Candidíase mamária: entenda essa infecção muito comum entre as mulheres na amamentação

22 de janeiro de 2021

A amamentação é um período muito importante para o crescimento dos bebês, mas pode ser uma atividade difícil para algumas mamães, já que durante o processo, é possível que a imunidade da mulher fique baixa e ela sofra com picos de estresse. Além disso, as mamas costumam ficar muito úmidas por conta do excesso de leite, podendo gerar uma infecção como a candidíase.

“A candidíase é uma infecção fúngica muito comum entre as mulheres, que tem como principais sintomas a dor com sensação de fisgadas durante e após as mamadas, descoloração do mamilo e aumento da sensibilidade”, explica a Dra. Tatiana Vargas, Consultora Internacional de Amamentação e fundadora do Instituto Mame Bem.

 

Causas, tratamento e amamentação 

 

Ainda, segundo Dra. Tatiana, a candidíase mamária é causada por conta de um momento de baixa imunidade, somada a uma região propícia para uma infecção fúngica pelo excesso de umidade, que pode ser ainda mais favorecida pelo uso de conchas e absorventes, recursos que de acordo com ela são contraindicados no período de amamentação.

Quanto ao tratamento, Tatiana recomenda que em primeiro lugar a mãe procure um médico para avaliar o quadro de candidíase. Após isso, é possível que se utilize pomadas tópicas sob a região do mamilo e a boca do bebê, já que se a mãe apresenta a infecção é muito provável que o bebê também a tenha, ainda que não apresente sintomas. 

“Em alguns casos é possível o uso de medicamento oral. A consultora de amamentação também pode ajudar durante o tratamento, porque essa profissional pode cuidar do ambiente dela, além de avaliar a alimentação e os utensílios utilizados durante a amamentação”, diz Tatiana.

Ainda que possa ser desconfortável, a especialista também recomenda que a amamentação do bebê não seja interrompida em momento algum e sim buscar a ajuda de profissionais para o tratamento.

 

Como evitar?

 

Tatiana aconselha que as mamães procurem manter as mamas arejadas, evitem o uso de conchas ou absorventes e mantenham uma alimentação saudável, com pouco açúcar e carboidrato, evitando assim, que o leite fique mais adocicado e propício a uma infecção fúngica.

 

Importante!

Essas informações não substituem o acompanhamento médico e a orientação de profissionais especializados que podem ajudar em cada caso. 😉

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