Entenda mais sobre a Síndrome dos Anticorpos Antifosfolipídeos

22 de junho de 2017

A Síndrome dos Anticorpos Antifosfolipídeos ou Anti-Fosfolipídicos (SAF), ou mesmo síndrome de Hughes, é uma doença crônica que não possui origem/causa conhecida.

Grupos de risco da Síndrome dos Anticorpos Antifosfolipídeos

  • Fumantes.
  • Obesos.
  • Sedentários.
  • Elevados níveis de colesterol e triglicerídeos.
  • Uso de hormônios (principalmente estrógenos).
  • Drogas (como a cloropromazina).

Caracteriza-se pela hipercoagulabilidade sanguínea associada à ocorrência de anticoagulante lúpico (LAC) e/ou antifosfolipídeos (aPL), principalmente anticorpos anticardiolipina (aCL). Ou seja, quer dizer que nosso sangue coagula mais nas veias e artérias. Como o sangue está sempre em movimento pelo corpo, isso pode afetar todos os órgãos! A doença é mais frequente em mulheres do que em homens.

Atenção ao estilo de vida e idas recorrentes a médicos são as melhores opções de prevenção. Porém, a presença de anticorpos por si só pode não ser de todo prejudicial. Na verdade, sem a presença de outros sintomas, nem chega a ser caracterizada a síndrome. Entretanto, se você planeja ou está grávida, a formação de coágulo pode representar alguns riscos.

Veja os sintomas dessa doença:

  • Acidente vascular cerebral (AVC ou derrame).
  • Manchas roxas ou brancas, úlceras e nódulos na pele. Gangrena em casos mais extremos.
  • Visão turva ou perda dela.
  • Lesão renal ou sangue na urina caso chegue aos rins.
  • Coágulos no pulmão podem levar à hipertensão pulmonar, dores no peito e falta de ar.
  • Insuficiência cardíaca ou mesmo um sério ataque cardíaco.
  • Tromboflebite (oclusão de vasos sanguíneos superficiais).
  • Micro trombose disseminada (trombos de vasos de pequeno calibre por todo o organismo).
  • E outros que podem variar bastante dependendo da região do corpo em que os coágulos se acentuarem.

Nas grávidas, há outros riscos. Abortos, separação parcial ou completa da placenta do útero antes de o bebê nascer , placenta pequena, encefalopatia, convulsões, acidente vascular cerebral isquêmico, trombocitopenia, anemia hemolítica, leucopenia, hemorragia subaracnóidea e ainda gerar uma síndrome da gravidez conhecida por HELLP: hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos), elevação das enzimas hepáticas e plaquetas baixas – “Hemolysis, Elevated Liver Enzymes, Low Platelet Count”.

O tratamento

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, em pacientes que já tiveram aborto prévio, o risco de aborto em uma próxima gestação não tratada é de cerca de 80%. Com tratamento, o risco de aborto cai para menos de 20%. Em caso de anticorpos anti-fosfolipídicos mas não de coágulos de sangue nem abortos, o médico pode recomendar que tome uma dose baixa de aspirina todos os dias. Ou seja, ela afina o sangue, precavendo a formação dos coágulos. Naquelas que têm histórico com coágulos sanguíneos, medicamentos mais fortes como a varfarina podem ser usados.

Entretanto, ele é contraindicado em grávidas por ser prejudicial ao feto. Ele pode induzir malformações congênitas quando utilizados no início da gestação. Portanto, o anticoagulante substituto natural do varfarina é o heparina. O primeiro é ingerido oralmente e o segundo através de injeções. Heparina não apresenta riscos para a mamãe ou para o feto, e pode ser usado após o parto sem prejuízo ao aleitamento. Porém, é recomendável o uso de suplemento de cálcio e vitamina D. Também é recomendado banho de sol 3 vezes por semana por 15 minutos e pequenas atividades físicas.

Ainda segundo a Sociedade, “a lista de medicamentos que podem interferir na ação dos anticoagulantes orais é extensa. Consulte sempre o médico antes de fazer uso de qualquer medicação. Você poderá usar o medicamento que for indicado, desde que haja um controle rigoroso da sua interferência com a anticoagulação oral.”

Tipos de síndrome dos anticorpos antifosfolipídeos

Existem dois tipos de síndrome dos anticorpos antifosfolipídeos: a primária e a secundária. Pessoas com a sua versão primária não têm qualquer outra doença associadas à síndrome.  Porém, a secundária se associa a outra doença imune. Ou seja, tal como o lúpus ou a uma infecção viral.

Parte da comunidade médica acredita que alguns medicamentos como o já citado cloropromazina, são responsáveis pela síndrome. Infelizmente, por ainda não se ter a causa comprovada, essa doença é sempre cercada de incertezas. Entretanto, não importando a versão adquirida, uma pessoa, com o devido acompanhamento médico, possui uma vida relativamente normal e sem problemas.

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Até a próxima 😉

Veja mais sobre o assunto na sessão: Saúde Mamãe.

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