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Entenda a Anemia Falciforme, uma das doenças triadas pelo Teste do Pezinho 1024 403 admin

Entenda a Anemia Falciforme, uma das doenças triadas pelo Teste do Pezinho

Você sabe o que é anemia falciforme? Anemia em si é uma expressão que identifica um número reduzido de glóbulos vermelhos ou nível de hemoglobina abaixo do normal. Os Glóbulos Vermelhos são células arredondadas e elásticas que passam com facilidade por todo o sistema circulatório. Existem milhões destas células circulando por todo o corpo. Dentro dos glóbulos há as hemoglobinas; pigmento responsável pela cor avermelhada do sangue e pelo transporte do oxigênio aos órgãos e tecidos. A maior parte das pessoas recebe dos pais o gene para hemoglobina chamado “A”. Se a pessoa recebe o mesmo gene do pai e da mãe, ela é uma “AA”.

Porém, há milhares de anos, ocorreu uma alteração genética em diversos povos africanos. A comunidade científica especula a correlação entre essa mutação dos genes e a malária, doença que até hoje é super comum e disseminada pela África. Esses genes diferentes seriam uma resposta do corpo à agressão sobre os glóbulos vermelhos causada pelo Plasmodiun Falciparum, agente etiológico da malária. O nome desse gene diferente é “S”. Ao longo do tempo, com a diáspora dos povos africanos pelo mundo, esse fator genético foi disseminado.

Traço Falciforme

Quando uma pessoa que recebe de um dos pais a Hemoglobina A e do outro, uma Hemoglobina S, ela é uma “AS”. Ou seja, possui o chamado Traço Falciforme. Elas são pessoas saudáveis e nunca irão desenvolver a Anemia Falciforme, além de possuírem certa resistência à malária. Entretanto, se duas pessoas com o traço têm filhos, elas poderão gerar uma criança com a anemia falciforme, pois, corre o risco dela nascer “SS”. Um exame de Eletroforese da Hemoglobina pode ser feito antes de uma decisão de ter filho para que a mesma possa ser tomada com maior clareza e segurança.

Anemia Falciforme

Também conhecida como anemia drepanocítica ou drepanocitose, a anemia falciforme é uma doença sanguínea hereditária incurável, mas com tratamento para amenizar os sintomas. Seu nome vem do latim: falciforme quer dizer “formato de foice”. Isso porque as hemácias (nome das membranas que cobrem os glóbulos vermelhos) adquirem esse formato diferente.

Esses glóbulos disformes ficam duros, perdendo a flexibilidade e diminuindo a capacidade de locomoção. A oxigenação, portanto, fica comprometida, já que eles não passam pelos vasos sanguíneos como os normais. Por causa disso, os glóbulos ficam apinhados dificultando toda a circulação. Não obstante, um glóbulo normal dura, em média, 120 dias. Enquanto um falciforme dura 15.

Sintomas

  • Icterícia
  • Ulceras (principalmente nas pernas) que aparecem, normalmente, na adolescência.
  • Cansaço e palidez
  • Aumento do baço
  • Dores nos ossos, músculos e articulações.
  • Entre as crianças, inchaços doloridos nos pés e mãos.
  • Desmaios
  • Infecções e produção anormal de hormônios, entre possíveis outros sintomas que podem variar de caso em caso. Essas pessoas também são mais suscetíveis a pneumonias, meningite, osteomelite e septicemia.

Diagnóstico

Essa doença genética pode ser facilmente triada com o Teste do Pezinho. Detectando assim, ainda quando recém-nascida, as chances da criança levar uma vida relativamente normal são maiores. Isso evidencia a importância da realização da triagem neonatal e do acesso dos pais ao resultado. Segundo a Associação de Anemia Falciforme do Estado de São Paulo (AAFESP), “a Anemia Falciforme tem prevalência média de 1 entre 380 nascidos vivos, nos afrodescendentes nas Américas é doença genética, incurável e com alta morbimortalidade”. saiba mais no site da associação: https://aafesp.org.br/ .

Você tem ou é uma mãe ou um pai de uma criança com a doença?
Conte seu caso pra gente! Deixe seu comentário também com sugestões de temas ou dúvidas que você queira ver por aqui. 😉

O que é o Vérnix e para que ele serve? 1024 184 admin
importância do vérnix para o bebê

O que é o Vérnix e para que ele serve?

Vérnix caseoso é uma substância esbranquiçada e gordurosa, com textura parecida a do queijo ou da cera, que recobre a pele dos recém-nascidos, envolvendo completamente a criança por volta da 20ª semana de gestação. Ele é composto por água, lipídios e proteínas, produzido durante o 3º trimestre de gestação pelas glândulas sebáceas do feto.

Com o avanço da gravidez, a substância vai se desprendendo aos poucos da pele e sendo diluída no líquido amniótico. Por isso, bebês que nascem entre 36 e 39 semanas têm mais chance de nascer com maior quantidade de vérnix, enquanto bebês muito prematuros (que ainda não produziram grandes quantidades da substância) ou nascidos após 40 semanas (quando a substância está mais diluída) costumam apresentar pouca ou nenhuma presença de vérnix.

Qual a função do Vérnix?

Ele forma uma capa protetora da pele imatura do bebê, permitindo o seu fortalecimento e protegendo de microrganismos como bactérias e outras infecções que podem passar pelo líquido amniótico. Como o ambiente intrauterino é “molhado”, o vérnix tem a função de regular essa hidratação. A espessura da camada dele pode variar muito de caso em caso.

