Meningite: entenda a doença

26 de abril de 2019

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por diversos agentes infecciosos ou também por processos não infecciosos como, por exemplo, medicamentos e neoplasias.
Segundo o Ministério da Saúde, entre os agentes infecciosos, as meningites bacterianas e virais são as mais importantes do ponto de vista da saúde pública e clínico, devido a sua magnitude, capacidade de causar surtos e, no caso da meningite bacteriana, a gravidade.
No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais. A ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono-inverno, e das virais na primavera-verão.
Todas as faixas etárias podem ser acometidas pela doença, porém o maior risco está entre as crianças menores de 5 anos, especialmente as menores de 1 ano de idade.

 

Causas

A meningite de origem infecciosa pode ser causada por diferentes agentes, como as bactérias, os vírus, os fungos e os parasitas.

 

Como a meningite é transmitida?

Na meningite bacteriana, geralmente, a transmissão é de pessoa a pessoa, por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Já na meningite viral, a transmissão fecal-oral é de grande importância.

 

Sintomas

Os sintomas da meningite incluem início súbito de febre, dor de cabeça e rigidez do pescoço, mal estar, náusea, vômito, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz), confusão mental, entre outras manifestações dependendo do tipo da doença.
Em geral, o quadro clínico é grave, por isso o atendimento médico deve ser o mais rápido possível, para identificar o tipo de meningite e o melhor tratamento o quanto antes.

 

Diagnóstico e tratamento

Se o médico suspeita de meningite, ele solicita a coleta de amostras de sangue e líquido cerebroespinhal (líquor). O laboratório então testa as amostras para detectar o agente que está causando a infecção. A identificação específica do agente é importante para o médico saber exatamente como deve tratar a infecção.
O aspecto do líquor, embora não considerado um exame, funciona como um indicativo. O líquor normal é límpido e incolor, como “água de rocha”. Nos processos infecciosos, ocorre o aumento de elementos figurados (células), causando turvação, cuja intensidade varia de acordo com a quantidade e o tipo desses elementos.

A maioria dos casos de meningite evoluem para cura, mas é preciso um acompanhamento médico e tratamento adequado, que vai depender da causa. E também dependendo do agente causador e da gravidade, em alguns casos, podem ocorrer sequelas como: surdez, crises de epilepsia, danos cerebrais, amputação de membros, dificuldades de aprendizagem, além de problemas comportamentais.

 

Como prevenir?

As vacinas estão disponíveis para prevenção das principais causas de meningite bacteriana. As vacinas disponíveis no calendário de vacinação da criança do Programa Nacional de Imunização são:
• Vacina meningocócica conjugada sorogrupo C: protege contra a Doença Meningocócica causada pelo sorogrupo C;
• Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite;
• Pentavalente: protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae sorotipo b, como meningite, e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B;
• BCG: protege contra as formas graves da tuberculose.

 

Saiba mais sobre os tipos de meningite no Portal do Ministério da Saúde.

 

*Fonte: Ministério da Saúde

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