a patologia de crescimento restrito, na qual o bebê tem o tamanho muito menor do que deveria. Além disso, pode ocorrer diminuição do líquido amniótico por desidratação e insuficiência placentária, quando a placenta envelhece antes da hora. É importante saber que a quantidade de exercícios indicada para cada gestante vai depender do quanto de exercícios elas faziam antes. E mais: é imprescindível a orientação e acompanhamento do ginecologista obstetra e do profissional de educação física.

Banhos muito quentes: A temperatura muito alta da água pode causar uma queda maior de pressão, a sensação de mal-estar e até desmaio.

Alimentos não lavados corretamente: Os alimentos higienizados de forma errada, especialmente os consumidos crus como alface e tomate, podem contaminar a gestante com parasitose, toxoplasmose ou salmonelose. Por isso, é interessante evitar comer saladas em restaurantes que não são de confiança.

Cafezinho: O consumo do café e outras fontes de cafeína entre gestantes é polêmico, depende de cada médico. Alguns proíbem cafeína de qualquer tipo, pois em pessoas com tendência a vasoconstrição (diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos), a cafeína pode levar ao envelhecimento placentário e isso altera toda a gestação. Outros médicos permitem um consumo bem moderado. Então, é importante ficar atenta e conversar com o médico que vai avaliar cada caso. O mesmo vale para o consumo de chás.

Sal em excesso: Abusar do sal pode aumentar o risco de hipertensão em gestantes que já apresentavam tendência de desenvolver o problema, que é sério principalmente nesse momento. Entenda mais aqui.

Comer mal: Estar grávida não significa comer por dois e muito menos comer apenas alimentos pouco saudáveis. Uma alimentação equilibrada é essencial nesta fase e não fazer isso pode causar déficits nutricionais e favorecer o diabetes gestacional, pressão alta e outros problemas.

Exposição ao sol: Muito cuidado com o sol! O surgimento de manchinhas escuras no rosto e no colo, chamadas cientificamente de melasmas, podem ser evitadas de acordo com o cuidado que a mãe tem em relação à exposição solar. É importante passar o protetor solar fator 30 sempre que sair de casa e usar óculos escuros, chapéus de aba larga ou bonés. Outras manchas em locais como abdômen, seios e axilas também são comuns, contudo, grande parte delas poderá sumir após o nascimento da criança. De toda forma, é recomendado sempre confirmar a origem desses casos com um dermatologista de confiança.

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