Por seu aspecto desagradável, as pessoas, e até alguns profissionais podem ser incluídos nisso, costumam ter certo preconceito com o vérnix.

Acontece que mesmo após o nascimento, ele ainda possui funções. Entre elas, podemos destacar a proteção da sensível pele de um recém-nascido aos raios ultravioletas e a termorregulação – ajuda o corpo do bebê a estabilizar a temperatura em ambiente extrauterino.

Quando retirar?

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o mais indicado é aguardar 24 horas para dar o primeiro banho no bebê ou manter o vérnix no corpo da criança por pelo menos 6 horas. Em poucos dias, ele desgruda e é absorvido pela pele espontaneamente, então, durante o banho, não é recomendado esfregar a pele do bebê nem tentar retirar a substância. Sua retirada imediata só é necessária caso a mãe tenha HIV, histórico de infecções prévias e perinatais ou se houver mecônio na placenta.

*Com informações do Consenso de Cuidado com a Pele do Recém-nascido, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

 

Entendendo a Fibrose Cística 1024 403 admin

Entendendo a Fibrose Cística

Também conhecida como “Doença do Beijo Salgado”, a Fibrose Cística (FC) é uma doença genética causada pela disfunção de uma proteína denominada “condutor transmembranar de fibrose cística (CFTR)”. Ela acomete homens e mulheres na mesma proporção e é recessiva, ou seja, deve-se herdar um gene do pai e um da mãe, obrigatoriamente: para uma criança adquirir essa condição, tanto o pai quanto a mãe precisam possuir o gene.

Esse gene altera o transporte de íons nas membranas das células que interferem no suor, sucos gástricos e mucos. Consequentemente, o pleno funcionamento das glândulas produtoras dessas substâncias fica comprometido. De forma geral, essa alteração genética faz com que toda a secreção do organismo do paciente seja mais espessa que o normal, o que dificulta sua eliminação e desencadeia alterações e sintomas no sistema respiratório, digestivo e reprodutor.

 

Os principais sintomas

 

Sistema Respiratório
O muco espesso bloqueia os canais dos brônquios ocasionando dificuldades para respirar, causando tosse crônica, infecções de repetição, pneumonias, e em casos mais graves bronquiectasia (alargamento ou distorção irreversível dos brônquios, sendo que o tratamento na maioria das vezes é cirúrgico). Os principais sintomas são a tosse crônica, a falta de ar, o pulmão com aspecto “carregado” e pneumonias de repetição.

Sistema Digestivo
O muco espesso evita que as enzimas digestivas, necessárias à digestão, cheguem ao intestino, levando assim a desnutrição do paciente. Os principais sintomas podem ser a diarreia, constipação e dificuldade para ganhar peso e estatura.

Sistema Reprodutor
As alterações são diferentes entre os sexos: as mulheres têm a fertilidade diminuída, mas têm chances de engravidar. Já os homens produzem espermatozoides, contudo a maioria é infértil em função da obstrução do canal deferente (que transporta os espermatozoides até o testículo).

 

Como é feito o diagnóstico?

 

A triagem começa pelo Teste do Pezinho básico e gratuito, obrigatório pelo SUS, realizado logo que o bebê nasce, entre o 3º e o 7º dia de vida. Quando o exame indica Fibrose Cística, o Teste do Suor deve ser realizado para confirmar ou descartar o diagnóstico. É importante ressaltar que o teste do suor pode ser feito em qualquer fase da vida, em crianças, adolescentes, jovens e adultos que apresentem sintomas. Além disso, exames genéticos também podem confirmar a doença.

Quanto mais precoce o diagnóstico, melhores são as condições de vida do paciente. Por isso é tão importante pegar o resultado do Teste do Pezinho e levar para avaliação do pediatra, ter acesso à informação e ficar sempre atento aos sinais!

 

Tratamento

 

Em geral, o tratamento pode ser composto por:

Suporte Nutricional, ingestão de Enzimas Digestivas para as alimentações, suplementação vitamínica; Antibióticos, corticoides, broncodilatadores, anti-inflamatórios, Fisioterapia Respiratória e inalações, Atividade Física e Acompanhamento Multidisciplinar frequente.

Todo o tratamento deverá ter acompanhamento médico e especializado! O primeiro passo para o sucesso do tratamento da Fibrose Cística é entender a doença e seguir corretamente as recomendações médicas e de outros profissionais da saúde envolvidos. É importante lembrar que cada caso é único. Naturalmente, muitos tratamentos são semelhantes e a maioria das pessoas com Fibrose Cística apresenta acometimentos pulmonares e digestivos, mas, cada caso será conduzido de uma forma.

 

Setembro Roxo

 

Pensando na importância da informação adequada, o Unidos Pela Vida – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística, criou o “Setembro Roxo – Mês Nacional de Conscientização da Fibrose Cística”.

O objetivo do Setembro Roxo é promover ações de apoio e conscientização, levando informações sobre a doença para todo o país durante todo o mês. Com isso, o Unidos Pela Vida busca contribuir com o diagnóstico precoce, com a busca pelo tratamento adequado e com a melhora na qualidade de vida das pessoas diagnosticadas com FC. Acesse aqui e saiba mais sobre a Fibrose Cística e também sobre a campanha deste ano.

 

IMPORTANTE: Todo conteúdo publicado aqui é de cunho estritamente informativo e não substitui a consulta médica, a realização de exames e o tratamento médico. Em caso de dúvidas, fale sempre com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. 😉

 

*Com informações do Unidos pela Vidas – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística.

Descomplicando a Fenilcetonúria 1024 184 admin

Descomplicando a Fenilcetonúria

Também conhecida como PKU (do inglês PhenylKetonUria), a fenilcetonúria é uma rara doença genética cuja principal característica é a incapacidade do portador de quebrar e controlar as moléculas do aminoácido fenilalanina. O processamento de fenilalanina em tirosina, aminoácido importante na melanina, fica comprometido pela condição.

Ela é causada por uma mutação genética passada de pais aos seus filhos. Isso mesmo, no plural porque tanto o pai quanto a mãe devem possuir a mutação genética para que as crianças nasçam com a fenilcetonúria. Essas crianças não têm a enzima fenilalanina hidroxilase, responsável por quebrar o aminoácido fenilalanina, importante integrante de todas as proteínas do nosso corpo. Na ausência dessa enzima, os níveis do aminoácido e mais duas substâncias ligadas à própria fenilalanina crescem descontroladamente dentro no organismo. Esse excesso acaba sendo prejudicial ao sistema nervoso podendo causar dano cerebral.

A doença já foi traçada no mundo e ela é muito mais incidente nos EUA e Europa. Em países latinos e asiáticos a incidência é menor. Já a África possui o menor índice do mundo em fenilcetonúria.

Sintomas da Fenilcetonúria

Inicialmente, os sintomas não se manifestam. Motivo principal para o Teste do Pezinho ser feito em tempo hábil. Caso não haja tratamento, aí sim os sintomas começam a aparecer em poucos meses.

  • Microcefalia
  • Hiperatividade
  • Convulsões
  • Espasmos nas pernas e braços
  • Dermatite atópica
  • Desenvolvimento atrasado
  • Pele clara e olhos azuis

Sem o tratamento as deficiências físicas e intelectuais podem ser permanentes. O tratamento para recém-nascidos consiste em uma fórmula alimentar exclusiva destina a balancear as faltas causadas pela doença. Quando adulto, a pessoa deve continuar indo ao médico regularmente para acompanhamento da fenilcetonúria. Em recorrência de sintomas na vida adulta, a dieta deve ser retomada.

Mulheres

Mulheres com histórico positivo da doença devem ter atenção especial se pensam em ter filhos. A gravidade da fenilcetonúria pode variar  a condição pode ser um grande risco para bebês no útero. Grávidas portadoras que não seguem a dieta têm risco maior de sofrerem com abortos espontâneos.

Por isso, sempre procurem um médico e busquem por informação. Ela é essencial para o precoce diagnóstico e tratamento adequado. 😉

Desafios no cuidado do bebê prematuro 1024 184 admin
bebê prematuro

Desafios no cuidado do bebê prematuro

A maternidade é imprevisível

Do desenvolvimento no útero, do nascimento e até todos os dias seguintes de vida, a mãe é surpreendida por sentimentos, emoções, aprendizados e situações inusitadas. Por mais que planejado, é escrito e reescrito a cada suspiro, sem seguir roteiro algum.

No caso da prematuridade, por exemplo, todo esse improviso é vivido intensamente e logo cedo. Ter a surpresa de um parto prematuro ainda acrescenta alguns desafios específicos na rotina de cuidados que envolve a maternidade e a mamãe precisa acompanhar atentamente.

Quando é considerado prematuro?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, é considerado prematuro, ou pré-termo, o neonato com menos de 37 semanas de gestação. Em geral, a prematuridade é classificada de acordo com a idade gestacional.Limítrofe para os nascidos entre a 32ª e a 37ª semana de gestação. Moderada, nascidos entre 28 e 32 semanas de gestação. Extrema, na qual a idade gestacional é menor ou igual a 28 semanas. Quanto maior a prematuridade do bebê, maiores os riscos para a sua saúde.

Quais as causas?

As causas do parto prematuro são diversas, geralmente associadas à mãe, como infecções, diabetes, distúrbios da tireoide, descolamento de placenta, a pré-eclâmpsia, doença que mais leva gestantes a óbito no Brasil e sobre a qual falamos bastante aqui no site.

Além disso, gestações múltiplas e algumas condições do bebê também podem levar ao nascimento prematuro, como dificuldade de nutrição, malformações e presença de síndrome genética.

E quais são os principais desafios no cuidado de um bebê prematuro? Na UTI Neonatal, onde geralmente ficam os bebês prematuros, a luta pela sobrevivência e a diminuição de sequelas imediatas cercam os procedimentos iniciais de exames, terapias e monitoramento da equipe médica.

E isso tem sido cada vez mais possível devido a melhora dos recursos diagnósticos, terapêuticos e de cuidados hospitalares disponíveis. No hospital, o bebê fica monitorado com aparelhagem que permita acompanhar a evolução de sua saúde, até adquirir condição para a alta.

Segundo o Mestre e Doutor em Pediatria pela Universidade Federal de São Paulo, Dr. Charles Schimidt, sobre os problemas específicos apresentados por cada bebê prematuro, cada caso é único. Geralmente necessitam de alimentação especializada, tem dificuldade para mamar e sugar, e por isso mamam em intervalos menores, apresentam complicações respiratórias, sentem mais frio, tem riscos de infecções mais frequentes e em alguns casos podem apresentar sequelas físicas e motoras e até mesmo leve alteração neurológica.

“Todos os exames e testes comuns aos bebês como o do pezinho, por exemplo, são mantidos e realizados seguindo os procedimentos, até para que se descarte alguma alteração genética como causa da prematuridade. Os cuidados práticos vão depender da necessidade de cada um e serão adotados pelos profissionais que o acompanham e, claro, pelos pais e familiares enquanto forem necessários”, explica o pediatra. E, segundo ele, é na família onde está o maior desafio. Para Dr. Charles Schimidt, o problema mais sério na prematuridade é a insegurança e a angústia da mãe e todo esse processo traumático para a família, que por isso, precisa estar cercada também de muitos cuidados.

“Hoje em dia procuramos orientar os familiares a acreditar muito no apoio de toda equipe multidisciplinar envolvida, de muita tecnologia que temos disponível e é verdade. Grande parte dos bebês prematuros, principalmente nascidos com mais de 1kg, 1,5kg, vão bem e apresentam desenvolvimento bastante normal. Os médicos e toda a equipe da UTI Neonatal se apegam a isso, mas como tranquilizar uma mãe simplesmente com essa informação? Seu filho é único e ela quer saber dele, no caso dele específico. Todo dia é um dia novo de conquistas para os pais e para esses bebês, que já nasceram vitoriosos, são pequenos campeões. E esse é o maior desafio da prematuridade”, declara o pediatra.

A jornalista Elaine Vládia, de Natal (RN), mãe da Laís, viveu recentemente a prematuridade e compartilhou com Mama sua experiência. Ela destaca essa rede de apoio entre as mães como a parte mais importante do processo. “Os médicos normalmente estão envolvidos com a prática nos cuidados com o bebê, então a gente se apoia umas nas outras e esse apoio é a parte mais importante. Na sala de aleitamento, por exemplo, desabafamos, trocamos experiências, realmente criamos laços bem fortes porque vivemos um clima bem pesado na UTI Neonatal e uma mãe vai ajudando a outra e, assim, vai ficando mais leve”, declara Elaine.

Ela conta que até criou junto com outras mães o grupo “Mama, Mãe que ajuda mãe”, que tem como objetivo dar um suporte maior a outras mães que passam pelo parto prematuro, com visitas periódicas, campanhas para doação de sangue, de leite e todo o aparato necessário para aquelas que estão com seus filhos na UTI Neonatal. A jornalista teve complicações na gestação devido à abertura do colo do útero, o que a levou ao parto prematuro com 29 semanas e um dia, em abril do ano passado. Sua filha nasceu com 1,180kg, 38 cm e ficou dois meses na UTI Neonatal até a alta.

Esse momento de ir pra casa chega geralmente quando o bebê prematuro consegue respirar sem ajuda, consegue manter a temperatura corporal, mama no peito da mãe ou na mamadeira, ganha peso de forma estável e constante e não tem infecção. E aí, na primeira grande batalha vencida, entra mais um desafio no cuidado da criança prematura: promover uma boa qualidade de vida no longo prazo.

A alta hospitalar é baseada na saúde do bebê e também no treinamento da família. Ainda na UTI, os familiares devem ser bem orientados em relação a vários aspectos: cuidados básicos, posicionamento antirreflexo, vacinação, alimentação e acompanhamento médico futuro (avaliação auditiva e visual, hematológica, neurológica, etc). Dr. Charles explica que a primeira consulta deve ser realizada cerca de uma semana após a alta, de forma a se avaliar a adaptação do prematuro ao lar. As próximas consultas são marcadas a cada 15 dias no primeiro semestre e mensalmente do sétimo ao 18º mês de vida. Posteriormente, as consultas deverão ser anuais.

É importante que o acompanhamento seja realizado por uma equipe multiprofissional experiente, identificando precocemente situações de desvio da normalidade, o que permite uma intervenção precoce e de maior resultado. E mais: os pais e familiares devem estar atentos a qualquer tipo de mudança e alteração no comportamento do bebê, relatando o que foi observado à equipe que o acompanha.

Dito tudo isso, conquistada a vitória da alta hospitalar, Dr. Charles Schimidt é enfático em seu conselho final: “Quando o bebê prematuro vai para casa, a recomendação é cercá-lo dos cuidados seguindo a orientação profissional, mas, principalmente: administrar o equilíbrio emocional da família. Apoiar-se na estrutura disponível em favor do bebê e ficar sempre perto, dar muito carinho e amor sem culpa para recuperar esse tempo ruim que passou. E lembrar sempre: já passou!”, conclui o pediatra.

#Mama segue essa linha e encoraja mamães, papais e todos os familiares que tenham a prematuridade do seu bebê como experiência. Que esta seja cercada, além dos cuidados que tanto precisam bebês e famílias, de muita esperança, confiança e, acima de tudo, muito amor.

 

 

Câncer do colo do útero: prevenção é o melhor remédio 1024 184 admin

Câncer do colo do útero: prevenção é o melhor remédio

Também conhecido por câncer cervical, o câncer do colo do útero é um dos possíveis resultados da infecção pelo papilomavírus humano (HPV). Esse vírus é tão comum na humanidade que a grande maioria das pessoas sexualmente ativas o possuem. Porém, ele, na maioria das vezes, é assintomático. Ou seja, não apresenta sintomas ou problema algum.

Quando se manifesta maleficamente, o câncer é justamente uma das piores formas. A infecção traz lesões ao colo do útero, a parte mais inferior do útero, como podemos ver na ilustração abaixo:

No começo, o câncer é uma doença silenciosa. Normalmente quando os sintomas aparecem ele já está em estágio avançado.

Sintomas do câncer do colo do útero

· Sangramento vaginal fora da menstruação e sem motivo
· Corrimento alterado
· Sangramento pós sexo
· Dor pélvica
· Fadiga
· Náusea
· Perda de peso
· Sensação de pressão no fundo da barriga

Se não tratado, ele pode evoluir para um carcinoma invasor do colo uterino, sendo fatal.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o cervical é o 3º tipo de tumor mais frequente nas brasileiras, perdendo apenas para o de Mama (1º) e o Colorretal (2º), sendo a 4º maior causa de óbito entre todos os cânceres. Só no ano de 2018 há a estimativa de que surgirão mais de 16 mil casos da doença no Brasil.

Diagnóstico

Mas temos boas notícias também! Este câncer é muito fácil de evitar. O exame preventivo é o Papanicolau. Que é disponível na rede pública. Segundo as Diretrizes Brasileiras Para o Rastreamento do Câncer de Colo de Útero, ele deve ser realizado em “(…) mulheres de 25 a 60 anos de idade, uma vez por ano e, após dois exames anuais consecutivos negativos, a cada três anos.”. Este exame serve para detectar a presença das lesões pré-cancerosas.

Ou seja, não detecta o câncer em si porque ele ainda nem apareceu. Porém, constata o pré-requisito que pode evoluir para o tumor. No caso de aparição de qualquer resultado incomum neste primeiro exame, um segundo pode ser feito para detectar células cancerígenas.

Tratamento

Em caso positivo para câncer, o tratamento de radioterapia e quimioterapia é iniciado. Contudo, em alguns casos, eles não são o suficiente e só a cirurgia pode salvar a vida da mulher.

Neste caso, existem 2 tipos de procedimentos: o de retirada do tumor e o de retirada do útero.  Se a mulher não deseja ter filhos, o impacto é menor. Mas se ela planejava engravidar, há uma situação bem séria.

Nesses casos, o médico acompanha de perto os resultados da radio e quimio. Se eles forem satisfatórios, a mulher pode engravidar depois do término do tratamento. Infelizmente, nos casos de inevitabilidade da retirada do útero, mesmo se a mulher quiser engravidar, isso não será possível.

Grupo de Risco

Fazem parte do grupo de risco mulheres com:

· Parceiros sexuais sem proteção
· Multiparidade
· Histórico de DSTs além do HPV, como a gonorreia e a clamídia
· Tabagismo
· Primeira relação sexual muito cedo
· Uso prolongado de anticoncepcional oral
· Idade entre 40 e 60 anos

Por mais assustador que essa doença possa parecer, se todas as recomendações médicas e prevenções forem respeitadas, as chances da mulher de ver livre de problemas é praticamente certa.

Sentiu falta de alguma coisa? Ficou com alguma dúvida? Manda pra gente, comente, que a gente responde!

E não deixe de acompanhar o Mãe Que Ama para mais informações de qualidade.

A vacina da febre amarela em gestantes e crianças 1024 184 admin

A vacina da febre amarela em gestantes e crianças

Devido aos novos casos de febre amarela pelo Brasil, o governo federal planejou e está executando uma campanha de vacinação extraordinária. Porém, em meio ao afã da população, muita desinformação circulou, gerando dúvidas que Mama pretende sanar agora.

A Doença

A febre amarela é uma doença causada pelo flavivírus e transmitida, no ciclo silvestre, pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Isso acontece quando, em regiões de mata, esses mosquitos picam macacos portadores do vírus. A partir daí o inseto é vetor do vírus e pode contaminar humanos no momento da picada.

O ciclo urbano, que não é registrado no Brasil desde 1942, ocorre quando essa pessoa infectada vai para uma área urbana. Uma vez na cidade, ela pode ser picada pelo Aedes aegypti, também transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. A partir de então, este mosquito é transmissor do vírus e, uma vez ele picando outra pessoa, temos a versão urbana.

Em todos os casos a doença só é passada pelas fêmeas dos mosquitos.

Os Sintomas da febre amarela

Os sintomas são os mesmos em ambas as versões: silvestre e urbana. Na fase inicial da febre amarela, a pessoa sente dores de cabeça, musculares (costas principalmente), perda de apetite, náuseas, vômitos, tonturas, calafrios e febre (temperatura corporal acima do 37,8).

Quando ela se agrava, nariz, boca, olhos e estomago podem sangrar. Órgãos como rins e fígado são afetados. A pessoa pode desenvolver icterícia e ter alterações neurológicas, além de dores abdominais e urina escura.

A Vacina

A dose padrão da vacina é de 0,5 ml. Versão da vacina da febre amarela, a qual o governo recomendava um reforço após 10 anos. Entretanto, desde abril de 2017, o Ministério da Saúde segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde que diz que aqueles que tomaram essa dosagem, está imunizado pelo resto da vida, assim ela passou a ser chamada de “dose única”.

Para atender à emergência causada pelos recentes casos da doença, desde o começo de fev/2018 o governo está com uma campanha de vacinação para imunizar a população nas chamadas “áreas de risco”.  Porém, os estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo vão receber a dose fracionada de 0,1 ml. Dessa forma, a antiga dose pode render para até 5 pessoas diferentes na nova dosagem. Contudo, segundo estudos da Fiocruz, essa versão fracionada só imuniza a pessoa por até 8 anos. No Brasil, é a 1ª vez que essa medida é adotada. Mesmo que fracionada, ajudou a controlar um surto da doença em Angola, 2016.

Quem pode tomar?

Crianças a partir de nove meses e adultos até 59 anos. Pessoas com 60 anos ou mais e gestantes só podem receber o imunizante se não apresentarem nenhuma contraindicação e estiverem muito próximos a locais com casos reportados. Indivíduos com HIV/Aids também podem, desde que não apresentem imunodeficiência grave. Para isso, deve ser feito exame para contagem de CD4 (células de defesa).

Mulheres que estão amamentando devem suspender o aleitamento materno por 10 dias após a vacinação. Aliás, este é o período que leva para a vacina fazer efeito e de fato imunizar. Como toda vacina é o próprio vírus adormecido da doença que ela intenciona combater, aplicada para o corpo criar imunidade, caso a mãe amamente durante esses 10 dias, o vírus pode ser transmitido para o bebê, através do leite.

Há, porém, pessoas que não podem ser vacinadas, mesmo estando em áreas de risco. É o caso de crianças de até 9 meses de idade, pacientes com algum tipo de câncer, pessoas que passaram por algum transplante e portadores de alergia grave ao ovo. Qualquer um com deficiência no sistema imune também deve consultar um médico.

Proteção para quem não pode tomar a vacina

O mais importante é que a picada seja evitada. Seja evitando ir aos lugares de risco ou com repelentes mesmo. Uma boa prática a ser adotada é o uso da tela/rede para a janela, blusas de manga comprida, calças e portas/janelas mantidas fechadas, evitando que os mosquitos entrem no recinto.

Importante: repelentes não podem ser aplicados em crianças com menos de 6 meses. Mosquiteiros para berço são altamente recomendados nesses casos.

O governo garante que, com o fracionamento, não faltará vacina para a população. A febre amarela também deve entrar para o calendário vacinal ensejando a imunização das próximas gerações.

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#MãeQueAma

A síndrome de Hellp pode ser fatal pra mãe e pro bebê 1024 184 admin

A síndrome de Hellp pode ser fatal pra mãe e pro bebê

A Síndrome de Hellp é uma descoberta relativamente recente da medicina – apenas na segunda metade do século XX ela foi classificada como síndrome laboratorial – e seu nome vem de um acrônimo em inglês que identifica suas principais características:

  1. H de Hemolytic anemia. Hemólise é a fragmentação das células do sangue;
  2. EL de Elevated Liver enzymes. Elevação das enzimas hepáticas em tradução;
  3. LP de Low Platelet count. Baixa contagem de plaquetas. É importante lembrar que as plaquetas são células que auxiliam na coagulação sanguínea e por isso um dos sintomas dessa síndrome é a hemorragia.

Condição exclusiva da gravidez e podendo ocorrer no pós-parto também, a Hellp é uma complicação da pré-eclâmpsia (hipertensão na gestação, da qual já falamos aqui, doença que mais mata grávidas no Brasil. É estimado que 8% dessas gestantes que tiveram pré-eclâmpsia vão sofrer com a síndrome também. Em números absolutos, a síndrome de Hellp atinge de 0.2% a 0.6% das gestações. Portanto, ela é bem rara. Este fator contribui para a falta de conhecimento sobre a doença. Outra contribuição é o fato de ela ser de difícil diagnóstico.

Necessariamente, as características citadas acima devem ocorrer para ser chamada de Hellp. Sintomas como: dor na parte alta ou central do abdome, cefaleia, náuseas, vômitos e mal-estar generalizado são os mais comuns. O agravamento pode vir na forma de edema agudo dos pulmões, insuficiência renal, falência cardíaca, hemorragias e ruptura do fígado, podendo ocasionar a morte materna e fetal. Isso pode ser evitado se, através de exames clínicos e laboratoriais, a Síndrome de Hellp for diagnosticada com antecedência e a mulher for internada para um acompanhamento obstétrico mais próximo. O tratamento vai variar de acordo com a idade gestacional em que há complicações:

  • Menos de 34 semanas – injeções de corticosteroides são aplicadas: a 1ª, no músculo deltóide (braço). A 2ª, no glúteo. Elas servem para desenvolver os pulmões do bebê e adiantar o parto.
  • Após 34 semanas – é induzido o parto precoce para evitar o sofrimento do feto e a morte da mãe.
  • Menos de 24 semanas – nenhum tratamento é eficaz e é preciso que haja interrupção da gravidez.

Isso ocorre porque a síndrome entende que o bebê é um corpo estranho ao organismo da mãe e tenta ‘expulsá-lo’. Este conflito gera as complicações e por isso o único jeito de acabar com a Hellp é interromper com a gestação, seja por parto induzido/cesárea (quando possível), ou por aborto. Essas informações todas mostram o quão importante é fazer o acompanhamento Pré-natal adequadamente. A qualquer discrepância, a resposta pode ser rápida e, portanto, mais eficaz.

Grupos de Risco da síndrome de Hellp

As mulheres que possuem uma predisposição à Síndrome de Hellp são as mesmas da pré-eclâmpsia:

  • Histórico familiar de pré-eclâmpsia
  • Primeira gravidez
  • Nova paternidade, ou seja: cada gravidez com um novo parceiro pode aumentar o risco de pré-eclâmpsia.
  • Idade, sendo que o risco é maior após os 35 anos.
  • Gravidez múltipla
  • Intervalo de 10 anos ou mais entre as gestações.

Se a mamãe possui um histórico com outras doenças, também pode entrar para o grupo de risco. Exemplos de doenças são:

  • Obesidade
  • Hipertensão
  • Enxaqueca
  • Diabetes tipo 1 ou diabetes tipo 2
  • Doença renal
  • Tendência a desenvolver coágulos de sangue (trombofilias)
  • Doença autoimune, como a artrite reumatoide, esclerodermia e lúpus.

Por se tratar de uma síndrome rara, os métodos preventivos para a Hellp são incertos. Em geral, para uma gestação saudável é importante  o peso controlado, fazer uma dieta adequada, ter um estilo de vida saudável, fazer acompanhamento pré natal e ficar muito ligada à todos os sintomas e sinais desde o início da gestação

Entrevistamos mães que tiveram pré-eclâmpsia. Uma delas, Michelle Susan, quase faleceu devido à Hellp que a acometeu em sua gestação. Mas, felizmente, tanto ela como o seu bebê saíram sem sequelas. Inclusive, ela chegou a tomar a injeção para acelerar o desenvolvimento dos pulmões da criança e o parto poder ser realizado antes das 40 semanas. Assista ao vídeo e conheça um pouco mais sobre essa história emocionante que, apesar das atribulações, teve um desfecho bem feliz!

Entenda mais sobre o melasma: as manchas escuras da pele 1024 184 admin

Entenda mais sobre o melasma: as manchas escuras da pele

Também conhecido como cloasma, o Melasma é um distúrbio na pigmentação da pele onde a área atingida escurece, deixando manchas. Ele não é maléfico, ao contrário do que alguns podem pensar. Entretanto, devido à parte estética que a condição mexe, os consultórios dermatológicos acabam sendo bastante procurados para resolver o problema.

Daí pode aparecer a 1ª decepção: o melasma não tem cura. O tratamento é paliativo e visa disfarçar e amenizar a aparência das manchas, que normalmente aparecem pelo rosto. Elas são da cor marrom, mas a intensidade pode variar muito de um caso pra outro. Suas formas também não possuem padrão.

Mas como o Melasma ocorre?

Para responder esta pergunta é preciso entender um pouco mais da nossa pele, do nosso corpo. Você já deve ter ouvido falar que a nossa pigmentação é feita através da substância melanina. Além da coloração, a principal função dela é a proteção contra os raios solares. Ela é produzida por uma célula chamada melanócito, que fica na epiderme, parte mais superficial de nossa pele.

O melasma surge na hiperproliferação do melanócito; a produção de melanina aumenta junto com a da célula. O acúmulo de melanina fica retido dentro da pele, gerando as manchas. Essa anomalia crônica não tem origem certa, mas sabe-se que a alta de melanócitos é estimulada pelo sol e calor, sendo um ponto de atenção em sua prevenção. Além disso, alterações bruscas de hormônios como a menopausa, a gravidez e o uso de contraceptivos também são fatores que parecem estar relacionados com o melasma.

Aqui a gente chega a mais uma peculiaridade da condição: de cada 10 casos, 9 são em mulheres. Outras possíveis causas são a poluição das cidades e fatores genéticos, mas isso ainda está sendo estudado. Quando a questão é o melasma, poucas coisas são conclusivas.

Pessoas em grupo de risco:

  • Mulheres em sua idade reprodutiva e gestantes;
  • Mulheres que usam contraceptivos orais;
  • Moradoras de cidades quentes e/ou muito poluídas.

Normalmente o diagnóstico é feito pela própria pessoa ao observar as alterações em sua pele. Porém, a certeza absoluta vem na consulta com o dermatologista. Este profissional tem um instrumento chamado Lâmpada de Wood capaz de detectar alterações no pigmento da pele. Através desse instrumento, o dermatologista pode dizer se se trata de um melasma dérmico (parte mais interna) ou epidémico (parte mais externa da pele).

Uma vez dado o diagnóstico, normalmente temos 3 opções de tratamento:

  1. Cremes clareadores (a mais comum);
  2. Peeling;
  3. Laser (último caso).

Não importa o método usado; é preciso ter em mente que os resultados demoram pra aparecer, sendo que a mancha em si não sairá 100%. Como citamos, ela é inofensiva. Mas se por acaso houver formigamento, coceira, dor ou qualquer outra coisa na região, o dermatologista deve saber imediatamente, já que não são sintomas do Melasma.

Aliás, O Mãe Que Ama tem super dicas de prevenção ao Melasma. Preste atenção porque elas também valem pro Melanoma (câncer de pele):

  • Usar protetor solar todos os dias, independente do clima;
  • Mulheres em idade fértil devem optar por métodos contraceptivos não hormonais;
  • Mulheres na menopausa devem evitar terapias de reposição hormonal;
  • Alimentação adequada rica em alimentos antioxidantes ajuda a prevenir diversas doenças, inclusive melhora a proteção natural da pele contra os raios solares;
  • Deve-se sempre remover a maquiagem antes de dormir. Embora não haja provas de que a maquiagem, em si, possa contribuir para o aparecimento do melasma, a remoção adequada dos restos antes de dormir previne o envelhecimento precoce e outros problemas de pele;
  • Manter-se longe de fontes de calor como churrasqueiras, fogão, saunas, automóveis expostos ao sol, entre outros, para evitar a estimulação da produção de melanina;
  • Utilizar proteções físicas, como chapéus e guarda-sol;
  • Ao perceber uma primeira mancha, deve-se ir ao dermatologista o mais rápido possível, para investigar e definir um tratamento.

Continue conosco para mais dicas e informações sobre a sua saúde!

A doença AME – atrofia muscular espinhal 1024 184 admin

A doença AME – atrofia muscular espinhal

A Atrofia Muscular Espinhal,  também é conhecida como amiotrofia espinhal progressiva. O adjetivo “espinal” também pode ser empregado. Trata-se de uma doença de origem genética, ou seja, não se adquire ela em algum lugar, mas se nasce com ela, alocada no DNA, sendo passada de geração em geração.

Mas como a Atrofia Muscular Espinhal  acontece?

Pra responder essa pergunta, a gente precisa saber a causa.

Todos nós possuímos o gene SMN1 – uma cópia herdada do pai e outra da mãe. São justamente mutações nessas cópias que podem causar a AME. Aproximadamente 95% dos indivíduos afetados apresentam a deleção, isto é, perda de uma ou mais unidades que compõem um gene, em ambas as cópias SMN1.

Indivíduos que possuem uma só cópia mutada não terão sintomas da doença. Porém, são portadores mesmo assim. Isso significa que caso eles tenham filhos com outras pessoas que carreguem uma cópia mutada, as chances dessa criança nascer com atrofia muscular espinhal são de 25%.

O SMN1 é responsável por produzir uma proteína fundamental chamada proteína de sobrevivência do neurônio motor. Embora ela esteja presente em todas as células, a proteína é mais importante para o sistema nervoso, sendo a gravidade da doença atrelada à quantidade que o doente consegue produzir. Essa falta acarreta degeneração e perda motora na medula espinhal e do tronco cerebral.

Com os movimentos progressivamente limitados com o avanço da doença, os músculos atrofiam. E é todo tipo de músculo: além dos mais óbvios como braços e pernas, os responsáveis pela deglutição de alimentos e respiração são comprometidos também. Esse triste cenário leva o enfermo a precisar de aparelhos pra comer e respirar, infelizmente.

O pior é que a atrofia muscular espinhal é a segunda doença recessiva letal mais comum em pessoas de pele branca, com recorrência média de 1 para cada 10 mil nascimentos. Dependendo da idade em que ela aparece e sua evolução, a Atrofia Muscular Espinhal é subdividida em tipos:

Tipo 1 – AME infantil ou de Werdnig-Hoffmann

O neurologista alemão Johann Hoffmann cunhou o nome amiotrofia espinhal progressiva em 1893. Dois anos antes disso, o neurologista austríaco Guido Werdnig descreveu o tipo infantil, que é o mais grave de todos, apresentando sintomas ainda na vida intrauterina. Essas crianças normalmente não conseguem passar dos 3 anos de idade. A maior causa de mortandade delas é o subdesenvolvimento do sistema respiratório.

Tipo 2 – AME intermediária

Após o nascimento, os sintomas começam a aparecer e são um pouco menos intensos que na versão anterior. Com cerca de um ano e meio de vida, a criança pode desenvolver a habilidade de sentar, desde que colocadas nessa posição. Andar, entretanto, não conseguem.

Tipo 3 – AME juvenil – Kugelberg-Welander

Os neurologistas suecos Lisa Welander e Erik Kugelberg diferenciaram esta doença das outras distrofias musculares em 1956. Aqui os sintomas aparecem entre o 2º e o 17º ano de vida e os membros superiores são os mais afetados. Precisam de ajudar pra se locomover e fazer coisas do dia-a-dia, mas a progressão da doença é mais lenta.

Tipo 4 – AME adulta

A forma menos grave da doença acomete pessoas entre 30 e 40 anos de idade. Possui a progressão mais lenta de todas as AMEs.

A medicina atual não chegou a uma cura para a atrofia genética. O tratamento que existe é uma dieta restritíssima para o peso ficar controlado e o enfraquecimento muscular não ser maior. Além disso, há os estimuladores de tosse, termo geralmente dado aos aparelhos encarregados da limpeza dos pulmões.

Em 2016, a agência reguladora de remédios e alimentos nos Estados Unidos aprovou o medicamento com a nova substância chamada de nusinersen – princípio ativo do Spinraza. Na fase de testes, esse remédio conseguiu interromper a progressão da doença na maioria das pessoas e ainda melhorou a função motora.

Na Europa ainda está sob aprovação. A farmacêutica estadunidense Biogen, responsável pelo medicamento, submeterá o processo a Anvisa depois que o homólogo europeu conceder o seu veredito. O Spinraza força o gene SMN2 a produzir melhor a proteína deficiente. São quatro injeções nos primeiros 60 dias e depois a cada quatro meses.

Além de não ter no Brasil, as injeções lá fora custam uma fortuna. E essa é a batalha que os pais do menino Jonatas vivem: através de campanhas na internet, eles conseguiram arrecadar recursos para custearem o tratamento nos EUA. Nós compartilhamos os detalhes dessa história nas nossas redes sociais, mas você pode relembrá-la AQUI.

Mama deseja que cada vez mais pessoas tenham acesso a tratamentos rápidos, eficazes e baratos, quando não de graça.

Você já teve contato com algum caso de Atrofia Muscular Espinhal? Deixe nos comentários para sabermos de mais histórias.

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